terça-feira, 18 de abril de 2023

Descortinou-se

Descortinou-se em mim essa paixão 
Quando não consegui evitar 
O sentimento que nasceu no coração 
Ao me deparar com o seu olhar. 

Meus pensamentos tornaram-se seus 
E no peito nasceu o desejo 
Que seus lábios sedutores sejam meus 
E acalente-me com um beijo. 

Tudo em mim agora por você suspira 
Por ti é todo o meu sentimento 
E, por mais que tente, não esqueço. 

Você é a fonte de luz que inspira 
O mais puro e nobre pensamento 
Esse amor verdadeiro é que mereço. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 17 de abril de 2023

A armadilha na teia de aranha

 Ousou desafiar o maior perigo que existisse 
Queria provar a sua coragem 
Não importava o perigo que fosse 
Escalaria a maior altura que tivesse 
Nadaria as maiores correntezas que pudesse existir 
Romperia as correntes mais fortes 
Enfrentaria o diabo se fosse preciso. 
 
Então, sabia que poderia desafiar o Leão 
E não mediu esforços para realizar tal tarefa 
E mostrar ao mundo todo a sua coragem 
Por isso foi até o descanso do felino 
O rei da natureza selvagem era desafiado 
Com grandes brados disse ao Leão que ele não era nada 
E que poderia desafiá-lo a qualquer momento 
A Fera não queria ser incomodado 
E, por isso, não reagiu a provocação 
Continuou em seu estado passivo só observando a paisagem. 
 
Na sua jactância concluiu que havia vencido o Leão 
E caminhou de peito aberto pela floresta 
Via os olhares de todas as aves 
O rastejar de todos os répteis 
E o nado de todos os peixes 
E concluiu que seu desafio havia sido perfeito 
Afinal, havia humilhado o rei da Selva 
E quem mais poderia desafiá-lo agora? 
 
Foi então que sentiu seus movimentos estáticos 
Estava preso em alguma coisa 
E não tinha forças suficientes para escapar 
Que coisa tão absurda era essa? 
Questionava-se a si mesmo 
Quando percebeu que estava preso na teia de aranha 
E que seria devorado por um mísero aracnídeo 
Não faz sentido! 
Exclamou em um brado angustiante 
E todos os olhares se voltaram para ele 
Não havia mais, agora em seu rosto, a arrogância e altivez 
Apenas a decepção e angústia 
De quem teria um fim bastante trágico. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Seus olhos, uma ilusão

Ver seus olhos meigos foi uma tentação 
Pois, pensei ter encontrado neles a felicidade 
Mas, eles foram apenas mais uma ilusão 
Que trouxe ao meu peito a saudade. 

Trova: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 16 de abril de 2023

A dimensão do que você me faz sentir

Ah! Esses olhos lindos 
A forma singela que olhas para mim 
Meu coração quase para 
Minhas ações são imobilizadas 
Pela magnitude desse meigo olhar. 

Então você sorri 
O sorriso mais perfeito que já vi 
O encanto desse sorriso 
Invade minha alma desejosa 
E mostra-me o amor mais lindo. 

Você sussurra algumas palavras 
Arrepia-me de desejo 
Um sentimento inexplicável toma conta 
Meus pensamentos embaralham-se 
E são canalizados em você. 

Suas mãos tocam o meu rosto 
São suaves e carinhosas 
E sua delicadeza conquista meu coração 
Quero entregar-me a esse amor 
Viver esses momentos tão maravilhosos. 

Ah! Como explicar esse sentimento? 
Como definir o que sinto por você? 
Não há palavras que possam atingir tal feito 
Porque não consigo definir exatamente 
A dimensão do que você me faz sentir. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 15 de abril de 2023

O nosso Deus é fiel

Se você conhece Cristo, 
Terá sempre um motivo para celebrar 
Isso é o oposto do tédio 
Nossa salvação sempre será algo 
Pelo qual podemos nos empolgar! 

A Palavra de Deus é a bússola 
Que nos mantém no caminho certo 
Por que os limites impostos por Deus 
Nos protegem de nossas piores inclinações 
E criam reações agradáveis a Ele. 

O Calvário revela 
A vileza do nosso pecado 
E a vastidão do amor de Deus 
Na noite mais escura de Cristo 
Ele entregou a sua vida por nós. 

Lance sobre Deus 
O peso que lhe oprime 
Não somos feitos para suportar 
Os fardos sozinhos 
Nenhuma carga é pesada demais para Ele. 

