"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Levante seus olhos
I
Sentes o frio da madrugada
E o medo no seu coração
Não soube livrar da cilada
Que te levaste a essa ilusão
Permaneces com a alma alada
E não ouves mais a canção.
II
As promessas que ouvistes do amor
Só fizeram você sofrer
Seu peito sente uma profunda dor
E já não queres mais viver
Não tem na alma mais vigor
E só pensa em morrer.
III
Mas a vida tem algo a oferecer
Ao seu coração em perigo
Basta em Jesus Cristo crer
Para encontrares o abrigo
Levante seus olhos para ver
Do seu lado, um grande amigo.
IV
Ele oferece a ti a salvação
Uma paz que mudará o seu viver
Veja agora a grande consolação
Que pode terminar com o seu sofrer
Receba Ele no seu coração
E sua vida muito feliz há de ser.
V
Jesus conhece toda a sua vida
Quer dar paz ao seu coração
Curar da sua alma a ferida
E trazer-te a libertação
Só Ele tem a verdadeira saída
E a mais singela salvação.
VI
Levante seus olhos nesse instante
Receba a Jesus como seu salvador
Veja-o como uma estrela brilhante
A mostrar-te todo o seu amor
Você será muito triunfante
Quando receber Cristo como seu Senhor.
Poema: Odair.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
TEREZA DE BENGUELA - A RAINHA NEGRA DO PANTANAL
I
Viva a nação brasileira
A nação de todas as raças
Clima e frutos tropicais
E mulheres cheias de graça
O melhor futebol do mundo
E também a melhor cachaça
II
Mas não podemos esquecer
Que tivemos um passado escuro
De tirania e exploração
Maldade e castigo puro
Um povo que aqui sofria
Mas acreditava no futuro
III
Gente triste humilhada
Que teve uma sorte maldita
Foram tantos absurdos
Muita gente não acredita
Mas vou lhe contar uma história
Pode crer que ela é bonita
IV
A história que vou contar
É uma homenagem singela
A uma negra distinta
Foi Tereza de Benguela
Sua saga se passou
Na cidade de Vila Bela
V
De classe média alta
Tereza não era pobre
Veio da África para o Brasil
Seduzida por um nobre
Muitos fatos vergonhosos
A gente não oculta nem cobre
VI
Tereza não sabia
Que estava sendo traída
Que pelo colonizador
Como escrava foi trazida
Trabalharia pra sempre
Só em troca de comida
VII
Tereza desembarcou
Na cidadedo Rio de Janeiro
Não sabia que em liberdade
Aquele dia era o derradeiro
E que de escravidão
O dia seguinte era o primeiro
VIII
A jovem então conheceu
Um rapaz de muita virtude
Foi aí que se apaixonou
Pela beleza da negritude
Fugiram para um quilombo
Pois ele era de atitude
IX
O seu nome era Zé Piolho
Um negão de gênio forte
O casal veio como escravo
Para Mato Grosso, região norte
Formaram o Quilombo do Quariterê
Onde Zé Piolho conheceu a morte
X
Ficou sozinha então
A jovem e linda Tereza
Que de escrava humilhada
Passou a ser a realeza
O quilombo comandava
Sem jamais mostrar fraqueza
XI
No Quilombo Quariterê
Tereza criou um parlamento
Caçavam, pescavam, plantavam
De trabalho produziam os instrumentos
Pois aproveitavam o ferro
Que os brancos usavam como armamento
XII
Mais de noventa pessoas
Vivia nessa comunidade
Viveram durante bom tempo
Bem longe da maldade
O sonho de liberdade
Transformou-se em realidade
XIII
Quariterê ou Quilombo do Piolho
Sobreviveu acima de trinta anos
Mas infelizmente Tereza
Teve interrompido seus planos
O quilombo foi invadido
Foi aí que se deram os danos
XIV
A maioria dos negros
Bruscamente foram capturados
Muitos deles foram mortos
De tanto serem torturados
E os que sobreviveram
Voltaram a ser escravizados
XV
E como ficou Tereza?!
A Rainha Negra do Pantanal?!
