E permanecer ao meu lado.
Acreditei na simplicidade dessas palavras
Como quem confia no amanhecer
Sem imaginar que a espera seria tão longa.
Os dias continuaram passando,
E eu aprendi a reconhecer o silêncio.
Cada lembrança ocupou o lugar da sua voz,
E a saudade fez da memória
A sua morada permanente.
Às vezes me pergunto onde você está.
Se ainda se lembra do que vivemos
Ou se o tempo apagou aquilo
Que para mim continua tão vivo
Quanto no último instante em que nos vimos.
Não espero mais explicações.
A vida segue escrevendo capítulos
Que nem sempre escolhemos viver.
Algumas promessas ficam pelo caminho,
Como folhas levadas pelo vento.
Ainda existe um espaço dentro de mim
Onde sua promessa permanece intacta.
Não porque eu espere sua volta,
Mas porque certos sentimentos
Nunca aprendem completamente a partir.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:
Postar um comentário