sábado, 23 de março de 2024

Entre as sombras da noite

Nos recantos da minha alma 
Ecoa um profundo lamento, 
Uma sinfonia que triste ressoa 
Pela perda de um grande amor. 
Como as sombras que dançam na noite 
Minha dor se entrelaça com a solidão 
E uma outra vez 
Me encontro perdido 
Ao ver-te no aconchego de outros braços. 

Cada batida do coração 
É um eco de saudade, 
Um murmúrio das lembranças que se agarram a mim 
Como heras em uma antiga parede. 
Recordo os momentos de felicidade 
Que outrora compartilhamos, 
As promessas sussurradas aos ouvidos 
Agora são diluídas pelo vento 
No ar gélido do desespero 
Que insiste em invadir a minha alma. 

Ver-te nos braços de outra pessoa 
É como ter meu coração dilacerado a cada instante, 
Uma carência que tortura minha alma 
Provocando um silêncio profundo. 
Sinto-me desorientado 
Em um labirinto de emoções, 
Onde a tristeza é minha única companhia, 
E a solidão, a minha única confidente. 

A noite se estende 
Como um manto sombrio sobre minha existência, 
E eu me afundo em meus pensamentos, 
Buscando em vão 
O alívio para esta dor alucinante. 
Mas, entre as sombras da noite, 
Tua presença persiste, 
Um fantasma que me assombra 
E percorre cada recanto da minha mente. 
Oh, como anseio pelo suave toque dos teus dedos, 
Pelo calor reconfortante do teu abraço! 

Triste de mim agora, 
Que sou um espectro solitário, 
Vagando pelos escombros 
Do que um dia foi o nosso grande amor. 
O que me resta neste momento 
É ter a solidão como testemunha, 
Da saudade que me assola 
Em seu congelante abraço. 
Pois o mundo continua seu curso implacável, 
E meu coração permanece cativo das memórias 
Do tempo em que tive você por perto, 
E da dor de ver você partir 
Em busca de um outro amor. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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