sábado, 5 de março de 2022

Livre e inabalável como o próprio vento

Aprenda a viver sem as prisões 
Que tentam prender os seus ideais 
Seja livre para expressar os seus sentimentos 
Deixe o amor transbordar no coração 
E mostre ao mundo o seu sorriso! 

 Não permita o medo assustar você 
Acredite sempre que é possível vencer 
Que tudo é possível ao que crê 
A vida é uma dádiva que permanece para sempre 
Seja sempre uma inspiração! 

 Erga sua cabeça neste instante 
Seja livre e inabalável como o próprio vento 
Permita que a luz da liberdade 
Possa raiar na sua vida 
E voe os espaços infinitos que puder! 

 Quem poderá dizer o que temos pela frente? 
Ninguém pode dizer. 
Por isso, aproveite o seu tempo agora 
O presente dado pelo Criador 
E faça a diferença nesta vida! 

 É sempre mais deslumbrante a visão 
Dos que sobem às altas montanhas; 
Então suba o mais alto que puder 
E contemple a beleza dos montes a sua frente 
Faça sua vida ter sentido! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 4 de março de 2022

Um pensador cacerense disse...

..."Cáceres é Cáceres! Cáceres é única!"

..."Sobre a cidade onde nasceu e cresceu. Onde viveu a maior parte de sua vida. Sobre os seus problemas de educação, saúde e infraestrutura. No entanto, isso é um mal da maioria das cidades do mundo. Não é exceção nossa. Por isso, ele sempre vai priorizar, em sua fala, as belezas da sua cidade. O encanto do por do sol no cais e a sua gente hospitaleira."

..."Sobre os seus sonhos de escrita. As suas palavras que saem de sua mente quase todos os dias. Fica pensando quem está lendo e até onde chega os seus pensamentos. Sabe que nunca terá essa resposta. Portanto, sempre procura falar coisas boas. Falar do amor e do sentimento que está no seu coração."

..."Sobre a paixão em ensinar Filosofia para seus alunos. Debater com eles e levá-los a perceber uma nova realidade do mundo que os cercam. Ama vê-los em profusão sempre que apresenta um pensamento mais profundo dos principais pensadores da humanidade. Vê nos olhos deles a imensidão do universo desconhecido."

..."Sobre o seu amor pela Bíblia, o Livro Sagrado dos cristãos. Lê a todos os dias e medita em suas palavras. Sabe que é isso que o enche de alegria e esperança para vencer as lutas do dia a dia. Sem os seus ensinamentos, diz ele, já estaria perdido."

..."E o que ele disse não foi em vão. Apesar da pouca credibilidade dada as suas palavras no início, depois as pessoas viram que o que ele havia dito era importante."

..."Que em breve vai dizer mais sobre o que passa em sua mente. Por ora, essas são as fagulhas de seus pensamentos que podem ser transmitidas."

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

O que tem do outro lado do muro?

Os muros tem significados 
E podemos pensar sobre isso 
Afinal, o que há por trás dos muros? 
Na antiguidade 
Os muros altos davam condições necessárias 
Para a formação de grandes assentamentos... 
O significado defensivo 
Fomentavam o adensamento populacional 
E favorecia a urbanização... 
Por trás das muralhas estavam 
O palácio, o celeiro e o templo. 
Proteção para os governantes, 
Abrigo seguro para os estoques de mantimentos 
E abrigo espiritual 
Segurança contra deuses e demônios... 
Nos dias atuais 
Os muros mais separam do que protegem 
São diversas modalidades 
Espaços fortificados que separam as pessoas 
Nas residências, os vizinhos; 
No trabalho, as divisórias... 
Uma população marcada pelo temor 
Protegendo seus espaços 
Do intenso convívio social. 
Reforçam as desigualdades 
Separam famílias e amigos... 
O muro é sinônimo de afastamento 
Onde não há união. 
O que tem do outro lado do muro? 
Um amigo ou um inimigo? 
Um anjo ou um monstro? 
Nunca saberemos 
Se os muros continuarem existindo. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 3 de março de 2022

Amor sem fim

O meu amor por você 
É um amor sem fim; 
Por mais que tente esquecer 
Mais te lembro assim. 
 
Trova: Odair José, Poeta Cacerense

Se não sabes para onde vais

Perdido em meio ao turbilhão de pensamentos 
Caminha pelo grande labirinto 
Sem saber o que o espera na próxima curva 
Tudo parece tão confuso 
Na mente que não sabe nem mesmo o que pensar 
Quando acreditava ter um final feliz. 

 Quem pode acreditar em histórias assim? 
Nunca houve uma certeza absoluta de nada 
Apenas conjecturas 
Falácias de um tempo obscuro da humanidade 
Quando ainda tinham o terceiro olho 
O conhecimento quase perfeito das coisas. 

 O que se tem hoje? 
Cadáveres ambulantes perambulando pelas ruas 
Zumbis que só desejam se alimentar 
E não importa com o que seja 
Morcegos e sanguessugas espalhados por todo lado 
E nada mais resta aos pensadores. 

 Se não sabes para onde vais 
Por que, então, se importar com o caminho? 
Tudo parece perdido mesmo 
E não há como esperar que haja uma mudança 
Quando vemos que os seres humanos 
Só querem matar-se a si mesmos em fúria descontrolada. 

 Quem dá ouvidos aos choro das crianças? 
Quem está preocupado com os deficientes? 
Por que os idosos são sempre maltratados? 
Que sociedade civilizada é essa que estamos inseridos? 
Perguntas de uma mente perturbada 
Que já sabe que não vai obter nenhuma resposta. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 2 de março de 2022

Deixa-me viver

Já não temo a solidão que me devora 
Nem temo a incerteza do amanhã 
O que importa de fato 
É viver com a certeza da alegria 
Que existe nos dias que ainda estão por vir. 
 
Deixa-me viver 
Nada pode tirar de mim o sonho 
O que a minha imaginação deseja 
No horizonte hei de encontrar 
Porque nada pode desfazer o que há de acontecer. 
 
Não temo as agruras da vida 
Todos tem os seus dias ruins 
Só não posso parar na caminhada 
Porque sonhos não se realizam quando dormimos 
Acontecem quando lutamos para vivê-los. 
 
 Já não olho mais para trás com medo 
Nada causa em mim pavor 
Vivo cada dia com a paz que há em mim 
Como se o mundo me pertencesse 
Porque a minha alma encontrou uma razão de viver. 
 
Abra os seus olhos e contemple 
Veja a beleza diante de você 
Não pode haver medo quando se quer viver 
Porque a vida é o dom mais precioso 
A maior dádiva que pode existir em nós e para nós. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

O sol não me disse nada

Eu quis ver o sol 
Acreditava que ele pudesse me responder 
Através do seu brilho 
Por onde andava você... 

O sol não me disse nada 
Escondeu-se atrás das nuvens passageiras 
Não queria ver o meu sofrer 
Isso nunca foi uma brincadeira... 

Nas sombras então fiquei 
E no coração apenas uma única esperança 
Que sempre a sua luz pudesse brilhar 
E eu não vesse apagar essa lembrança... 

O sol um dia apareceu 
Com um intenso e deslumbrante calor 
Mudou a minha vida para sempre 
Ao apresentar-me esse amor... 

O brilho intenso desse sol 
Mostrou-me a beleza ímpar do seu olhar 
O exuberante encanto de um sorriso 
Que para sempre quero amar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 1 de março de 2022

O comboio da morte na Ucrânia

É assustador o que nossos olhos veem 
No século XXI 
A barbárie do ser humano 
O domínio e extermínio 
Por causa de quê? 

Esse comboio que marcha contra Kiev 
Não leva consigo educação, 
Saúde ou paz; 
Leva, no entanto, destruição e morte. 

