Naqueles instantes em que o tempo falha
E o coração, distraído, pronuncia teu nome
Como se fosse uma prece antiga,
Dessas que a gente nunca esquece de verdade.
Estar longe é só um estado do corpo,
Porque a memória não obedece estradas.
Ela fica, insiste, reaparece,
Feito perfume que não aceita ir embora,
Feito saudade que aprendeu a respirar sozinha.
Se a ausência dói, é porque você ficou.
Não na rotina, não nos objetos,
Mas nesse lugar indizível
Onde moram as coisas eternas:
Entre um pensamento e outro,
Entre o que sou
E tudo o que ainda lembro de ser com você.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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