sábado, 26 de outubro de 2024

Labirintos oníricos

Parece-me que tem algo estranho ali 
Um deserto nas costas do poeta 
Adolescentes com simbolismo 
E eles traçam o seu imaginário 
Com os olhos eternamente fechados 
Não contemplam o que tem no mundo 
Percorrem os labirintos oníricos 
Que culminam nos jazigos silenciosos. 

Dizem por ai que não são presas fáceis 
Que escondem a verdadeira face 
Dos dementes demoníacos que perambulam 
Nas sarjetas escuras das vielas lúgubres 
De metrópoles abarrotadas de gente 
É onde o garoto descobre a dura verdade 
Que para se viver no deserto 
Terá que se tornar o senhor absoluto. 

Afirmam as más línguas por ai 
Que são herdeiros dos tormentos cotidianos 
Que vão mudar de opiniões em breve 
Quando seus olhares congelarem os momentos 
E ouvirem a eterna zombaria da morte 
Estão pisando tapetes peçonhentos no chão 
Após percorrerem caminhos épicos 
E transpirarem na infinita jornada da vida. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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