Oramos pela paz no mundo 
Clamamos pelo respeito 
Ninguém pode invadir ninguém assim. 

Abaixo aos ideais expansionistas 
Seja de quem for 
Colonialismo nunca mais! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

É muito amor no coração

Encantado estava com aquele sorriso 
Deslumbrado ficou com o meigo olhar; 
O coração que estava fechado 
Agora só desejava, outra vez, amar. 

 Sentiu o coração palpitar mais forte 
Sabia que não poderia se esconder; 
O amor estava naquele lindo olhar 
Que não podia mais, de alguma forma, esquecer. 

 O sentimento era mais profundo que o mar 
A sensação tão única e singela; 
Deixou que o amor tomasse conta da alma 
Diante de uma imagem tão bela. 

 É muito amor no coração de uma pessoa 
Quando há o verdadeiro sentimento; 
Pode se ver a beleza das flores 
E sentir a magia do amor no pensamento. 

 Assim é a forma do amor mais puro 
Do sentimento que flui no coração; 
Assim é a magia do verdadeiro amor 
Que dissipa toda e qualquer solidão. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Uma outra bomba que cai

Uma inquietação toma conta do coração 
Ansiedade 
Perturbação 
Medo de mais um estrondo 
Uma outra bomba que cai 
Corta os céus 
Com um barulho assustador 
Até quando a ganância do ser humano 
Vai continuar fazendo mais vítimas? 

Os olhos assustados das crianças 
O corre-corre pelas ruas 
A invasão repentina 
Que muda toda rotina 
De mais uma nação. 

Fale-me sobre tudo isso 
Explique-me os assuntos de geopolítica 
Porque não consigo entender 
A necessidade expansionista 
O domínio territorial 
Em detrimento de vidas humanas. 

Assírios e babilônicos; 
Macedônios, persas e romanos; 
Mongóis e japoneses; 
Belgas, franceses e ingleses; 
Americanos e russos; 
Chineses? 
E assim caminha a humanidade 
Onde todos querem dominar 
Conquistar 
Explorar. 

Enquanto isso vidas inocentes morrem 
Corpos espalhados pelo chão 
Fome e destruição. 

Basta de tudo isso! 
Destruam suas armas 
Vivam suas vidas 
Defendam a liberdade!

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 27 de fevereiro de 2022

O mal que há em nós

Será que ousamos discordar 
Que em nós há muita maldade? 
Deixamos o pobre morrer de fome 
Subjugados pela desigualdade. 

 Choramos pelo filho que perdemos 
Mas não lamentamos ao ver 
Os inúmeros que matamos lá fora 
Deixando sozinhos para morrer. 

 Na ânsia de querer sempre mais 
Somos egoístas e obsessivos 
Destruímos os sonhos de outros 
E muitos são extremamente opressivos. 

 O mal que há em nós 
Nos torna seres humanos belicosos 
Cada um só pensa em si mesmo 
E muitos são bastantes invejosos. 

 Nessa batalha constante em nós 
Para que o bem vença devemos lutar 
Não podemos ser vencidos pela maldade 
Mas a bondade deve sempre ganhar. 

 De nós mesmos nada temos 
Por isso em Cristo devemos crer 
Só com a sua graça em nós 
A natureza pecaminosa vamos vencer. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Quero poupar suas lágrimas

Estou agora protegido nas sombras de um frondoso arbusto 
Descanso meus pés da caminhada e observo as flores 
Vejo também as borboletas voarem no entardecer 
Logo será noite e poderei dormir em alguma estalagem 
E terei um descanso para minhas pálpebras. 

 Penso muito em você e imagino como ficou a olhar 
Não acreditava que um dia eu partiria 
São só promessas, dizia você com ar de superioridade 
E agora sabe que a decisão foi tomada 
E que o mundo tem outras pairagens a nos oferecer. 

 Depois de um dia longo de caminhada 
Algumas léguas separam os nossos olhos 
E desfazem todos os sonhos que foram pensados 
Porque a vida segue rumos diferentes 
Quando duas almas tomam direções opostas. 

 Desejo que gozes perfeita saúde e tenha dias de paz 
Que a sua juventude possa sempre rejuvenescer 
Sua beleza possa encantar os olhos que a vê 
No fundo mesmo o que mais desejava nos últimos tempos 
Era poupá-la dos sofrimentos da monotonia. 

 Ao olhar para a tristeza que a envolvia 
Sempre pensei comigo em partir para outra realidade 
Quero poupar suas lágrimas 
Porque ninguém merece sofrer por outra pessoa 
Que não lhe dedica o mínimo de atenção. 

 Se pudesse voltar no tempo eu faria diferente 
Tomaria outras decisões que não a magoassem 
Mas o tempo não volta nunca mais 
E a maturidade só chega quando já fizemos as coisas erradas 
E o círculo da existência foi rompido. 

 A noite se aproxima e devo seguir minha jornada 
Olho as primeiras estrelas no azul do infinito 
E imagino que também esteja olhando para elas 
O brilho do seu olhar é refletido na mais intensa 
E dou os meus passos agora para mais distante de tudo isso. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Quase imperceptível

Os sinais estavam por todos os lados 
Um olhar misterioso no silêncio 
Em meio a multidão nas ruas 
O sorriso discreto 
Quase imperceptível 
E o rubor na face bucólica 
Eram os sinais mais evidentes já demonstrados. 
 
A timidez impedia qualquer movimento 
O medo das decepções 
E se fosse tudo criação 
Da sua própria imaginação? 
Não desejava mais passar 
Por outra desilusão 
O coração não suportaria isso. 
 
Mas, lá estava aquele olhar 
Singelo e convidativo 
O que se perde em arriscar? 
Dúvidas na cabeça 
Incertezas no coração 
E ninguém segue a razão nessas horas. 
 
Não vê mais ninguém em meio a multidão 
Apenas aquele olhar 
O faz se entregar ao sentimento 
Já que não consegue mais tirar do pensamento 
Deixa o amor acontecer. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

A guerra não faz sentido

Por que os seres humanos 
Não conseguem conviver em paz 
Uns com os outros? 
Por que pensam sempre de forma egoísta? 
Querem sempre mais 
Destroem os inocentes 
Provocam dor e sofrimento 
Até quando isso vai ser assim? 
A guerra não faz sentido algum 
Os jovens morrem 
Matam outros jovens que tem sonhos 
Que não vão viver para realizá-los 
Enquanto os poderosos estão sentados 
Em suas cadeiras confortáveis 
Protegidos por brutamontes. 
Inconsequentes! 
Crápulas! 
Não se contentam com o que tem 
Querem demonstrar suas forças 
Bandos de imbecis! 
Diga não às armas, 
Diga não à violência 
Deixem os campos florir 
Deixem as crianças sorrir 
Que haja um clamor pela paz! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Só não quero mais pensar em você

O sentimento puro que o coração pode sentir 
A sensação mais singela que havia no olhar 
Tudo deixou de existir como as cinzas 
Espalhadas na manhã cinzenta pelo vento. 
 A esperança que havia em mim 
Não passou de uma frustração qualquer 
E o olhar que parecia tão sincero 
Tornou-se o pesadelo mais terrível. 
A tristeza toma conta do coração 
Como uma escuridão nas noites mais densas 
O sonho que um dia foi tão real 
Não passa de ilusões perdidas no tempo. 
Não quer ouvir minhas palavras 
Porque sabe que falo a verdade 
Escancaro sua imagem outrora perfeita 
Quando arranco as máscaras da falsidade. 
Não importa os seus passos agora 
Pode caminhar para onde bem entender 
Só não quero mais pensar em você 
E deixar meu coração outra vez sofrer. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense