O candidato aperta mãos, abraça crianças,
Entra em casas humildes
E chama desconhecidos de amigos.
Depois da eleição,
Algumas portas se fecham,
Alguns telefones deixam de atender
E aqueles que eram chamados de “povo”
Voltam a ser apenas números.
O poder tem uma estranha capacidade,
Revela aquilo que a campanha escondia.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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