terça-feira, 7 de maio de 2024

No silêncio da noite

Cai à noite e vem o silêncio 
E na brisa a bater na janela 
Ouço a voz do seu coração. 
Meus pensamentos, então, 
Voa os espaços e procura você. 
E nos meus sonhos 
Você aparece linda e meiga 
A sorrir para mim. 
Então adormeço silenciosamente 
Com a beleza de seus olhos 
Na minha alma. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 6 de maio de 2024

No coração do Pantanal

No Rio Paraguai, em Cáceres, vou lhes contar 
Uma história de encantos, de se admirar 
Nas águas que refletem o sol de explendor 
Nas margens que contam segredos de amor. 
 
No coração do Pantanal, Cáceres adormece 
Onde o rio serpenteia e a vida floresce 
É um mundo de cores, de vida que se entrelaça 
Onde a natureza dança e a alma se enlaça. 
 
As águas do Paraguai são como espelhos 
Refletindo o céu, os sonhos, os desejos 
Em suas margens, a flora se desabrocha 
E a fauna se mostra, em festa, se aloca. 
 
No bailado das garças, no canto das aves 
Na dança das capivaras, nos sons suaves 
Cáceres é um poema, uma ode à natureza 
Um tesouro que o Paraguai tem em sua riqueza. 
 
Em suas águas, histórias se desenrolam 
De pescadores que labutam, que se embriagam 
De lendas que se contam na beleza do luar 
No coração do Pantanal, Cáceres eterna a brilhar. 
 
Então venha, amigo, venha conhecer 
As belezas do Paraguai em Cáceres a florescer 
Onde a vida se revela com muita atitude 
No Rio Paraguai, em Cáceres, a felicidade é plenitude! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 5 de maio de 2024

I FELIC - FEIRA LITERÁRIA DE CÁCERES

    Realizada no dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro, a I FELIC - FEIRA LITERÁRIA DE CÁCERES, foi um sucesso! A feira foi realizada no pátio do Campus Jane Vanini da UNEMAT em Cáceres. 

    Participaram da I FELIC os escritores: 
    Edson Flávio 
    Hélio Santana 
    Juliano Moreno 
    Luiz Zeferino 
    Esdras Crepaldi 
    Mariano Leal 
    Airton dos Reis Júnior 
    José Ricardo Menacho 
    Odair José, Poeta Cacerense 

    E abrilhantaram o evento as escritoras: 
    Amélia Alves 
    Olga Castrillon 
    Rebeca Moreira 
    Érika Regina 

    Ainda teve exposição de livros dos integrantes do PEN Clube do Brasil, Regional MT. 
    Um espaço de conhecimento para a comunidade acadêmica e a sociedade cacerense. 

Segue o link para assistir o vídeo!




sábado, 4 de maio de 2024

O horizonte faz lembrar

O silêncio de uma tarde vazia 
Onde o vento espalha as folhas 
O sol esconde-se no horizonte 
Deixando o céu com tons coloridos 
Uma saudade no coração ferido 
Procura um lugar para se esconder também. 

O horizonte faz lembrar 
Os momentos de pura felicidade 
Quando os sonhos eram os mesmos 
E caminhavam na mesma direção 
Até que o destino veio separar 
E para longe ela se foi sem dizer adeus. 

A saudade é uma companheira implacável 
E que faz lembrar de tudo 
Sussurrando a triste falta de sorte 
Em não poder segurá-la por mais tempo 
Porque seus olhos olharam 
E buscaram outros caminhos 
Restando apenas as angústias da solidão. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Medeia

Nas profundezas do mito, onde sombras dançam, 
Medeia, a feiticeira, sua história tece. 
De olhos ardentes, alma quebrada, ela avança, 
Caminhando na linha entre amor e desamparo. 
 
Filha do Sol, sacerdotisa da noite, 
Medeia, desterrada, de terras distantes, 
Na Grécia encontrou amor, um vínculo frágil, 
Jason, o herói, que lhe prometeu mundos e estrelas. 
 
Por amor, ela abandonou sua terra, 
Traiu sua família, desafiou reis, 
Mas o destino, como uma serpente oculta, 
Preparava sua peçonha na trama dos dias. 
 
Na cama de núpcias, traições se urdem, 
Jason a troca por uma aliança política, 
E Medeia, na fúria da traição e da dor, 
Despeja veneno nas veias de seus inimigos. 
 
Mãe das sombras, dos gritos da vingança, 
Medeia, em desespero, semeia a destruição, 
Sangue mancha suas mãos, seus olhos queimam, 
Ela parte, num carro puxado por dragões, para além da razão. 
 
 Oh, Medeia, mulher de paixão e fúria, 
Tua história ecoa através dos tempos, 
Em cada coração ferido, em cada alma perdida, 
O eco de tua voz ressoa em um eterno lamento. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Quem dera eu tivesse o poder

No momento em que sua imagem eu vi 
Linda e sedutora a desfilar 
Meus pensamentos me levaram 
A meiguice do seu lindo olhar. 

No momento sublime que vislumbrei 
Seu sorriso encantador 
Uma emoção tomou conta do coração 
Que hoje anseia pelo seu calor. 

Seu rosto angelical e diferente 
Envolto pelos seus cabelos lisos 
Realça uma beleza ímpar 
Que só vejo em seu sorriso. 

Seu corpo esbelto e sedutor 
Revela a sensibilidade de mulher 
Sereia que seduz pelo encanto 
Esteja onde estiver. 

Quem dera eu tivesse o poder 
De seu coração conquistar 
Para aquecer-me no inverno 
E, na primavera, te amar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 1 de maio de 2024

O último suspiro

Cabe a mim sentir 
O aroma amargo do veneno mortal 
Destilado pelas palavras impensadas 
De algum imbecil 
Solto de algum manicômio. 
O último suspiro 
Precisa mesmo dizer alguma coisa? 
Por que a Terra está em trevas? 
O que se pode ver por aí 
É que alguns se tornam deuses de si mesmo 
Acreditando até mesmo 
Que tem o poder sobre o destino de outros 
E eu apenas observo 
E vejo toda esse emaranhado de coisas tolas 
Que causam até intensos calafrios. 
O mundo não é um lugar para os fracos 
Para os tolos talvez 
Mas não para os fracos. 
Eu sou impuro no meio de tudo isso 
Indigno de ser ouvido 
E tem alguém que questiona tudo 
Sem contar que seus olhares é intimidador 
Mas não me preocupo 
Porque até sei o destino deles 
Mortos em esquinas mortas. 
Tudo é sujo por aqui 
Até as sombras são adoecidas 
E eu sou apenas um louco poeta 
Gritando aos quatro cantos do mundo 
Para ver se pelo menos alguém 
Possa acordar desse sono profundo. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 30 de abril de 2024

A inquietude do amor

O coração está em paz 
Vivendo tranquilamente sossegado 
Depois de ter passado pela tempestade 
Tudo é calmaria 
Tudo é silêncio no amanhecer 
Que faz a gente perceber 
O quanto essa tranquilidade é singela. 
Nessa calma tão envolvente 
Deixa-se balançar ao vento 
Seguindo ao longe a canção da liberdade 
Como se nada mais no mundo 
Pudesse estragar esse momento único. 
Mas, quem disse que será assim? 
De repente, em meio ao silêncio, 
Uma flecha atravessa o ar 
Acerta em cheio o coração tranquilo 
Aquele olhar inexplicável 
Sereno, sedutor e único 
Invade o coração e bagunça tudo 
E quando você menos espera 
Ela abre o sorriso encantador e diz: 
- Olha eu aqui! 
E, então, sabe que foi pego outra vez 
Pela inquietude do amor. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Meu lado sombrio

 Que saudade não confunde a mente? 
Que ausência não é sentida? 
Sinto a fúria do vento 
Quando não lembro o que aconteceu 
Meu lado sombrio 
Ainda não aprendeu a ser livre 
Quando ouvirmos as vozes cantarem 
Estarei em outra dimensão 
Então pegue em minhas mãos 
E aprenda a voar de novo. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 28 de abril de 2024

A vida que se abre

Eu ando pela praça de manhã 
Sinto a brisa do amanhecer 
Vejo os primeiros raios de sol a iluminar 
A vida em sua perfeição 
E sinto a paz no meu coração. 

Há uma beleza singular 
Todas as vezes que abrimos os olhos 
A vida que se abre 
Como pétalas de uma rosa perfumada 
Um sonho que se torna realidade. 

Eu caminho com passos firmes 
Vejo as borboletas levantarem voos 
Ouço a melodia dos pássaros 
Que me apresenta a real felicidade 
A paz que preciso para a alma. 

Tudo se torna mais fácil 
Quando aprendemos a apreciar 
O sentido da vida que nasce todos os dias 
E não pode ser algo simples 
Que vá abalar a certeza de uma vida 
Que sabe muito bem o seu valor. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 27 de abril de 2024

Condicionacérebros

Algumas vezes nós somos esquecidos pelo caminho 
Condicionados pelos discursos tolos 
Pessoas sem escrúpulos tomam decisões 
E cabe aos mortais seguirem essas ordens idiotas 
Mesmo sabendo que não fazem sentido algum. 

Um verdadeiro retrato de nossos reflexos 
São as ações tomadas diante das injustiças 
Cabe aos seres dominados deste planeta 
Procurar um lugar que sirva de refúgio 
Em meio as tragédias que acontecem na sociedade. 

Eu tenho o meu roteiro do dia 
E vaidade refletida em olhos lacrimejantes 
Mas não posso seguir o meu planejamento 
Se não estiver condicionado aos planos dos imbecis 
Que dominam as altas patentes governamentais. 

Alguns velhos conhecidos estão mortos pela manhã 
E muitos desconhecidos perderam as suas vidas 
Jovens cada vez mais jovem envolvidos nas drogas e facções 
Com os corpos estendidos pelas calçadas 
Vidas ceifadas pela incoerência de uma sociedade violenta. 

E este não é apenas um discurso comum 
Com palavras que se formam em mentes condicionadas 
E um grito pela volta da sensibilidade humana 
Um apelo para que possamos olhar em nossa volta 
E dar um basta em tamanha insensatez! 

Estamos cercados de condicionacérebros 
E como, então, ter condições de abrir os olhos? 
É preciso sobreviver ao dia de hoje 
Para que possamos viver o dia de amanhã 
Sem nos preocuparmos com os atos de imbecilidades. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Ao contemplar seus lindos olhos

 Os olhos misteriosos que tens 
E que procuram os olhos meus 
Escondem amores de tempos 
Que amaram os olhos seus. 
 
Eles fogem quando quero contempla-los 
Para não revelar o mistério de seu coração 
Busco-os em todos os momentos 
Para dar respaldo a minha paixão. 
 
Seu rosto meigo e angelical 
Abre-se em um lindo sorriso 
Toda vez que busca no horizonte 
A liberdade de amar tudo isso. 
 
Sua beleza impar e constante 
Desfilando pela passarela da existência 
Causa-nos a sensação de sonhos 
Que buscamos na áurea de uma essência. 
 
Ao contemplar seus lindos olhos 
Perco-me na busca de um desejo 
Um desejo louco e sedutor 
Que aumenta toda vez que te vejo. 
 
Amo seus olhos e seu sorriso 
E tenho-te na minha imaginação. 
Quero poder sonhar o sonho 
De ter-te para sempre no meu coração. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Tudo mudou outra vez

Eu não esperava encontrar você 
Não agora 
Tudo estava tão calmo 
O coração tranquilo e sereno 
Caminhava em paz 
Até ver o seu olhar 
E esse sorriso encantador 
Então, tudo mudou outra vez. 
Inquieto estou agora 
Sem saber o que fazer 
Porque só sei pensar em você. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Loucura que me faz sonhar

 Um turbilhão de sonhos e desejos sem fim, 
Me vejo preso por ti em uma louca paixão. 
Teu sorriso, um sol que brilha no meu céu, 
Teus olhos, estrelas que me inspira o coração . 
 
Um desejo incontido, um fogo que não se apaga, 
Por ti, minha musa, minha linda que faz sonhar. 
Teus cabelos, como seda, que o vento acaricia, 
Teu perfume, doce como a brisa a me conquistar. 
 
Loucura que me consome, loucura que me faz sonhar, 
Por ti, desejo que não consigo esconder. 
Teus lábios, promessa de um beijo que almejo, 
Teu toque, anseio que em meu peito quero viver. 
 
Ah, como é insano este amor que me consome, 
Como é louco este desejo que me atormenta. 
Por ti, minha musa, minha fonte de inspiração, 
Um desejo incontido, uma louca paixão aumenta. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Apenas um olhar e um sorriso

Quando vi o seu olhar, 
Senti como se estivesse olhando 
Para algo verdadeiramente mágico. 
Há uma profundidade nele que me fascina, 
Como se cada olhar 
Contasse uma história diferente, 
E eu não consigo deixar de me perder 
Nesse oceano de mistério e beleza. 
 
E seu sorriso... 
Ah, seu sorriso é como um raio de sol 
Em um dia nublado. 
Ele ilumina tudo ao seu redor, 
Trazendo alegria e calor 
Para todos que têm a sorte de presenciá-lo. 
É contagiante, 
E me faz sentir 
Como se o mundo fosse um lugar melhor 
Só por você estar nele. 
 
É incrível como você 
Consegue transmitir tanta emoção 
Com apenas um olhar e um sorriso. 
E é por isso 
Que não posso deixar de admirar cada detalhe seu, 
Pois em cada um deles 
Encontro algo especial e único 
Que me encanta mais e mais a cada dia. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense