quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ecce Homo



Vestes a melhor túnica e o espera chegar
Seus olhos admirados estão
Anseia por ver aquele de que tanto ouves falar
O homem que tira outros homens da solidão.

A porta, então, até o fim é aberta
E uma luz ofusca sua visão
Espera até suas vistas ser descoberta
Para contemplar com perfeição.

Diante dele está um jovem radiante
Que traz consigo um grande esplendor
Pilatos, então se vê diante
Aquele declarado como Salvador.

És tu o rei dos Judeus?
De seus lábios é a pergunta que sai
Tu o dizes ou um dos seus
Homens que da terra cai.

Eis o homem! A turba grita
Pois desejam vê-lo morrer
Mas não responde e nem agita
Maravilhado estou em ver.

Não vejo nele alguma culpa
Nem algo que a morte venha merecer
Mas, se o povo assim deseja, não tenho desculpa
E entrego-o a vocês para morrer.

Poema: Odair

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nostalgia



O tempo é o amigo das lembranças
De um momento que ficou
Nas soleiras das janelas
Quando olhava a chuva cair suavemente.
Na manhã gélida do tempo
Olhava as folhas molhadas
Sendo balançada pelo vento
Que levava minhas lembranças.
O pensamento voava solto
Em direção ao infinito
Na busca incessante
Do meu sonho fugaz.
Aquelas águas
Silenciosas a cair
Construíam o sonho
Do qual me lembro agora.

Poema: Odair

terça-feira, 1 de abril de 2014

O anelo de um sonho lindo



Meus pensamentos se elevam
Acima da imensidão
Vejo no horizonte distante
O brilho do seu coração.

Sinto a brisa no amanhecer
A dar vida a minha vida
Traz consigo um frescor tão bom
Que muda minha alma sentida.

Sou o anelo de um sonho lindo
Que alcança seu pensamento
E transforma o meu desejo.

Escrevo-te, então, esta canção
Que transpira minha alma
Na magia de um terno beijo.

Poema: Odair
Foto: Joe. (Rio Paraguai - Cáceres, MT).

segunda-feira, 31 de março de 2014

Uma canção no deserto



Tenho caminhado durante dias
Por esse deserto escaldante
E, se não fora tua misericórdia
Meus pés já teriam sucumbido.
Nuvens cobrem minha cabeça do sol abrasador
Quando caminho durante o dia
E uma coluna de fogo me ilumina
Quando a noite preciso caminhar.
Suas mãos foram milagrosas
Quando o Mar Vermelho abriu
Para que meus pés pudessem atravessar
E os dos egípcios afogastes.
Esse poder me é tremendo
E me faz a cada dia caminhar
Vigora minha alma
Quando desfalece meu coração.
O que posso fazer para agradecer
Um amor tão grande assim?
Só suas mãos podem suster
Quem necessita de sua graça.
Nenhuma riqueza do Egito
Podem se comparar ao teu amor;
Vejo a recompensa no final
Quando enviar o Salvador.

Poema: Odair

sexta-feira, 28 de março de 2014

Tenho mesmo que mergulhar sete vezes?



Caminhei durante dias no sol escaldante do deserto
Sou o comandante dos exércitos do rei
E o profeta nem veio me receber?
Eis que me manda um mensageiro
A dizer-me que vá até o Jordão
E mergulhe sete vezes.
Não há na minha terra rios melhores?
As águas que correm lá não são mais límpidas?
Eu pensei que aqui chegaria
E suas mãos estenderias sobre mim
Invocarias o seu Deus e ele me limparia.
Abana e Farpar tem águas melhores
Que todos os rios de Israel
E, por isto, deveras estou muito indignado.

Na minha indignação queria ir embora
Quando dessa forma me alertaram
Se o profeta te pedisse uma grande coisa
Não o farias?
O que custa mergulhar-te as sete vezes no rio?
Atentei-me para esse detalhe
Voltei-me para o Jordão,
Nele mergulhei sete vezes
E minha pele ficou limpa!
Não mais adorarei Rimon
Que nada pode fazer-me.
Eu agora adoro ao Senhor
Porque sei que não há na terra
Um Deus como o Deus de Israel.

Poema: Odair

quarta-feira, 26 de março de 2014

Se eu fiz isto!



Nos cumes dos montes estou
E meus pés tropeçam nas pedras.
Caluniam-me e falam contra mim
Coisas que meu coração não pensou.
Meus inimigos estão acampados
A espreita pensam tirar-me a vida.
Que Deus julgue minha causa
E seja o justo Juíz.
Se eu fiz isto
E o mal pratiquei a sua vista
Que o inimigo persiga minha alma
E pisem a minha vida sobre a terra.
Mas, se aos seus olhos,
Tenho encontrado o seu favor.
Que sua mão me proteja sempre
E me leve ao eterno descanso.

Poema: Odair.
Inspiração - Salmos 7.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Ao meu amor



As flores perfumadas do caminho
Irradiadas pelo sol da manhã
Fizeram meu olhar buscar o horizonte
Para descobrir o seu amor.
O pássaro que voou perto de mim
Deixou transparecer suas cores mágicas
Um brilho intenso a ofuscar minha visão
Por mais que buscasse o seu olhar.
Meu amor por você é especial
É um amor que permanece imutável
Mesmo com os obstáculos
Que surgem a cada dia.
Seus olhos são a esperança que move-me
A sonhar com dias melhores
Pois seu olhar é como uma torre forte
Que não se abala com a tempestade.
Seu sorriso é a força motriz
Que alegra as manhãs gélidas do tempo
Faz-me esquecer as tristezas
Que abalam minha emoção.
Aprendi a amar-te com o tempo
E viver a paixão dos seus encantos
Você é a razão do meu viver
O sonho lindo do meu adormecer.
Quero estar sempre ao seu lado
Mergulhar nas suas emoções
Viver a magia dos seus sonhos
E navegar as suas fantasias.
Sou a vida que passa devagar
Na sombra fresca de uma árvore
Você é o refúgio do sol abrasador
E a minha fonte de amor.

Poema: Odair
Dedicado: Ednéia

sábado, 22 de março de 2014

Meu velho e querido pai!



Ser pai é saber conduzir o filho no caminho justo
Apresentar-lhe a dualidade da nossa existência
E o ajudar a escolher o caminho da retidão
Mesmo que precise de muita experiência.

Se precisar peregrinar ao lado do filho
Nos momentos mais difíceis, em suas mãos segurar,
Auxiliá-lo no momento de incertezas
O fará ser decisivo na escolha do seu caminhar.

O verdadeiro pai é aquele que cuida
Que dá carinho nas horas de dor e de alegria
Que cobra do filho aquilo que ele pode oferecer
Que o ensina a ser uma pessoa melhor a cada dia.

Pai é aquele que acorda no meio da madrugada
Para ver se o filho está coberto
Ou que nem consegue dormir
Pensando nesse filho que ainda não está ali perto.

Ser pai é um dom que Deus concede
E o filho é o presente mais presente que podemos ter;
Ser pai é ter motivo para sorrir
Toda vez que olhar para seu anjo e vê-lo crescer.

Homenagem ao meu pai.
Sr. Josuel Marins da Silva.
Muitas Felicidades nesse dia especial.
Amo-te muito por tudo que representa na minha vida!

Poema: Odair

sexta-feira, 21 de março de 2014

República do lixo



Fiz uma poesia,
só que ela era um lixo.
Deixei na rua,
não levaram;
veio a chuva,
que a carregou.

A poesia entupiu bueiros,
a rua encheu,
uma criança morreu,
o Prefeito correu,
e a pobre poesia...
Foi decretada culpada
por tudo o que aconteceu.

Bruno Rico.
http://sentimentocritico.blogspot.com.br/2014/03/republica-do-lixo.html

quarta-feira, 19 de março de 2014

Reflexões sobre o mundo



O mundo nunca é o mesmo um dia depois. Por quê?
Os dias nunca retornam como nunca vão embora...
O mundo não é o que conhecemos,
O que podemos ver prossegue infinitamente,
Nada acaba quando queremos...
Nem mesmo todas as eternidades do mundo
Poderão apagar o seu dia ruim...
Mas, o homem, a mulher pode voar algumas vezes,
Escrevendo histórias na sua história...
O mundo é um local de brincadeiras a ser conquistado
E, nós somos muito mais do que pensamos ser
E viver é diferente de todas as coisas...

Poema: Odair
Foto: Joe (um entardecer no Rio Paraguai)

terça-feira, 18 de março de 2014

A Liberdade que preenche o coração



Existe um anseio na alma humana
Que só pode ser preenchido pela paz do Criador.
Quando colocamos Deus
Em primeiro lugar em nosso coração;
E fazemos a sua vontade
Sentimos a liberdade tocar nosso rosto
Como uma brisa fresca numa tarde de verão.

Poema: Odair
Imagem: Joe

segunda-feira, 17 de março de 2014

Do alto da muralha



Do alto da muralha eu vejo
As maravilhas que Deus faz
Ele abriu o Mar Vermelho
Destrui reis que no chão jaz.

Esse Deus é tremendo e poderoso
E a Ele quero servir
Aceito-O como meu salvador
Antes que Jericó venha ruir.

Quero receber o livramento
Para minha vida salvar
Sei que as muralhas vão cair
E minha família não quero largar.

Supliquei a Deus pela salvação
E Ele ouviu o meu clamor
Tirou-me da cidade antes da ruína
E minha família foi salva pelo seu amor.

Poema: Odair

sexta-feira, 14 de março de 2014

As estrelas são lindas



Em busca de uma resposta
Meus olhos procuram o firmamento
Quero encontrar alguma coisa
Que preencha meu pensamento.

Observo as estrelas a brilharem
Na sempre eterna imensidão
Revelando a grandeza de Deus
A encontrar meu coração.

Então vejo sua magnitude
Em criar o universo tão imenso
Revelando, assim, seu amor
Por construir algo assim tão extenso.

Ao olhar para as estrelas
E ver tamanha beleza
Sinto o coração encher de paz
Na presença de sua grandeza.

Penso, então, no amor revelado
Lá na cruz para me salvar
Um Deus tão grande assim
É o único que pode nos perdoar.

Por isso rendo lhe glórias
Do fundo da minha alma
Só Ele merece toda honra
Pois, com grande amor me dá calma.

Poema: Odair

quinta-feira, 13 de março de 2014

Os dois caminhos - Poema



Noites inteiras podem ser passadas
Sem os olhos se fecharem para o sono
Que descansa a alma
Porque as lágrimas temam em rolar desses olhos
Impedindo que eles se fechem.
Os pensamentos torturam a alma
Na busca por uma saída do tormento
Que perturba a paz interior.
Nessas horas, os minutos são eternidades
E parecem não dar importância para o sofrimento alheio.
Quando olhamos para os ensinos de Jesus
Fica notório seu mandamento
De que devemos escolher
Entre os caminhos a nós apresentado.
A figura dos dois caminhos é real.
Não é fácil escolher o caminho estreito
Porque as dificuldades são enormes para trilhá-lo.
O coração humano deseja os prazeres desse mundo
E sempre almeja a satisfação das lúxurias e vaidades.
Mas, esse é o caminho largo que conduz a perdição.
Para os sabedores dessa verdade
Fica dificil ser feliz
Sabendo que o final desse caminho é a perdição.
A filosofia não tem a resposta.
Mas a Bíblia tem a resposta certa.
O caminho estreito leva a Deus e a Salvação.

Poema: Odair

quarta-feira, 12 de março de 2014

Às Margens do Rio Paraguai



Às margens do Rio Paraguai
Deixo-me esquecer as lutas do dia a dia;
As águas serpenteiam sob as nuvens
Mostrando um imenso raio de alegria.

Poema: Odair