segunda-feira, 12 de junho de 2023

Manhã de inverno

Na bruma fria da manhã de inverno, 
No silêncio que envolve meu ser, 
Teu pensamento vem como um terno 
Abraço, fazendo-me reviver. 

Entre os raios pálidos de sol, 
A neblina dança sobre a paisagem, 
E meu coração, em compasso lento, 
Sente a falta da tua doce miragem. 

No frio que penetra os ossos, 
Encontro calor no teu olhar, 
Teu sorriso é um raio de luz, 
Que ilumina todo o meu caminhar. 

No silêncio da manhã, em paz e solidão, 
As lembranças florescem, a saudade restrita, 
E minha imaginação, na mente escrita, 
É só tua, sem restrição. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 11 de junho de 2023

Outra canção de amor

Meus olhos sempre procuram os seus 
Na esperança de ver aquele amor 
Tão meigo como a linda flor 
Que nasce no jardim dos sonhos meus. 

Quero cantar uma outra canção de amor 
Que revele o profundo do meu coração 
E o sentimento de uma grande paixão 
Como o sol em um dia de esplendor. 

Esse amor que minha alma sente 
É um amor singelo, envolvente 
Que meu coração deixa sempre carente. 

Ao te ver sempre bela e contente 
Sinto no peito um amor ardente 
Que me faz ser o mais feliz dos viventes. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 10 de junho de 2023

Foi assim

Eu estava ali, 
Sozinho. 
Existia um silêncio profundo, ensurdecedor. 
Meus olhos choravam 
Lágrimas de um sonho perdido no tempo. 
O coração sentia, imaginava: 
Onde está esse amor? 
Seus olhos. 
Tão sedutores, tão meigos 
Invadiram minha existência. 
Seu sorriso, espontâneo, 
Encheu meu coração de esperança. 
Senti, naquele momento, minha vida renascer. 
Deus mostrou-me nos seus olhos a felicidade 
Que durante anos procurei. 
Apresentou-me no seu sorriso 
A esperança que sempre desejei. 
Sonhava com você há muito tempo; 
Via-te na minha imaginação por onde eu andava. 
Então, se me apresentou a razão de amar. 
Foi assim que por ti me apaixonei. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 9 de junho de 2023

O amor

No abraço terno de um amanhecer, 
O amor se revela, sem se conter, 
Como um fogo ardente, sem razão, 
Que incendeia o coração. 

O amor não se prende às regras da razão, 
Ele segue seu curso, sem distinção, 
Quebra barreiras, transpõe fronteiras, 
E revela o poder que tem em suas maneiras. 

É doce e suave como uma brisa, 
Mas também pode ser feroz quando precisa, 
Não há limites para sua grandeza, 
Pois o amor é a própria natureza. 

Que o amor seja a luz que nos guia, 
A trilha que seguimos, dia após dia, 
Que incendeia nossos corações, 
E nos preencha com suas canções. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Essa desilusão selvagem

Nas névoas da minha mente vagueio, 
Memórias confusas, um emaranhado de enredos. 
Fujo de uma cidade que um dia chamei de lar, 
Por uma desilusão que me fez chorar. 
 
As ruas que antes eram conhecidas, 
Agora são sombras, por mim esquecidas. 
Caminho pelas vielas do esquecimento, 
Buscando encontrar em algum lugar alento. 
 
Perdido entre lembranças distorcidas, 
Os momentos se misturam, realidade perdida. 
Um coração partido, sonhos despedaçados, 
A tristeza me envolve, sentimentos amargurados. 
 
Deixei para trás amigos e amores, 
Em busca de paz, longe das dores. 
Mas as memórias me assombram, implacáveis, 
E eu me pergunto se algum dia serei capaz. 
 
Capaz de deixar para trás o passado, 
Enfrentar as sombras, seguir adiante, ousado. 
Reconstruir minha vida, encontrar alegria, 
Em novos horizontes, onde a esperança se anuncia. 
 
Memórias confusas, eu as enfrentarei, 
Aos poucos, a clareza encontrarei. 
Pois dentro de mim há força e coragem, 
Para superar essa desilusão selvagem. 
 
