quinta-feira, 23 de julho de 2026

A Consolação da Poesia

Quando o cansaço visita os meus dias 
E o silêncio pesa mais que as palavras, 
Abro um poema como quem abre uma janela. 
O vento leva embora parte da tristeza, 
E a alma aprende novamente a respirar. 
 
A poesia não pergunta por minhas feridas; 
Ela apenas as envolve com delicadeza. 
Transforma lágrimas em rios serenos, 
Faz da saudade uma estrela distante 
E da esperança uma flor que insiste em nascer. 
 
Há versos que chegam como um abraço, 
Sem pressa, sem ruído, sem exigências. 
Sentam-se ao meu lado nas noites difíceis 
E permanecem até que o medo adormeça 
Nos braços tranquilos da madrugada. 
 
Cada palavra acende uma pequena chama 
No escuro das inquietações humanas. 
Onde havia apenas desânimo e vazio, 
Surge um caminho tecido de sonhos, 
Iluminado pela beleza do que ainda pode ser. 
 
Por isso volto sempre à poesia. 
Ela é abrigo quando o mundo se torna tempestade, 
É voz quando o coração já não consegue falar, 
É consolo para a alma fatigada pelo tempo, 
E esperança que nunca aprende a desistir. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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