sexta-feira, 4 de junho de 2021

Uma certa canção de liberdade

Sentia-se como um prisioneiro 
Que não tivera a liberdade de escolha 
Quando percebeu já estava presos 
Em grilhões sem conseguir se libertar 
Do sentimento que corroía sua alma 
Seus pensamentos que só tinha uma direção.
 
Mesmo fechando os olhos 
A imagem de seu sorriso permanecia 
E sem saber o que fazer 
Só queria esquecer 
O amor que o fizera sofrer tanto 
E agora nunca mais seria o mesmo 
Sem o seu encanto tão singelo 
Que alegrava suas manhãs ao vê-la 
Ao seu lado despertar. 
 
Tenta agora reorganizar a vida 
Sabendo que só lhe resta a saudade 
Que aperta o seu coração 
Nas noites fria de inverno 
Sem saber onde estão os seus passos 
Tristemente canta 
Uma certa canção de liberdade. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Ela parecia uma flor

Nem conseguiu disfarçar o sorriso 
Baixou o olhar como se quisesse esconder 
O que estava estampado em seus olhos 
Como se não houvesse tempo a perder. 
 
Uma esperança que renasce 
No solitário e sonhador coração 
Um sentimento a tempo escondido 
Daquele abraço nasceu uma forte paixão. 
 
Ela parecia uma flor de primavera 
Ao tocar o coração dele assim 
Fez surgir um sentimento profundo 
De amor tão forte que parecia não ter fim. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Fragmentos de uma mensagem de amor I

Sozinho a pensar em minha solidão 
Envolto em nuvens de incertezas faço as perguntas ao tempo 
Retendo em mim as lembranças de olhares e da beleza que neles via 
O tempo que me resta de esperança. 
Disseram-me que não adianta mais 
Que nunca mais verei o seu lindo sorriso e nem ouvirei a sua voz 
Que você é parte de um passado que existiu na minha memória 
E que eu deveria esquecer de uma vez por todas. 
Mas, quem pode ditar as regras do coração? 
Quem tem o destino de uma pessoa em suas mãos? 
Ninguém no mundo tem o direito de pedir tal coisa 
E nem o controle do que sente um coração ferido pelo tempo. 
Minhas lágrimas podem até não fazer sentidos 
Podem até mesmo ser uma calamidade sem fundamento 
Mas, elas são as asas que me fazem voar para longe 
Que me transportam para além do horizonte. 
Escrevo-te estas mal traçadas linhas 
Para externar o sentimento do meu coração 
Na esperança de que você possa ouvir o sussurrar do vento 
Falando baixinho em seus ouvidos a mensagem que tenho pra você. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 1 de junho de 2021

Beleza rara

Fonte de beleza rara 
Estampada em seu lindo olhar 
Resta-me admirar-te 
Na esperança que me faz imaginar 
 
A sua elegância é singela 
Nota-se ao ver-te lindamente caminhar 
Deixa-me em estado de graça 
Ao sonho poético navegar 
 
Uma beleza tão rara assim
Faz meu coração sonhar 
E desejar-te para mim 
 
Se assim for vou te amar 
Para todo sempre sem fim 
Na poesia te eternizar! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 31 de maio de 2021

De que loucura falamos?

Da loucura da vida... 
Do que somos 
Do que queremos ser 
Da liberdade que não temos, 
Mas tanto desejamos... 
Da coragem louca 
Que precisamos ter para viver 
Da loucura da realidade! 
Da louca mania em te imaginar 
Viajar nas asas da ilusão 
E, te ver na imensidão. 
Loucura que transborda 
Que não retarda 
Que me faz caminhar. 
Loucura de saber que você existe 
Que está perto de mim, 
Mas não te alcanço. 
Loucura que me faz sonhar. 
Sonhar com você! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 30 de maio de 2021

Plenitude

Abra seus olhos e talvez poderás ver 
Apesar de todas as temíveis tempestades 
Um raio de luz que brilha em meio a escuridão 
E você terá a liberdade que deseja 
Para alcançar as nuvens vistas em seus sonhos. 
 
Nada poderá impedir uma alma que sonha alto 
Que acredita que o impossível possa acontecer 
Porque Deus tem nos dado o potencial necessário 
Para subirmos ao alto grau de excelência 
E viver na plenitude de sua graça. 
 
Creia no grande amor de Deus na sua vida 
E seja o vencedor que Ele destinou que seja! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Tudo agora

Vejo brilhar no seu olhar 
Uma fagulha de amor 
Ao dormir vivo a sonhar 
Vejo você no jardim, uma flor. 
 
Então vivo a pensar 
No amor que senti nascer 
Na noite linda de luar 
O sentimento em mim crescer. 
 
Você é a estrela a brilhar 
No meu céu a fulgurar 
E o sonho nascer no coração 
 
Tudo agora é por você 
Que em mim o amor fez crescer 
E eu não vivo mais na ilusão. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Pensamento abstrato

Sou a luz ofuscada pelo brilho de seus olhos tão serenos 
Na madrugada fria deste verão escaldante 
A sucumbir os pensamentos mais nefastos dos anjos 
Que voam esses espaços tão escondidos. 
Procuro encontrar a razão que me levou a fitar os seus olhos 
Na noite quente do inverno da alma gélida 
Que buscava uma razão para existir e fugir 
Do medo que a assolava constantemente. 
Meus passos tropêgos vacilaram e quase cai 
Se não fosse amparado pelo teu sorriso 
Naquela primavera tão real em meus sentimentos 
Que escondia de todos. 
Era como fugir de mim mesmo sem ter onde me esconder 
Pois seus olhos estavam em todas as partes 
A me torturar como navalhas agudas 
A dilacerar as paredes vermelhas do coração. 
Vinha de longe caminhando sem rumo certo 
E desejava o horizonte encontrar 
Para apagar de mim as tristezas de tempos idos 
Que fizeram-me sofre muito. 
Não queria ter te encontrado 
Não queria ter vistos os teus lindos olhos 
Não queria deslumbrar-me com teu sorriso tão encantador 
Para não correr o risco de ficar preso para sempre. 
Mas, não foi possível evitar 
E minha alma está presa na beleza 
Que encontrei na magia que vem de você 
A preencher minha alma de esperança. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Uma fagulha