A esperança alicerçada em Deus 
Não desabará sob as pressões da vida 
Não é tolice ter esperança 
Podemos confiar nEle de todo coração 
Porque o nosso Deus é fiel! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Só Deus é bom, (não aceite imitações)

O tempo de Deus pode parecer 
Mover-se lentamente, 
Mas move-se sempre com segurança 
E para desfrutar o futuro 
Aceite o perdão de Deus 
Pelo passado. 

No livro de padrões da natureza, 
Escrito por Deus, 
Podemos encontrar muitas lições valiosas 
E, a mais certa de todas é essa: 
Amar a Deus é obedecer-lhe. 

Para começar, 
Peça a Deus um novo coração 
Não ignore o chamado do Senhor 
O envolvimento de Deus em nossas vidas 
Deve nos reassegurar do seu amor 
Porque Ele sempre nos protege! 

Ouça a Palavra de Deus e, então, 
Ore sobre o que você ouviu 
Isso é comunicação de duas vias 
Imagine como deve ser para Deus 
Ouvir nossas orações 
Durante nosso tempo devocional. 

Só Deus é bom 
Não aceite imitações 
Nunca deixe que os bens menores 
Eclipsem ou ofusquem 
A realidade de Deus na sua vida 
Somente Deus é verdadeiramente bom. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 13 de abril de 2023

Nebulosa

Distante e imperceptível 
Obscuro olhar indecifrável 
No alvorecer de um novo dia 
A provocar uma tal nostalgia 
Que não pode ser comparada 
Apenas sentir não é suficiente 
Se não há uma percepção plausível. 

Antes de findar o dia 
As cores que se desfaz com o sol 
É um prenúncio do que será 
Nebulosa forma de ser 
No pensamento incapaz de reconhecer 
O que o futuro nos reserva 
Quando não se pode abrir os olhos. 

A noite cai silenciosamente 
Tudo dorme o sono dos anjos 
E não se pode ouvir os passos 
Há sempre alguém que rompe a inércia 
Que vai além dos pensamentos 
Entre a escuridão e a luz 
Pode haver um lugar de sobrevivência. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Poderia ser uma canção de amor

Embebido em suas lembranças 
Ergue a taça da desilusão para o alto 
Não tem mais a alegria de outrora 
E poderia se esconder de algum vulto 
Que ninguém notaria sua ausência. 
 
O tempo passa muito lentamente 
Para os que sonham nas madrugadas 
Quando todo mundo está dormindo 
Até os fantasmas cochilam em seus refúgios 
Porque a vida parece não fazer sentido. 
 
Poderia segurar o vento no sul 
Empurrar as nuvens com as próprias mãos 
Silenciar o canto dos pássaros 
Que nada mudaria no coração desesperado 
Que não consegue pensar em outra coisa. 
 
Uma faca rasga a cortina da incerteza 
Sangue imaginário verte das veias feridas 
Misturam-se as areias da praia deserta 
Onde nem mesmo as crianças podem brincar 
Porque os castelos foram todos destruídos. 
 
 Poderia ser uma canção de amor 
Versos que expressassem o verdadeiro sentimento 
Mas é apenas um lamento sentido do vazio 
Porque os olhos não mais se abrem 
Nesse corpo agora sem vida alguma. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Conversas com o diabo

Noites intermináveis onde os pensamentos bailavam 
Sussurros entre as ruas escuras da cidade 
Nos becos sem saída de vielas abandonadas 
Encontrou a paz que tanto procurava 
O refrigério para uma alma atormentada 
E não desejava falar sobre isso com ninguém. 

Cansado das mentiras proferidas em seus ouvidos 
Procurava alguém em quem pudesse confiar 
Depois de tantas decepções na vida 
A pessoa perde a esperança de ser ouvido 
E não confia em mais ninguém 
Nem mesmo naqueles que abrem logo um sorriso. 

Saturado da presença dos seres humanos 
Bandos de hipócritas interesseiros 
Deixou-se descansar da fadiga humana 
No mais lúgubre local onde pudesse se esconder 
E as melhores lembranças que lhe vieram a mente 
Foram suas longas conversas com o diabo. 

Nunca quis que isso acontecesse 
Mas não pode evitar o encontro 
Suas queixas que pareciam fazer sentido 
Não passava de reclamações banais e só pode entender isso 
Quando o agente do Inferno lhe disse face a face 
Que o ser humano é ambicioso e orgulhoso. 

Entendeu a partir desse diálogo impensável 
Que poderia ser uma pessoa diferente 
Enquanto perambulava pelos becos escuros da cidade 
Mas em seus discursos sutis, o seu interlocutor, 
Deixou claro as suas intenções de massagear o ego humano 
Para obter a sua conquista do mundo inteiro. 

Muito além do que os olhos humanos podem ver 
As nuvens que impedia o brilho da lua aparecer 
São levadas pelo vento oriental para as montanhas 
E, na claridade do corpo celeste, agora fulgurosa 
Pode contemplar o fundamento de seu diálogo 
Com o único ser que foi expulso do lugar mais alto. 

Pega, então, as suas folhas de jornais amarrotadas 
E cobre as suas feridas na madrugada fria 
Antes de fechar os olhos percorre a vastidão 
Os pensamentos em turbilhões de conjecturas 
Tateando no ar uma resposta plausível para perguntas 
Que nunca serão respondidas a contento. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 11 de abril de 2023

Lute pela sua vida


O silêncio é revelador 
O sentimento destruído pelo abusador 
O choro contido em quartos solitários 
E tudo começa de forma despretensiosa 
Ele não irá repetir a cena, pensam consigo mesmas 
Como se fosse possível parar o monstro. 

Ameaças subversivas: 
"Onde pensa que vai com essa roupa?" 
Cuidados excessivos: 
"Com quem você estava falando?" 
E mais ameaças: 
"Cale a boca ou eu a quebro" 
Então as primeiras agressões 
Empurrões 
Força excessiva ao segurar o braço 
Tapas 
Escoriações maquiadas com pincéis 
E nada muda com o tempo 
Que só piora a situação: 
"O que você seria sem mim?" 
Agora as ameaças são mais acentuadas: 
"Eu te mato se me largar!" 
E não tem mais forças para se libertar. 

Por que não me atentei ao primeiros sinais? 
O que posso fazer agora? 
E o desespero de uma vida encurralada 
Em becos escuros do sentimento 
Revela a angústia de escolhas impensadas 
Ele era esse monstro que vejo agora? 
E, se realmente ele cometer uma loucura? 
Pela pressão e medo 
Prefere a dor, os tapas e os palavrões 
Uma vida de sofrimento e solidão. 

Mas isso não é suficiente para ele 
E, então, ali está 
 Mais um corpo estendido pelo chão 
Uma poça de sangue a revelar 
Dias e noites de terrores absurdos 
Porque o camarada 
Não aceita o fim do relacionamento. 

Até quando isso vai ser assim? 
Não aceite isso, minhas queridas 
Rompa com o círculo vicioso do abuso 
Dos maus tratos 
Liberte-se! 
Denuncie! 
Procure ajuda o mais rápido possível 
E não ignore os sinais 
O monstro, mais cedo ou mais tarde, 
Porá as garras para fora. 

Lute pela sua vida 
Lute pela sua liberdade. 
Basta de violência contra as mulheres! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 10 de abril de 2023

O nariz de Cleópatra

Quem foi que encheu a sua cabeça com tantas bobagens? 
Por que não para para pensar um pouquinho? 
Deixa de ser tão besta a ponto de concordar com tudo 
Com os lixos cibernéticos que enfiam na sua mente 
Procure libertar-se desses grilhões 
Pelo menos deveria tentar e não ficar perdendo tempo. 
 
Essa angústia existencial envolta em brumas de um nevoeiro 
Ofuscam a sua visão a tal ponto de não mais questionar 
Ninguém ouve quando falamos e ignoram a nossa voz 
Mas não importa nada disso porque o futuro já está comprometido 
É como cera que derrete sob a luz do sol ofuscante 
Enquanto ficam olhando para o vazio. 
 
Não permaneça como um cego tolo que não vê nada 
Não seja surdo como muitos que não ouvem nem a própria voz 
Pegue nas mãos dos que ainda sonham com a liberdade 
E lute como se essa fosse a última batalha 
O mundo não é um mar de rosas 
É um campo de batalha e você pensa que não está aqui?
 
Quem disse a você que a curiosidade matou o gato? 
Quem colocou fogo no quintal perto de casa 
E deixou que o vento trouxesse a fumaça direto em meus olhos? 
Uma puta de uma sacanagem com os aflitos de coração 
Com os que não podem ver um palmo diante do nariz 
E olha que nem estou falando do nariz de Cleópatra. 
 
Como pode ter um cordeiro no topo da montanha? 
É em vão essa esperança e perda de tempo acreditar 
Que alguns podem mudar as suas perspectivas a partir desses enunciados 
Quando na verdade querem apenas deitar em suas redes e balançar 
O mundo não é lugar para preguiçosos 
Nem para guerreiros solitários. 
 
Por que não encontro o seu nome nos anais da História? 
O que fez que não deixou nenhum registro de seus feitos memoráveis? 
Agora não adianta lamentar a sua sorte 
Os antropólogos estão a sua espreita e não encontram traços culturais 
Que possam satisfazer a sua sana demoníaca de soberba 
Afinal, quem madou você comer o fruto proibido? 
 
Agora eu me vou pela estrada e não espere mais nada 
Estou cansado de tantas baboseiras proferidas nas casas de leis 
Promessas armazenadas em sacos furados 
Espalhadas pelas ruas desertas de uma cidade qualquer 
Quando crianças choram sem ter o leite para beber 
Eles esbanjam seus dólares em uisques caríssimos. 
 
Poema: Odair José, Pota Cacerense

O espelho da vida

Fale abertamente o que sente 
Não esconda nada 
O amor está na expressão do olhar 
No sorriso fascinante 
Que revela o seu coração 
Mesmo quando não quer dizer. 

Seus olhos fascinantes 
São o espelho da vida 
Revela os segredos do coração 
Indica o caminho da felicidade 
Porque quando sorri 
Não há nada mais encantador. 

Tens na alma o mais puro sentimento 
A beleza de quem vive o amor 
No sorriso que encanta o olhar 
Revela a magia da paixão 
Em você existe uma esperança 
De que haverá um novo amanhecer. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 9 de abril de 2023

Olhos que inspiram

Se eu ao menos pensar em te esquecer 
Que não seja por falta de amor 
Sei que seus olhos me inspiram a viver 
E que esse sentimento transformador 
Fez em mim a esperança renascer! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 8 de abril de 2023

Em meio a escuridão

Finda-se um dia de tristezas mil 
E, em algum lugar, alguém não se aguenta 
A felicidade que permeia 
E sorri de alguma desgraça alheia 
Menospreza o sentimento como se nada importasse 
Nem mesmo o desespero humano 
De tempos imemoriais que não importam mais. 

Eu sinto calafrios em mim 
Todas as vezes que vejo alguém tão sério 
Um rosto amigo não se faz pela manhã 
E nem tudo que parece ser empatia 
De fato pode ser apenas uma armadilha 
Preparada para os ignorantes contumaz 
Que não se preocupam nem um pouco com a vida. 

O mundo é um trem desgovernado 
Passando a todo vapor na estação 
Com pessoas gritando aos quatro ventos 
As suas inconstantes peripécias 
De aventuras não realizadas por falta de objetivos 
Quando preferem se esparramarem diante da TV 
Com suas barrigas enormes. 

Fecho as janelas para tentar dormir 
E ouço os gritos horríveis que rompem o silêncio 
Querem uma solução para seus problemas 
E se esquecem de quem eles mesmos os causaram 
São apenas frutos de uma colheita 
Das sementes que espalharam ao longo da vida 
E não há nada que alguém possa fazer para ajudar. 

Existem até alguns que ignoram esses fatos 
Preferem ficar com seus fones nas orelhas 
É melhor ouvir uma música qualquer do que os gritos 
Melhor correr pelas calçadas do que ver a miséria 
Melhor conformar-se com o caos do que levantar as mãos 
E deixar que a vida se encarregue de suas mazelas. 

Cale a boca! Grita alguém na rua escura 
Vá dormir que você ganha mais! 
E quem consegue dormir com todo esse barulho? 
Com esses gritos tão perturbadores que incomodam 
Que invadem os tímpanos e os corroem 
Causando náuseas profundas nas mentes opacas 
Que provocam convulsões terríveis. 

Fecho os olhos em meio a escuridão 
Não há nenhuma luz no fim do túnel 
Na verdade, nem túneis existem mais por aqui 
Foram utilizados pelos moradores de ruas abandonados 
E estão cheios de ratos por todos os lados 
Que se misturam com os cães sem donos 
E tudo isso bem ao nosso lado. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 7 de abril de 2023

As nuvens e as águas do Rio Paraguai

Qual é a cor perfeita da beleza? 
Será quando o céu beija o Rio Paraguai? 
Quando as nuvens 
Deslizam suavemente pelo esplendor das águas 
E o vento sorri com a formosura 
Que encanta o olhar? 

Se há uma beleza maior 
Os meus olhos ainda não viram 
Uma pintura tão maravilhosa 
Do que o encontro 
Entre as nuvens, o céu azul 
E as águas do Rio Paraguai... 

Pode até haver céu mais bonito 
Mas nunca com tanta harmonia 
Com as cores na Princesinha 
Momentos que transbordam e nos transportam 
Em fração de minutos 
Ao paraíso no olhar da alma. 

Diante de tanta beleza e majestade 
A alma do poeta respira 
Suspira a felicidade 
De existir em tão exuberante lugar 
E poder amar 
O que os olhos contemplam. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Imagens: Alex Dalfito 
Lugar: Rio Paraguai, Cáceres - MT