Nem lamentar o homem que não me tornei
Cada dia exige apenas minha presença
O restante pertence ao curso das coisas.
Governo o pensamento que nasce em mim
Aceito o que escapa às minhas mãos
E permaneço fiel à minha natureza.
O mundo tentará dizer quem devo ser
Mas sua voz não governa minha consciência
Não combato o inevitável
Nem entrego minha paz ao acaso.
Retiro da alma tudo aquilo que é excesso
Observo minhas fraquezas sem fugir
E faço do domínio de mim minha tarefa.
Não preciso construir um novo homem
Há em mim uma essência a ser reencontrada
O tempo apenas cobriu seus caminhos
Cabe-me remover o medo e a aparência.
Viver segundo aquilo que reconheço como justo
Seguir sem aplausos e sem ressentimento
E retornar em silêncio ao que sou.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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