segunda-feira, 13 de julho de 2026

Inocência

Recordo a luz suave da inocência, 
Dos dias largos, livres de razão, 
Em que viver não pedia consciência, 
E o riso era a própria explicação. 

O tempo ali corria sem urgência, 
Não havia o peso da previsão, 
Cada instante era plena existência, 
Sem medo oculto ou desilusão. 

Mas hoje a lembrança me visita, 
Como um sussurro vindo do passado, 
Trazendo a paz que o tempo limita. 

E no silêncio manso, resignado, 
Entendo: a felicidade era bendita 
Por ser um sonho não questionado. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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