Enquanto o mundo silencia ao redor.
Mas dentro da mente surgem claridades,
Pequenas revoluções de esperança
Acendendo luzes onde havia sombra.
O teto do quarto vira um céu aberto,
Cheio de futuros ainda invisíveis.
Cada pensamento constrói uma ponte,
Cada memória ensina um recomeço,
Como sementes rompendo o concreto.
Espero o próximo dia com paciência,
Como quem aguarda a chuva no verão.
Há tempestades atravessando meu peito,
Mas também existe um rio tranquilo
Correndo por baixo de todo o caos.
As revoluções que explodem em mim
Já não desejam destruir o mundo.
Querem apenas mudar meus caminhos,
Abrir janelas na alma cansada
E devolver sentido aos meus passos.
Fecho os olhos sem medo da noite,
Porque sei que a manhã sempre insiste.
E mesmo que tudo pareça distante,
Há uma esperança respirando baixinho
Dentro do coração que ainda sonha.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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