E pedem passagem.
Para elas, não se levantam barreiras,
Constrói-se pontes.
Pontes feitas de escuta,
De confiança,
De silêncios compartilhados
Onde ninguém precisa se defender.
Mas há também quem chegue
Como tempestade que destrói jardins
E pisa nas sementes
Que ainda nem tiveram tempo de nascer.
Para essas presenças,
Não se oferece passagem.
Ergue-se muros.
Muros não de ódio,
Mas de lucidez.
Porque aprender a viver
Também é aprender
Que o coração não é praça pública.
Há quem mereça atravessar nossa vida
De mãos dadas.
E há quem precise permanecer
Do lado de fora
Daquilo que levamos de mais sagrado.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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