Como se permanecer no mesmo lugar
Fosse uma medalha
E não uma ferrugem
Crescendo devagar.
Eu aprendi
Que algumas mesas,
Algumas conversas
E alguns abraços
Expiram antes da coragem de admitir.
Não é arrogância seguir adiante.
É só o corpo entendendo
Que certas portas
Foram feitas para fechar
Sem fazer barulho.
Quem escolhe ficar
Sempre encontra uma desculpa elegante.
Quem escolhe partir
Leva apenas as cicatrizes
E um pouco de silêncio no bolso.
No fim,
ninguém escapa da conta.
Ou você paga o preço da mudança,
Ou paga o preço de nunca ter vivido.
Os dois doem.
Só um deles vale a pena.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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