Como quem encara a própria solidão em silêncio.
Minhas mãos tremem desejando escrever teu nome,
Enquanto a noite escorre lenta pela janela.
Minha mente percorre caminhos da lembrança,
Procurando teus olhos entre sombras e estrelas,
Como um náufrago procurando terra no infinito.
Há em ti alguma coisa que vence o tempo,
Uma chama escondida dentro da minha alma cansada.
Quando penso em teu olhar, os versos despertam,
E cada palavra ganha pulsação e destino.
Tu és a voz que interrompe meu deserto,
O sopro que devolve sentido aos dias vazios,
A presença invisível que me impede de cair.
Por isso escrevo, mesmo sem saber o fim,
Mesmo quando o mundo parece frio demais.
Porque amar também é insistir na esperança,
É acender pequenas luzes contra a escuridão.
E enquanto houver papel, silêncio e memória,
Meu coração continuará buscando teus olhos
Na eternidade secreta de cada poema.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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