Acesa pelas luzes do presente,
Mas traz no fundo, pálida e doente,
Fadigas que nem mesmo ela confessa.
São vozes, sons e imagens tão diversas
Que a prendem num turbilhão inclemente;
Pensa demais, e raramente sente
A paz que em seus silêncios atravessa.
Assim caminha o homem destes dias:
Cercado de saberes e notícias,
Mas pobre de repouso e de inteireza.
Seu pensamento, sempre dividido,
É como um espelho antigo, partido,
Refletindo o mundo em mil fraquezas.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:
Postar um comentário