O rumor de germes insalubres atravessa a escuridão como um aviso da natureza.
Meu coração aprende que nem toda batalha pode ser vencida pela força.
Há acontecimentos que pertencem ao destino e outros que pertencem à escolha.
Não posso governar o mundo, mas posso governar minha consciência.
As pessoas não me escutam, e isso já não determina o valor da minha verdade.
Basta-me permanecer íntegro diante do silêncio.
A indiferença dos homens é semelhante à chuva que cai sobre justos e injustos.
Quem espera reconhecimento torna-se prisioneiro das expectativas alheias.
Quem cultiva a virtude encontra abrigo dentro de si mesmo.
A noite não é inimiga daquele que conhece a própria luz.
As palavras esquecidas pelo mundo ainda são testemunhas do caráter de quem as pronunciou.
Aceito o que não posso mudar com a serenidade dos antigos sábios.
E transformo cada dor em exercício de fortaleza.
Quando a aurora vier, não pedirei que o universo seja diferente.
Pedirei apenas que minha alma permaneça firme diante do que vier.
Que a razão conduza meus passos antes que as emoções os precipitem.
Que o coração devastado não se converta em coração amargo.
Que eu saiba ouvir o silêncio sem me tornar vazio.
Pois a verdadeira vitória não está em convencer os homens, mas em vencer a si mesmo.
E essa conquista nenhuma noite poderá obscurecer.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:
Postar um comentário