Um credo escuro que aprendi sozinho,
Pois toda perda abriu em meu caminho
A fria câmara eterna da saudade.
Não tive mãos, nem voz, nem claridade,
Somente o eco triste do vazio,
E fiz da solidão meu desafio,
Bebendo o fel cruel da realidade.
Há uma ideologia no sofrimento,
Quem sofre vê mais fundo a condição
Dos sonhos que é levado pelo vento.
Por isso guardo em meu próprio coração
A fé amarga e muda do tormento,
Como quem fez da dor sua oração.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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