E assim, seguindo adiante, eu sigo, 
Carregando comigo o aprendizado antigo. 
Não fugirei mais das memórias que me perseguem, 
Pois são elas que moldam o ser que hoje eu me tornei. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Abstração

Seu olhar na noite escura 
Fez a luz ser ofuscada 
Pelo brilho da sua tristeza 
Que rompeu na madrugada 
Do sonho introspecto 
Abalado pelo pesadelo 
De não mais te contemplar 
Na miragem do desfiladeiro 
Onde não consegui segurar a queda 
Do castelo que criei 
No entardecer do dia alegre 
Que aqui imaginei. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 6 de junho de 2023

A loucura nossa de cada dia

Na escuridão da alma, um eco sem razão, 
Reside a loucura, sussurros obscuros. 
Em cada ser, o caos é a sua prisão, 
Um fogo selvagem, de impulsos impuros. 
 A mente humana, palco de devaneios, 
Abriga um turbilhão de sombras ocultas. 
A sanidade, em fios tênues, sem freios, 
Dança na corda bamba, entre lutas tumultuadas. 
 A loucura existe em cada um de nós, 
Uma chama selvagem, incontrolável. 
Emaranhado de pensamentos atroz, 
Onde a razão e a insanidade são indissociáveis. 

Porém, na escuridão, há uma centelha, 
Uma luz tênue que brilha, ainda que pequena. 
Na busca pela paz, alma se revela, 
E a loucura se aquieta, serena. 
 Aceitar a insanidade que nos permeia, 
É compreender a complexidade humana. 
E na jornada pela lucidez plena, 
Encontrar a harmonia, a cura soberana. 
 Assim, abracemos nossa própria loucura, 
E transcenderemos além das sombras. 
Encontrando a essência pura, 
Que habita em cada um de nós. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 5 de junho de 2023

No mesmo caminho

No horizonte distante, 
Na noite fria de inverno 
Na escuridão do anoitecer 
No caminho deserto 
Vi você caminhando sozinha. 
Uma tristeza invadia sua alma 
E de seus olhos uma lágrima descia. 
O frio da solidão te fazia chorar, 
Tremer. 
Foi naquele caminho, naquele instante 
Que meus passos cruzaram com os seus 
Na minha alma uma solidão. 
Seus olhos fugiram dos meus 
Sua alma não queria o meu afago 
Na tristeza do meu coração 
Foi onde percebi 
Eu estava no mesmo caminho. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Desejo incontido

No silêncio da noite, ecoa meu suspiro, 
Um desejo incontido que me consome, 
Como brasa ardente, que o peito avassala, 
Tentando afastar essa dor que não tem nome. 

Oh, doce tormento, que arde em meu peito, 
A chama triste que não se apaga, 
Queria eu ser livre, sem ter que esconder, 
O fogo selvagem que em mim se propaga. 

Mas o destino cruel nos separa em véus, 
E nos mantém distantes, em águas de aflição, 
Oh, como espera o momento de te ter. 

No entanto, em meu íntimo, alimenta-se a paixão, 
E mesmo na ausência, meu amor é eterno, 
Que um dia, enfim, se torne uma doce união. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 30 de maio de 2023

A Consolação da Filosofia

No desespero da alma aflita, 
Quando a dor parece infinita, 
A Filosofia se aproxima, 
Trilhando caminhos de sabedoria. 
 Ela vem com seu manto sereno, 
Com palavras que acalmam o terreno, 
Tranquilizando a mente inquieta, 
Oferecendo à alma uma consolação completa. 

Na Filosofia, encontro refúgio, 
Um abrigo seguro em meio ao delírio, 
Pois ela nos ensina a questionar, 
A compreender, a refletir e a ponderar. 
 Ela nos guia pelas sendas do conhecimento, 
Nos faz enxergar além do sofrimento, 
Com suas ideias que transcendem o tempo, 
Elevando-nos acima do tormento. 

Através da Filosofia, encontramos respostas, 
Nas teorias que nos encantam e propostas, 
Para entender a existência humana, 
E encontrar um sentido que nos emana. 
 E quando a tristeza bater à porta, 
A Filosofia será a resposta, 
Com sua filha mais nobre, a consolação, 
Que nos acalenta o coração. 

Pois a Filosofia nos ensina a aceitar, 
A encontrar serenidade mesmo a penar, 
A compreender as dores e os dilemas, 
E, assim, alcançar a paz plena. 
Então, em momentos de aflição, 
Quando a tristeza encontra a solidão, 
Lembremos que a Filosofia nos ampara, 
Nos envolve em sua doce aura. 
E ao abraçar a consolação que ela traz, 
Encontramos alívio e paz, 
Pois a Filosofia nos conduz, 
Ao encontro do equilíbrio que nos seduz. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Preciso ler um bom poema

