sexta-feira, 15 de maio de 2026

Um coração que ainda sonha

Deito meu corpo cansado na noite calma, 
Enquanto o mundo silencia ao redor. 
Mas dentro da mente surgem claridades, 
Pequenas revoluções de esperança 
Acendendo luzes onde havia sombra. 

O teto do quarto vira um céu aberto, 
Cheio de futuros ainda invisíveis. 
Cada pensamento constrói uma ponte, 
Cada memória ensina um recomeço, 
Como sementes rompendo o concreto. 

Espero o próximo dia com paciência, 
Como quem aguarda a chuva no verão. 
Há tempestades atravessando meu peito, 
Mas também existe um rio tranquilo 
Correndo por baixo de todo o caos. 

As revoluções que explodem em mim 
Já não desejam destruir o mundo. 
Querem apenas mudar meus caminhos, 
Abrir janelas na alma cansada 
E devolver sentido aos meus passos. 

Fecho os olhos sem medo da noite, 
Porque sei que a manhã sempre insiste. 
E mesmo que tudo pareça distante, 
Há uma esperança respirando baixinho 
Dentro do coração que ainda sonha. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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