Portas que exigem oração,
Abismos cobertos de flores
Onde o tolo corre sem olhar,
E o sábio aprende a esperar.
O tolo chama coragem à pressa,
Confunde fé com precipitação,
Atira-se ao desconhecido
Como quem desafia o próprio céu,
Sem perceber que o abismo também responde.
Mas o prudente contempla a estrada,
Mede a sombra antes de avançar,
Escuta a voz que nasce no silêncio
E prefere os joelhos ao orgulho,
Quando o perigo se aproxima.
Deus não nos chama a tentar Seus caminhos,
Nem a saltar para provar que temos fé;
Há uma sabedoria santa em recuar,
Há uma graça escondida no silêncio,
E há vitórias que começam quando paramos.
Senhor, dá-me olhos para discernir,
Humildade para não correr,
Coragem para permanecer quando for preciso,
Sabedoria para reconhecer o precipício,
E fé para seguir somente onde Tu fores.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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