Que mesmo sendo negra
Foi rainha no período colonial
Isso por si só prova
O quanto era especial
XVI
Vendo oprimido seu povo
Banhado em sangue, chacina
Tereza não agüentou
O desfecho ninguém imagina
De desgosto, tristeza profunda
Enlouqueceu-se nossa heroína
XVII
O povo mato-grossense
Guardará sempre na memória
Dessa mulher guerreira
Sua triste trajetória
Preferiu antes morrer
Que ver dos tiranos a vitória
XVIII
É uma história intrigante
Retratada em museu
Fala do sofrimento dos negros
Sob o domínio do europeu
Tereza não aceitou essa sorte
Resistiu e então morreu
XIX
Mesmo após muitos anos
Vila Bela ainda guarda o luto
Tereza de Benguela
Virou nome de instituto
É o mínimo que merecia
Receber como tributo
XX
Tereza ganhou fama
Mesmo nunca sendo artista
Pois da história conturbada
De um país escravista
Tereza passou a ser
A maior protagonista
XXI
Tereza de Benguela
Foi até tema de Carnaval
No ano de noventa e quatro
Uma data especial
O samba enredo da Viradouro
Foi a Rainha Negra do Pantanal
XXII
Em Vila Bela todos reconhecem
Que Tereza foi heroína
Todos ficam comovidos
Ao falar de sua sina
Da igreja que os negros construíram
Hoje só restam as ruínas.
Autora: Darci Alves de Souza Moura, professora de Língua Portuguesa e Literatura na Escola Estadual Boa Esperança em Curvelândia/MT.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Pensamentos ao vento
Não se pode deixar de viver sua vida para se entregar perdidamente
Fatalmente essa outra pessoa não completará sua vida
Nunca entregue a outrem todo amor de sua mente
Se assim o fizer, terá tido uma existência perdida.
A dor que sufoca seu coração neste longo dia
Pode ser a fuga que você sempre procurou
Para voar novos espaços e encontrar a alegria
Das lembranças de um amor que há tempos acabou.
A paixão que incendeia seu sentimento
É a forma mais singela do verdadeiro amor
Que deve ser da sua existência a direção.
Deixe que os ventos levem o seu pensamento
Na busca incansável daquela flor
Que vai dar nova vida ao seu coração.
Poema: Odair
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Ser uma criança
A criança consegue ver o que nos escapa o olhar
Tem sonhos dos quais nos esquecemos
Ser criança é ser feliz sem notar o tempo passar
O mundo é o parque de diversão dos pequenos.
Teríamos paz e harmonia se fôssemos crianças
E não haveria a destruição pela guerra
Pois as guerras e violências que nos tiram as esperanças
São causadas pelos adultos da terra.
Ser uma criança é sentir a brisa o rosto tocar
Correr livre pelos campos da natureza
Ser uma criança é o mal ao próximo não desejar
É ter sorriso lindo a estampar sua beleza.
Que possamos ser como uma criança
Na forma simples de viver
Que não tenhamos no peito vingança
Pois, assim, estaremos sempre a crescer.
Poema: Odair
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Uma sociedade sem direção
O mundo pós-moderno tem sido um verdadeiro caos
Onde as pessoas andam vagando sem direção
Vidas que não sentem o prazer em mais viver
Pois só contemplam a sua volta desilusão.
Há um grito de silencio em cada alma
Que choram tristes na solidão
Não sentem o brilho do sol em seus rostos
E não conseguem mais ter paz no coração.
Por mais que tenham tecnologias e informação
Falta-lhes a paz interior tanto desejada
E sofrem com uma vida cheia de ilusão.
Não sentem nenhuma segurança na jornada
Da esperança já não tem mais nenhuma razão
Para prosseguir nessa solitária caminhada.
Poema: Odair
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Amor sem fim
Meu coração não tem ilusão
Com o seu amor não sinto dor
Não tenho segredo
Pois perdi o medo
De não ter o seu calor.
Sou a imagem dessa miragem
Que ao olhar deseja me amar
Seu amor me enriquece
Seus carinhos me enlouquece
Quando vejo seus olhos brilhar.
Minha flor, você é meu amor
Neste jardim cuida de mim
Tenho uma razão para viver
Jamais vou te esquecer
Pois essa paixão não tem fim.
Poema: Odair
sábado, 24 de setembro de 2011
Hoje é primavera
Amanheceu o dia com cheiro de terra molhada
Almas lavadas de emoção
A chuva chegou depois de muito tempo
Trazendo paz ao coração.
Hoje é primavera na minha vida
E as flores revelam o amor
O vento bate sereno nas folhas
Enchendo a nossa alma de frescor.
A princesinha amanhece respirando
Um novo aroma no ar
As águas límpidas das nuvens
Vieram o tempo seco afastar.
Sinto a brisa suave de um novo tempo
A dar-nos novas esperanças
Os sofrimentos de ontem se foram
E serão para sempre lembranças.
Poema: Odair
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O amanhã espera por nós dois
Os caminhos por onde andei erradamente
Nada de bom me ofereceu
Como um andarilho vaguei sem rumo
E o frio da solidão meu coração sofreu.
Deus sabe o quanto sofri durante esse tempo
E o quanto te busquei nas noites frias de inverno.
A solidão era o desespero de uma alma vazia
Que desesperadamente fugia do inferno.
Quando no profundo do abismo cheguei
E não tinha mais nenhuma esperança
Eis que vejo raiar uma luz tão brilhante
Que renovou minha vida de criança.
Sua mensagem tão salvadora
Adentrou meu sofrido coração
Mostrando-me o seu grande amor
E tirando do meu ser toda ilusão.
O amanhã espera por nós dois
Meu querido e amado salvador
Nos seus caminhos quero sempre andar
E viver debaixo do seu amor.
Se você ainda é um errante nessa vida
Ouça o que tenho para te dizer
Aceite a Jesus hoje mesmo como salvador
E Ele transformará todo o seu viver.
Poema: Odair
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Cada amanhecer
Em cada momento da vida
Ei de invocar o nome do Senhor;
Ele é a razão do meu viver
A Ele entrego todo meu amor.
Viver, sonhar
Tudo que eu quiser fazer
Que seja a Ele e para Ele
Todo louvor que sai do meu ser.
Imagino a cruz lá no alto
Deus-homem, Jesus Cristo ali
Morreu para me salvar
Adoro-o, mesmo estando aqui.
Cada amanhecer, cada minuto,
Cada hora em que eu chorar
Conto a Ele todo o meu sofrer
E Ele, sem demora vem me consolar.
Não estou sozinho no caminho
Jesus está sempre ao meu lado;
Mesmo nos vales mais profundos da vida
Ele diz: siga em frente, não fique parado.
Oh! Que gozo é ter Jesus!
Entregar a Ele o coração.
Pois é Ele quem nos ama
E nos deu a eterna salvação.
Poema: Odair
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A Vitória de Cristo no deserto
Minha mente pode imaginar o cenário
Onde os conflitos internos acontecem
As lutas são maiores quando enfrentamos
Os medos que nos enfraquecem.
Se caminhássemos pelo jardim
Não pensaríamos nas batalhas da vida
Mas, estando sozinho no deserto,
Sentiremos a força em nós escondida.
Jesus venceu a batalha no deserto
E faz-nos nessas lutas pensar
Nossos próprios conflitos com o mal
Em vitórias podem resultar?
Aprendemos com Ele a vencer
Para isso é preciso preparo ter
Ele nos dará poder contra a tentação
Para a vitória em Cristo obter.
Lembremo-nos que no jardim
Adão não resistiu à tentação
Mas, Jesus nos deu o exemplo no deserto,
Para que o tenhamos no coração.
Poema: Odair
domingo, 11 de setembro de 2011
E a chuva não veio...
Fiquei até altas horas acordado
O calor sufocava minha alma
Os pensamentos sobrevoavam minha mente
No silencio da madrugada acabou-se minha calma.
Desejei ouvir o barulho da chuva
Que pudesse a terra seca molhar
Fechava os olhos na esperança de dormir
E, para sempre, esquecer o seu olhar.
O vento balançava as folhas das árvores lá fora
E levava com ele a minha ilusão
O amor que sufoca meu peito
É um sentimento preso ao coração.
Como a terra sedenta deseja
A chuva fria que possa dar-lhe alento
Meu coração sonha com seu amor
Que pode amenizar esse sofrimento.
Mas, a chuva não chegou nesta noite,
E o dia raiou mais uma vez na sequidão
Por não conseguir te esquecer
Seguirei carregando comigo essa paixão.
Poema: Odair
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Um amor amigo
Cada brilho do seu olhar é capaz de seduzir
Seu perfume exala o encanto de mulher
A paixão que vejo em seu sorriso vai me conduzir
E ofereço-te o amor que tanto quer.
Sou o pássaro ferido que busca o abrigo
Na sombra fresca de seu carinho
Tudo que preciso é de um amor amigo
Que possas me guiar no caminho.
Poema: Odair
sábado, 27 de agosto de 2011
O sorriso da mulher
No encanto da flor posso ver o amor,
No frescor da brisa posso sentir o que preciso
Na fragância do amanhecer sentir o aroma
Mas, a felicidade, que preciso para viver,
Só encontro no sorriso da mulher.
Poema: Odair
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O Homem é um animal
Se conhecêssemos a nossa natureza humana
Saberíamos o qual incapazes somos.
Míseros humanos que carregam a soberba na frente do nariz.
Quanto mais estudamos descobrimos a nossa ignorância
Mas, não damos valor a isso,
Ou pelo menos, não aprendemos com isso.
Você pensa que tem o controle e, descobre, de forma trágica,
Que não é possível ter o controle de coisas que você não conhece.
Deveríamos ser mais humildes
Para reconhecer a nossa incompetência,
Mas não somos.
A soberba da vida corrompe o nosso âmago
E acreditamos que regemos o mundo.
Sem saber que a maldade ronda o nosso cotidiano.
E a dor da decepção por saber qual limitado você é deixa-nos confuso.
Quero sair dessa prisão.
Ser livre e voar os espaços da plenitude celestial.
O homem é um animal miserável
Que necessita urgentemente da misericórdia divina.
A alma é dilacerada com a descoberta da sua insignificância.
Pensamos na carreira prospera
E nos deparamos com as valas da decepção.
Choramos a ausência de quem nunca esteve presente
E, mesmo assim, sonhamos
Com a sua volta que nunca vai acontecer.
Os sonhos são castelos de areias
Que desfazem-se com as ondas do mar.
Restam os desejos que sobrepujam nossa alma sedenta de realizações.
Olhamos as vitrines e expomos as paixões que nos cegam.
Seria tão bom poder apenas ver o pôr-do-sol
E contentarmo-nos com sua beleza.
No entanto, não é isso que nos satisfazem.
O coração tem anseios de coisas que não nos farão bem.
As tristezas sufocam a alegria quando deveria ser o contrário.
O dia da morte é melhor que o dia do nascimento.
E viva o controle absoluto dos instintos animalesco.
O lobo uiva nas paragens mais escuras da noite
Seu grito ecoa no silêncio sepulcral de nossa existência falida.
O filho pródigo recorre as bolotas que o porcos comem
Para acalmar o seu estômago vazio.
Mas, a alma continua com fome.
O animal deita na relva.
Esta cansado da fadiga.
Passou o dia correndo atras da presa e não acalmou a sua fúria.
Somos o caos da criação.
E a solução é a misericórdia que está sendo oferecida.
Desçamos do pedestal onde nos colocamos
deixemos o trono da soberba e vivamos uma vida de humildade.
Quem sabe assim seremos resgatados.
Texto: Odair
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Imaginação VII
VII
Como uma borboleta a voar
Pelo jardim florido
Na manhã primeira da primavera
Vejo você voar os meus sonhos.
Como a brisa fresca do alvorecer
Seu perfume invade minha alma
E faz-me desejar-te a cada dia
Desfazendo meus dias tristonhos.
Poema: Odair
Assinar:
Postagens (Atom)