Deito em meu leito e já não sinto meus pés 
Deixo-me descansar do dia longo 
Das tristezas da manhã 
E das alegrias da tardezinha 
Quando o sol se pôs a minha vista. 
Olho para o teto 
E imagino tudo que aconteceu 
O sonho que se foi 
A esperança que renasce. 
Nesta noite quero sonhar 
Com seus olhos meigos 
E ver seu sorriso tão singelo a alegrar-me. 
Penso em você 
E o sono não vem 
O tempo passa lentamente 
E imagino a beleza de seus olhos a me procurar. 
Quero descansar das incertezas 
Antes que o tempo passe. 
Preciso ler um bom poema 
E esquecer as lembranças 
Que entristecem a alma. 
Preciso ler um poema 
E deixar o amor acontecer. 
Fecho os olhos: 
O poema é você. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Fantasmas de tempos passados

No reino sombrio de memórias perdidas, 
Onde fantasmas dançam em tempos idos, 
Revela-se um mundo de sonhos esquecidos, 
Onde o passado vive em silêncio escondido. 

Lá vagam espectros de tempos remotos, 
Figuras pálidas, eternos devaneios, 
Sussurros de histórias, ecos soltos, 
De um passado desvanecido em anseios. 

São os fantasmas de um tempo distante, 
Que ecoam nas brisas noturnas, 
Traços efêmeros de uma vida errante, 
Em ruínas de lembranças taciturnas. 

São velhos amores, amizades desfeitas, 
Risos que já não mais se ouvem no entardecer, 
Promessas quebradas, histórias incompletas, 
Num cenário etéreo, a vida a se desvanecer. 

Cada fantasma carrega sua história, 
Marcas do passado, cicatrizes profundas, 
Revelam-se em sombras de melancolia, 
Como vestígios das almas moribundas. 

Mas esses fantasmas, com sua aura de dor, 
Não são apenas tristes espectros sem vida, 
São vestígios de um tempo cheio de esplendor, 
Lembranças que clamam por uma despedida. 

Ergo meu olhar para o horizonte distante, 
Deixo que o passado se desvaneça no ar, 
Abro meu coração para um futuro vibrante, 
E os fantasmas do tempo, finalmente, libertar. 

Que suas histórias se tornem suspiros suaves, 
Que se dissipem no vento, como poeira no ar, 
Que encontrem paz nas margens de outros mares, 
E que novos tempos possam enfim brotar. 

Então, adeus fantasmas do tempo passado, 
Sigam em paz, além do véu do esquecimento, 
Pois é no presente que construímos nosso legado, 
E abraçamos o futuro com cada novo momento. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Os tentáculos do sistema

Em qual estágio da vida estamos inseridos? 
Como viver em um sistema como este? 
Política é a arte de fazer barganha 
Um sistema que corrompe as almas 
Destrói os sonhos 
E detona os anseios dos pequenos. 
Não se pode livrar 
Dos tentáculos cruéis do sistema 
Que distribui armadilhas para os pés 
Incautos de uma sociedade 
Alienada pelas mídias sociais. 
Solto um grito de horror 
Por fazer parte de uma geração 
Que suporta sem resignação 
Um rolo compressor midiático 
Esmagar cérebros inteiros 
E os reduzir a simples massa de manobra. 
Há uma força escravizadora 
Que inutilizam nossas mentes 
Fechando todas as portas da liberdade 
Para um pensar equilibrado. 
Como sobreviver dentro desse sistema 
Quando o diagnóstico é de que 
Não há nenhuma previsão de melhora? 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 25 de maio de 2023

A dor de uma saudade eterna

No abismo escuro de uma profunda dor, 
O coração chora a saudade que arde, 
Um vazio cortante, que esmaga como compressor, 
E a alma suspira, sem paz, sem alarde. 
 
Nas lembranças doces de um tempo passado, 
Onde risos ecoavam, como sinfonia, 
Agora resta um eco, um silêncio calado, 
E a dor da saudade em cada dia. 
 
A falta que faz tua presença querida, 
É uma ferida aberta, que não cicatriza, 
O peito apertado, a alma combalida. 
 
Mas a saudade, embora dolorida, 
É prova do amor que em nós se eterniza, 
E assim, na dor, minha esperança é nutrida. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Em um único olhar

Na mirada de um olhar encantador, 
Reside a magia que me faz sorrir, 
Beleza pura, radiante a reluzir, 
Um horizonte que acalma minha dor. 
 
Em suas órbitas, brilho de esplendor, 
Reflete estrelas num céu a florir, 
Transmite segredos que não vou omitir, 
Encantamento que incendeia meu amor. 
 
Seus cílios, como asas, dançam no ar, 
Os irisados tons, um oceano a navegar, 
Profundidade infinita a desvendar. 
 
Em um único olhar, vejo poesia, 
A sutileza dessa melodia, 
Que embeleza minha alma a suspirar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense