sábado, 16 de setembro de 2023

Promessas

Eram promessas sussurradas ao luar, 
Juramentos de eternidade no olhar, 
Mas os ventos do destino vieram soprar, 
E o nosso amor não conseguiu perdurar. 
Como um castelo de areia à beira-mar, 
Desmoronou sob as ondas da realidade, 
Deixando apenas lembranças a lamentar, 
E uma tristeza profunda na saudade. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

O rio e o por do sol

No leito sereno do Rio Paraguai a brilhar, 
O sol se despede, num espetáculo singular. 
Pintando o céu com tons de laranja e dourado, 
No horizonte distante, ele vai embora, emoldurado. 

As águas refletem o céu em chamas, 
Enquanto a leve correnteza murmura melodias calmas. 
O rio serpenteia, abraçando a natureza com amor, 
E no crepúsculo dourado, revela seu esplendor. 

Os pássaros dançam em raios de luz, 
Cantando canções que aquecem o coração, seduz. 
A brisa suave acaricia as margens do cais com ternura, 
Neste momento sublime, a alma encontra a doçura. 

O rio e o por do sol, uma dança encantada, 
Unidos no horizonte, em uma cena aclamada. 
É um espetáculo eterno, que a cada dia se renova, 
Onde a natureza e o tempo, em harmonia, se entrelaçam, prova. 

Assim, diante desse rio de sonhos e de luz, 
Nossos olhos contemplam a beleza que seduz. 
E no por do sol singular, agradecemos com devoção, 
Pela vida, pelo amor, por essa sublime visão. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense
Imagem: Odair José, Poeta Cacerense

Mirabolante

Ah! É espetacular 
Mais profundo que o mar 
O sentimento do coração 
O seu olhar 
Fascinante 
Dá sentido a minha paixão 
O meu desejo 
Mirabolante 
Quer ter você comigo 
Viver um grande amor 
Entregar-se ao prazer 
De contigo viver 
Seus lábios sedutores 
Um convite a volúpia 
Ao amor sem medida 
Que encontro em seu olhar 
Não há outro jeito 
Que não seja me entregar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Saiba viver!

Aprenda a conhecer-se 
E veja quanta coisas boas pode aprender 
A vida oferece caminhos desconhecidos 
Mas o coração é enganoso 
E precisamos saber quem somos. 

Saiba viver os belos momentos de sua vida 
Aproveite cada segundo de vida 
Cada momento que pode ser o último 
É uma oportunidade para estender as mãos 
E ajudar quem mais precisa. 

Não perca tempo em olhar para trás 
Principalmente as coisas ruins 
Aprenda apenas as boas lições 
E procure praticar coisas boas 
Estendendo as suas mãos para quem precisa. 

Não exija condições para ajudar alguém 
Você não sabe quando irá precisar de ajuda 
E nem quem será o seu anjo da guarda 
Então faça o bem sem olhar a quem 
Porque cada um de nós precisamos do outro. 

Procure manter-se calmo e sereno 
Não permita que as circunstâncias da vida 
Tire a sua paz interior 
Não sabemos as consequências de um ato impensado 
E de palavras ou ações precipitadas. 

Saiba dominar e vencer-se a si mesmo 
O pior campo de batalha é o que está em nós 
O pior inimigo somos nós mesmos 
E precisamos estar alerta para vencer 
Porque ele nunca descansa. 

Fique alerta quanto ao momento presente 
Seja simples como a pomba 
Mas seja sempre prudente como a serpente 
Fazendo isso você estará sempre pronto 
E será capaz de distinguir as armadilhas da vida. 

Não procure brigas com ninguém 
Nunca vale a pensa gastar energias com brigas 
É muito melhor proclamar a paz 
Lutar por um mundo mais justo para todos 
E desejar uma vida de harmonia. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Os dias se arrastam

No silêncio da mente exausta e cansada, 
O eco do esgotamento ressoa profundamente em mim, 
Como um rio que secou, sem água, sem vida, 
Em meu ser, a esperança já não tem fim. 
 
As palavras se emaranham, pensamentos se perdem, 
Nas sombras do cansaço, se esconde minha alma, 
E a luz que antes brilhava, agora se apaga, 
No abismo do esgotamento, minha mente não tem calma. 
 
Os dias se arrastam, as horas são longas, 
Num ciclo vicioso, sem fim, sem saída, 
A mente é um labirinto, onde me perco, 
No esgotamento mental, a vida sofre a recaida. 
 
Mas na escuridão, há sempre uma centelha, 
Uma chama tímida, a brilhar no meu ser, 
A promessa de um novo dia, uma nova jornada, 
O esgotamento pode ferir, mas não há de vencer. 
 
Então ergo-me, mesmo cambaleante e frágil, 
Com força renovada, a luta vou enfrentar, 
Pois o esgotamento é apenas uma batalha, 
E a vitória na vida, com coragem, devo alcançar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Simples o amor não é

Quem pode ponderar essas pequenas coisas? 
Perguntas que martelam a mente de quem divaga sempre 
Todas as crianças amam gritar quando correm? 
Ou apenas é impressão de quem as observam? 
Os anos podem impedir o amor? 
Será que existe um tempo certo para amar alguém? 
O que podemos fazer quando o sentimento aparece? 
Um olhar ao mesmo tempo travesso e inocente 
Pode ser capaz de fazer desmoronar as mais fortes barreiras 
E provocar um grande reboliço pelo caminho. 
As mulheres belas parecem sempre inteligentes 
Mas será que a inteligência está mesmo ligado à beleza? 
Quando nasce o desejo que não tem nada que ver 
O que se pode fazer para viver uma outra vida? 
Simples o amor não é nem para os velhos 
Quem dirá para os que ainda não sabem amar. 
Nunca se é tão jovem 
 Para se ter uma aventura que não seja verdadeira 
Quando o mundo parece um lugar a ser descoberto 
Cada passo que damos é uma incerteza. 
Quem poderá responder questões tão complexas? 
Quem poderá estancar o sangue que jorra das veias abertas 
Ou curar as feridas que doem na alma? 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Janelas para o céu

No fundo do meu peito, escondida chama, 
Arde uma paixão secreta e sem medida, 
É o teu olhar que silenciosamente me inflama, 
Uma luz que ilumina a minha vida. 

Teus olhos são janelas para o céu, 
Refletem estrelas em noites serenas, 
E quando fitam os meus, sinto o véu, 
Da timidez se desfazer em cenas. 

Na profundez de teu olhar me perco, 
Navego em mares de desejos e ternura, 
E mesmo que o destino seja incerto, 

Minha paixão por ti é minha ventura. 
Em segredo, te amo, és meu universo, 
Nos teus olhos encontro minha doçura. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Pedaços da alma

Na tristeza da despedida, lágrimas caem, 
Alma que reclama, coração que geme, 
Partir é um fardo, um adeus que sangra, 
Saudade aperta, a dor que tanto se teme. 

No crepúsculo daquilo que se amou, 
A despedida é um lamento, um lamento, 
A triste ida, um adeus que nos deixou, 
Com o vazio profundo, o peito em tormento. 

Oh, como dói ver-te partir, amada minha, 
A saudade aperta, a alma não se satisfaz, 
Nosso adeus, uma tristeza estar sozinha, 
No coração, a marca que não se desfaz. 

Mas na partida, há também a esperança, 
De um reencontro, de um novo amanhecer, 
Mesmo na dor da despedida, a bonança, 
Que um dia, nossas almas irão se ver. 

Assim, na triste ida, guardo a lembrança, 
De um amor que eterno há de florescer, 
E a saudade, embora fira-me como uma lança, 
Não roubará o amor que sempre há de viver. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Ilusões perdidas

Em minha vida 
Eu já representei vários papéis 
Esta noite sou um caçador 
E antes do amanhecer 
Talvez eu seja um poeta. 

Eu sempre fui muito solitário 
Sem ter ninguém para confiar 
Ou chamar de amigo 
Não sei se a culpa sempre foi minha 
Ou escolha do meu modo de viver. 

A única certeza que tenho 
É de que as ilusões são perdidas 
Quando deixamos de acreditar 
Que o mundo é um lugar sombrio 
Que esconde armadilhas em vários lugares. 

Não se pode esconder um sentimento 
Por trás de belos rostos maquiados 
Quando o coração sente a dor 
Lágrimas desfazem as maquiagens 
E derrubam todas as máscaras. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Ponto de vista

Tudo depende do ponto de vista 
De quem te ensinou a ver o mundo 
Os deuses são burros e impiedosos 
E o poder não é um privilégio divino 
Em torno de uma ideia que se materializa 
Há sempre uma inverdade a ser contada 
Existem tantos a nossa volta 
A maioria sem nenhum conteúdo 
Não cometeríamos tantos erros 
Se apenas pudéssemos observar direito 
Os erros não seriam assim tão velhos 
Se desse mais valor as experiências 
Existem tantos que se escondem pelo caminho 
Embora alguns sejam normais 
A grande maioria são bem loucos 
Capazes de arrancar as suas roupas 
O ato solitário sufoca o sofrimento 
E espanta para sempre a felicidade 
Não permita que desvirtuem o seu pensamento 
Porque não podem mudar o seu ponto de vista 
A vida é muito mais do que alguém já escreveu 
E muito além do que você já pensou. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Seu olhar me faz sonhar

No suave brilho do seu olhar sereno, 
Me perco em sonhos, noites a fio, 
Nas estrelas desse céu tão ameno, 
O amor floresce e tira-me o vazio. 

Seus olhos são faróis de um mar profundo, 
Navego neles, perdido em seu encanto, 
Em cada piscar, um doce segundo, 
Um convite ao amor, um doce pranto. 

No seu olhar, encontro meu abrigo, 
Refúgio onde me perco, me encontro, 
Nesse mundo que é só nosso, não há perigo, 
Onde o amor é fogo, tu és o meu encanto. 

Seu olhar, minha musa, é meu desejo, 
Na luz dos olhos seus, eu sempre navego, 
E no calor do amor, em cada beijo, 
Os sonhos se realizam, e eu me entrego. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

11 de Setembro

Olhos estarrecidos 
Não dava para acreditar 
Não parecia real o que estava acontecendo 
Parecia mais filme de ficção 
Um ataque alienígena? 
O Apocalipse? 
Final dos tempos? 
Aquele 11 de setembro é inesquecível 
O dia em que o mundo parou para ver 
A maior audácia do ser humano 
Um ataque ao coração da América 
A fumaça que subia dos prédios 
A repetição dos ataques terroristas 
Os aviões chocando-se com as torres 
Mortes 
Desconforto 
Alerta geral 
Caça aos terroristas 
O que acontecerá no futuro? 
Estamos seguros? 
As imagens chocantes daquele fatídico dia 
Não sai da memória 
O 11 de Setembro 
O dia em que o mundo percebeu 
Que não há limites para a barbárie humana. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Me dê um lugar

E o que peço com a razão 
É que me dê um lugar no seu coração 
Ao ver o seu lindo olhar, 
Sempre vejo o paraíso; 
Porque não há nada mais belo 
Do que o seu sorriso! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 10 de setembro de 2023

Quem sabe alguém pensa em mim também

Nessa bela noite, à luz do luar, 
No silêncio profundo, estrelas estão a brilhar. 
Em meu coração fico a imaginar, 
Por entre suspiros, um desejo de amar. 

Lá no horizonte, onde a lua beija o mar, 
Pergunto em segredo, até quando esperar? 
Que em algum lugar exista alguém, 
Talvez distante, mas que pense em mim também. 

Sob a dança das sombras e o canto do vento, 
Coração desassossegado, perdido, meu bem. 
Sonhando acordado, entre o céu e o firmamento, 
Quem sabe alguém pensa em mim também. 

Quando as estrelas se apagarem, ao romper da alvorada, 
Espero que o destino, com laços fortes de amor, 
Una nossos caminhos, em uma só estrada, 
E que nossos corações se encontrem, seja onde for. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Desejo profundo

Eu vejo o seu sorriso 
A beleza no seu olhar 
Meu coração emudece 
E eu me ponho a sonhar 
Em mim um desejo profundo 
De em seus braços ficar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense