Sem exigir da estrada mais do que ela podia dar.
Cada pedra ensinou a firmeza do passo,
Cada silêncio fortaleceu minha alma,
E cada amanhecer renovou minha coragem.
Não lamentei os desvios do caminho,
Pois o tempo conhece rotas que ignoro.
Aprendi que o homem não governa os ventos,
Mas pode conduzir o próprio espírito
Com prudência, paciência e equilíbrio.
Quando teus olhos encontraram os meus,
Não vi um prêmio reservado pelo acaso,
Mas um presente acolhido com gratidão.
O coração permaneceu sereno,
Porque o amor também pede sabedoria.
Se um dia nossos caminhos se separarem,
Meus pés continuarão firmes sobre a terra.
O bem que vivemos jamais será perdido,
Pois toda virtude permanece na alma
Mesmo quando o tempo muda a paisagem.
Dessa forma caminho, sem medo do futuro,
Aceitando o que vem e deixando o que parte.
Não procuro possuir o mundo,
Apenas ser digno de cada passo,
Até que o último caminho me conduza à paz.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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