Só olhar não adiantou 
Precisava de algo mais 
Que não poderia encontrar em outro lugar 
Que não fosse no coração 
Sentia o vazio da existência 
Nem lembrava dos pesadelos 
Que insistia em atormentá-lo na escuridão 
No que chamavam de solidão 
Havia uma esperança quem sabe 
De um dia voltar a sorrir 
Mas, ninguém acreditava nisso 
Nem mesmo o seu sentimento 
Bateu na janela um vento 
Ouviu um sussurro vagaroso 
Um arrepio pelo corpo inteiro 
O que sentiu era verdadeiro 
E não poderia viver sempre sofrendo assim 
Uma fagulha brilhou na alma 
Um leve sorriso no rosto 
Ao ver sua imagem de relance 
Quando lia aquele romance 
Do amor que um dia sentiu no profundo coração. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Você é mais do que os olhos podem ver

As rosas exalam um perfume natural 
Que elevam meus pensamentos até o horizonte 
Onde contemplo seu olhar. 
Sinto uma emoção que domina minha alma 
E uma força que me faz te desejar. 
 
Sou a essência de um sentimento 
Que me transporta para bem distante 
Onde é difícil definir o amor. 
Tenho a lembrança de dias frios 
Onde você me aqueceu com seu calor. 
 
O brilho intenso que vejo em seus olhos 
Apresenta-me a virtude de um sonho 
Que busco na minha imaginação. 
Saio à procura deles na noite fria 
Para que dissipe de mim a escuridão. 
 
Você é a flor singela desse imenso jardim 
Que se apresenta diante dos meus olhos 
E que contemplo na sinceridade. 
Tu és a flor que exala a fragrância 
Que trás a minha vida felicidade. 
 
Revelo-te neste poema o imenso amor 
Que sai do meu coração 
Para que você não me venha a esquecer. 
Você é a essência de um amor tão bonito 
Que me fez reviver. 
 
Meu amor é todo seu 
Pois descobri que você é 
Mais do que os olhos podem ver. 
Você é o doce mistério da minha vida 
E a alegria do meu alvorecer. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 25 de maio de 2021

Deixei escapar meu coração


Naquela noite de verão 
Quando vi o seu olhar; 
Deixei escapar meu coração 
E agora só sei em você pensar. 
 
Trova: Odair José, 
Poeta Cacerense

Não pude me esconder


Quando vi o seu lindo olhar 
Não pude me esconder; 
Ele me mostrou a forma de amar 
E não consigo mais te esquecer. 
 
Trova: Odair José, 
Poeta Cacerense

segunda-feira, 24 de maio de 2021

A casca da serpente

Abre-se o jornal na banca de revista da esquina 
E nem precisava 
Porque já está divulgada nas redes sociais 
O discurso do Presidente. 
Em tom de conciliação 
Tenta oferecer uma alternativa para o povo em polvorosa 
Desconfiados dos novos decretos 
Que ele não abre mão de estabelecer. 
Querem o veto 
Ao projeto de legalização do aborto 
E são contra as manobras para aprovação 
Da lei do desarmamento. 
Como um país como o nosso pode aceitar tal premissa? 
A liberdade religiosa é ameaçada 
E a censura toma conta dos meios de comunicação 
Enquanto nossos artistas são expulsos 
Por causa de suas canções. 
Ouve-se dizer aos quatro cantos 
Que uma nova era está chegando. 
Escondido entre a multidão 
Faca na mão 
Está o próximo assassino do mundo 
No ventre de uma jovem mãe 
Germina a vida que não deveria nascer 
A casca da serpente é vista entre as folhagens 
E o medo toma conta de tudo que valeu a pena um dia. 
Nas ruas misérias 
Nas vitrines o pavor 
Nas placas comerciais. 
Areias cobrem os olhos de quem não mais consegue enxergar 
Além de um palmo do nariz. 
Nem adianta mais ouvir os gritos 
Agora tão comum 
Por todo lado que se olha. 
E não pode se negar que um dia 
Houve um sonho tão real. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Agouros

Acreditavam-se alguns 
Estar a predição do futuro 
No canto ou no voo das aves. 
Outros pensam ainda 
Que no voo dos pássaros, 
Nas vísceras dos animais, 
Nos sonhos, 
Nas estrelas, 
E até na borra de café 
Podem pressagiar sua vida 
Ou conduta futura. 
Mas onde encontramos respostas certas 
Para perguntas incertas? 
Há bons e maus agouros? 
A vida é um rio a atravessar desfiladeiros, 
Vencer obstáculos 
E chegar ao mar. 
Acredito na caminhada da vida 
E na vitória final. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 22 de maio de 2021

Exorcismo

Senti um desejo enorme 
No meu triste coração; 
No sentimento 
Uma vontade imensa de amar. 
Os seus olhos lindos 
Que provocou essa paixão; 
Que agora 
No meu pensamento faz lembrar. 
Ao te ver assim tão linda 
Exorcizou-se a solidão; 
E a alegria do amor 
No peito voltou a reinar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense