segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Não sabia o que fazer de mim

Na manhã serena do tempo 
Pedi um tempo para que pudesse esquecer 
Não poderia mais te ver 
Porque não sabia o que fazer de mim 
E só poderia me afastar. 

Eu não sei onde estou 
Se estou sozinho outra vez 
Sem ter a noção certa das coisas que quero 
E não espero que seja diferente 
Porque não consigo esquecer. 

Em mim habita um sentimento 
No meu pensamento só há a sua imagem 
O desejo tão intenso de abraçar 
A sua lembrança tão meiga em mim 
Que não me deixa estar sozinho. 

Você se foi para onde não sei 
Mas eu sei que não consigo deixar de lembrar 
A forma mais singela de amar 
Os seus lindos olhos cheios de esperança 
Que transformou a minha vida. 

Por que eu pedi que se fosse para sempre 
Se sempre fico a pensar em você? 
Não faz sentido querer esquecer 
O que sempre estará no seu coração 
E por isso estou tão perdido assim. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 13 de novembro de 2022

49

A palavra de hoje é gratidão! 
Agradeço a Deus por mais um ano de vida. Agradeço pela rica oportunidade que Ele me concede de viver e poder compartilhar as bênçãos pelas quais o Senhor tem me cercado. 
Agradeço pelo tempo e talento que o Senhor tem me dado e pela inspiração diária de deixar, em versos e mensagens, a minha esperança e confiança em ti. 
Sou eternamente grato por tudo. Pela minha família, pela proteção, pela paz e pela salvação. 
São 49 anos de vida. 49 anos que o Senhor tem me protegido e dispensado sobre mim a tua bondade e misericórdia. Eu só tenho a lhe agradecer. 
A única coisa que peço a Ti neste dia é que continue a me ajudar nos próximos anos que ainda tem reservado para mim. 
Que eu saiba contar os meus dias e que saiba aproveitar todo o tempo que me resta para fazer a diferença neste mundo. 
Obrigado, meu Deus, por esses 49 anos de existência! 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 12 de novembro de 2022

Conexão

O andarilho sozinho que vi na esquina 
Não parecia sentir a tristeza do mundo 
Da mesma forma que a velha senhora no riacho 
Que lavava as roupas da família 
Ao mesmo tempo que cuida
Dos netos a correr pelos campos 
Espantando as borboletas pousadas nas flores. 

Aquela moça de olhar bonito e misterioso 
Que olhava atentamente para o rapaz na academia 
Não me pareceu preocupada com o homem 
Que gritava alucinante no bar da esquina 
Para que o jogador do seu time 
Pudesse concluir a jogada fazendo o gol. 

Tempos de paz não condiz com a esperança 
Assim como tempos de guerra não se alia a monotonia 
De mulheres andando alegremente pelos shoppings 
Nem mesmo com jovens de semblantes pesados 
Que correm como loucos para não perderem 
O tempo certo de fazerem suas provas. 

O mundo é só uma loucura total em tempos sombrios 
A conexão que não se sabe ao certo onde começa 
Nem pode-se afirmar que alguém saiba onde termina 
Apenas tentáculos de um sistema invisível 
Que prende todos em uma grande teia 
Para serem devorados 
Pelo grande monstro do urgente. 

Lugares sombrios não são mais perigosos 
Do que a sala de estar onde está a televisão ligada 
Ou no quarto onde estão as crianças 
Com seus aparelhos ligados 
Nos maiores perigos da humanidade 
E quase ninguém está preocupado com isso 
Porque cada um tem 
A sua parcela de preocupação consigo mesmo. 

Perdemos o equilíbrio da vida 
Ou apenas assistimos impassíveis 
Até que haja a destruição total de todos os pensamentos? 
Somos frutos de um tempo perdido 
Ou estamos perdidos em um tempo abominável 
Que leva a humanidade a não pensar em mais nada? 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Corrupção

Não pise na grama, está escrito na placa 
E a pessoa pisa; 
Proibido cães 
E a pessoa ignora o aviso 
Não ultrapasse este ponto 
E isso não é respeitado. 
Vaga de idosos, ignoradas 
Sinal vermelho, violados 
E tantas outras pequenas regras desobedecidas. 

Onde está a corrupção? 
Nos desvios milionários de recursos públicos? 
Na fila do benefício social? 

Nos últimos anos 
Aumentou-se a percepção de corrupção na sociedade 
E temos a noção dessa corrupção 
Na política 
No cotidiano 
Nos pequenos delitos. 

A corrupção é uma conduta inaceitável 
Incompatível com o que desejamos 
E por que somos coniventes? 

A corrupção, como desvio, 
Transforma o outro em meio de exploração. 
Para obter vantagens? 
Para se dar bem na vida? 
 A corrupção é incompatível 
Com os princípios que regem a vida em sociedade. 

Olhe para dentro de si mesmo 
E torne-se um combatente 
Contra o câncer da nossa sociedade: 
A corrupção! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Pode seguir seu destino

No silêncio tão bucólico de uma manhã 
Depois de uma noite interminável sem dormir 
O brilho do olhar no rosto singelo 
Faz com que se volte a sorrir. 

Os sonhos eram tão desejados 
Se tivesse a calma para os olhos fechar 
Apenas os pensamentos puderam ir 
Em busca daquela que profundamente esta a amar. 

Agora pode seguir seu destino 
Em busca de algo para acalmar o coração 
Quem sabe um novo sorriso no caminho 
De quem só sabe viver a paixão. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Amor... Não de palavras

 As palavras enganam 
Os olhos dizem a verdade. 
A língua pode ser falsa 
E não merecemos a falsidade. 
 
O amor tem que ser puro 
De um verdadeiro coração 
Que traduza o sentimento de fato 
E a verdade da emoção. 
 
As palavras ferem 
E a língua pode causar a dor 
Mas, o verdadeiro sentimento, 
Só pode ser encontrado no amor. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Perdição

Acho que estou perdido 
E outra vez me encontro sem direção 
Nas ruas da cidade vagueio 
Caminhando no rumo da sua ilusão. 
 
Seus olhos serenos e meigos 
Tiraram minha paz e segurança 
Ao contemplar em mim a inocência 
Que só se encontra em uma criança. 
 
Como uma brisa no amanhecer 
Surgiste mansamente diante de mim 
Causando um frescor na alma 
Depois de um calor sem fim. 
 
Quero gritar ao mundo inteiro 
O quanto amo perto de você estar 
Que sua fragrância é tão atraente 
E que é impossível não te amar. 
 
Você é a perdição dos olhos meus 
Pois estás a provocar-me o desejo 
De amar-te na eterna noite da vida 
E contemplar em ti o meu ensejo. 
 
Que a vida não seja tão ingrata 
E que possamos nos amar com ternura 
Seu corpo tão sensual 
É a causa da minha loucura. 
 
Contemplo seus olhos meigos 
Que me leva a imaginar-te em sonhos 
Amar-te em sintonia com a vida 
E esquecer os momentos tristonhos. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

O homem que amava a raça humana

Nem todos estão sujeitos aos encargos da felicidade 
Haverá sempre alguém na penumbra 
Alguém que vai puxar o tapete de outro 
Ou jogar taxinhas para furar os pneus 
Ou jogar os corpos nos latões de lixo. 
 
Flores ao entardecer não convence alguns 
Quando a fumaça sobe no alvorecer 
Há sinais de que as lutas não serão vencidas 
Por quem não sabe lutar as batalhas 
E fazem o tempo parar para os outros. 
 
Pobres desgraçadinhos não são bem-vindos 
Famintos que param os transeuntes nos semáforos 
Homens de bronzes que fazem festas escondidos 
Que forçam mulheres realizarem seus desejos sórdidos 
Nas madrugadas frias de um inverno qualquer. 
 
Se queres que alguém segure seu cavalo 
Grite com todas as forças de seu pulmão 
Só será ouvido por ouvidos toscos de cabeças ocas 
Quando o som for mais alto do que as vozes 
No tempo de onde as flores já caíram no chão. 
 
O homem que amava a raça humana não pensava direito 
Já estava na meia-idade do diabo e cansado 
Ele subia ligeiro a grande colina da ilusão 
Onde desejava abrir seu coração para todos 
E dizer que apenas um livro absurdo poderia ser lido. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

O mundo gira alucinante

Parado ali sozinho a pensar 
Como uma estátua solitária na imaginação 
Esperando algo novo acontecer 
Em um mundo tão escroto como o submundo 
De onde ratos saem para caçar. 

Nada é tão assustador 
Como as manchas escuras no olhar 
De quem passou a noite sem dormir 
Porque estava a pensar coisas absurdas 
Que poderia acontecer com o mundo. 

O mundo gira em velocidade alucinante 
Deixando os moribundos a cambalear 
Nada mais pertence aos humanos 
Que foram abduzidos inconscientemente 
Pelos discursos ideológicos mais tenebrosos. 

Um buraco enorme surge debaixo de seus pés 
Mas não consegue sugá-lo para si 
É como se houvesse uma proteção invisível 
Impedindo a queda inevitável 
Para o grande abismo da ilusão perdida. 

Tudo se desfaz em um abrir de olhos 
A consciência volta a existir 
Depois de ouvir o grito de um atalaia 
Bradando sobre a responsabilidade individual 
Em uma mundo pronto para sucumbir. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

A chuva fina

Seu corpo molhado 
Pela chuva fina que caia 
Os olhos cheios de lágrimas 
Pela tristeza que sentia. 

Parou na varanda 
De onde olhava a avenida 
Escondendo da chuva e das pessoas 
A história de uma vida perdida. 

Os amores da noite 
Foram-se com o amanhecer 
Sem deixar nenhum calor 
E esperança de viver. 

Sem ter um futuro certo 
E alguém para lhe dar amor 
As lágrimas rolam do rosto triste 
Provocado pela dor. 

A chuva fina que caia 
Lavava a alma de sofrimento 
De alguém que saiu de casa 
Sem, do mundo, ter conhecimento. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

A negação do ser

 Estais a algum passos da perdição 
E seus olhos não contemplam o abismo 
Continuas compassadamente na direção 
Que pensas ser o seu destino. 
 
Por um instante não percebes 
Que o que precisa é de uma nova atitude 
Para dar novo rumo à sua vida 
E mostrar ao mundo a tua virtude. 
 
Mas não queres tomar a decisão 
De opor-se as duras críticas do saber 
E construir à tua volta 
A negação do ser. 
 
Duras consequências te esperam 
Na curva do caminho 
E, mesmo que venham às lágrimas, 
A partir de agora, sabes que está sozinho. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Sob cujas asas te vieste abrigar

Mesmo em meio as maiores lutas 
Que sobrevieram sobre sua vida 
Rute escolheu viver entre o povo de Deus 
E não abandonou Noemi, sua sogra querida. 
 
Deus, que sempre está atento 
As escolhas do nosso coração 
Quando o buscamos com sinceridade 
Não afastou dela a sua benção. 
 
A história de Rute revela a providência 
De um Deus que nunca vai nos abandonar 
Quando confiamos a Ele o nosso caminho 
Ele estará sempre pronto a nos ajudar. 
 
Por mais que as lutas sejam difíceis 
E a situação da sua vida parece naufragar 
Entregue teu caminho ao Senhor e confia nEle 
Sob cujas asas te vieste abrigar. 
 
Ele é o socorro bem presente na angústia 
E sua alma não vai deixar sofrer 
Pois, seu amor é eterno e grandioso 
Que na cruz, por nós, veio morrer. 
 
Escolha viver debaixo de suas asas 
Desfrutando da sua poderosa proteção 
O Senhor é o seu refúgio e fortaleza 
Socorro bem presente na aflição. 
 
Creia no milagre em sua vida nesta hora 
Se procuras abrigo sob a proteção do Senhor 
Pois, Ele jamais abandona um filho seu 
Porque é Deus zeloso e protetor. 
 
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense 
Inspiração: Rute 2.12

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Onde estarás?

Nesta noite fria 
Você não está comigo 
Toda tristeza do mundo 
Me vem fazer companhia. 

Onde estarás teus braços 
Que sempre me aquecia? 
Onde estará teu sorriso 
Que para mim sempre sorria? 

Não consigo te esquecer 
Volte, vem me ver. 
Por ti estou sofrendo 
Estou desesperado 
Vem aquecer meu coração 
Que por ti sofre calado. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense 

Obs. Poema original escrito em 1996

terça-feira, 1 de novembro de 2022

A epígrafe da minha vida

Eu fico em meu canto, quieto 
Mudo e imóvel 
Às vezes pacífico, às vezes perturbado 
Outras vezes como se nada sentisse. 
Apenas um vazio desumano, sem sentido algum. 
Quando não sinto nada, estou a sentir algo? 
Minha alma está despida, nua de pensamentos 
Sem nada na cabeça 
Vazio de sentimentos. 
Como se andasse em um carrossel 
Dando voltas sem fim 
Ou em uma montanha-russa 
Nas altas alegrias e nas profundas tristezas. 
Metamorfose ambulante 
Cercado de incertezas. 
Essa inconstância, 
Uma instabilidade atormentadora 
Que me tira o sono nas noites silenciosas. 
Ouço uma música relaxante 
E mesmo assim o sono teima em não chegar 
Deixando meus olhos com as marcas 
Dessa insônia terrível. 
Sinto-me pequeno diante desse monstro 
Que perturba minha paz. 
O que fazer dessa vida efêmera 
Que passa tão veloz? 
Quando penso que estou indo 
Já é hora de voltar 
Sem nada na mão e no coração. 
Tristemente percebo 
Que ainda nem escrevi 
A epígrafe da minha vida. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Feche os olhos e contemple

Nas viagens pelo profundo do ser 
Onde está escondido os sentimentos 
Que não podem ser desvendados 
Porque os amaldiçoados brilham como estrelas 
No fim de um mundo desfeito. 

Feche os olhos e contemple 
Imagens petrificadas de contemplação 
Dementes demoníacos estão às espreitas 
Sorrateiros como parasitas desumanos 
Que ocupam corpos sem cérebros. 

Somente aqueles que ousam brincar 
Podem esperar alguma coisa 
E os que mantém longas conversas nas tardes quentes 
São os que ousam usufruir das sombras 
Sem o medo natural das outras pessoas. 

Existe um livro que não foi aberto 
E suas páginas ainda estão intactas 
Somente aqueles que não têm medo do desconhecido 
Podem abrir essas páginas e folhearem uma a uma 
Sem correrem o risco da não existência. 

Suas páginas estão cheias de visões 
Acontecimentos de tempos passados 
E profecias de coisas que ainda estão por vir 
E só os sábios podem entender o que acontece 
Porque somente eles conseguem compreender. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense