Mas muitas vezes governa
Com a linguagem dos interesses.
Promete mudança antes da eleição
E entrega desculpas depois da posse.
Tem discursos que parecem pontes,
Mas escondem abismos.
Há promessas que brilham como ouro,
Mas desaparecem quando chegam ao poder.
O povo escuta palavras bonitas,
Ergue esperanças, deposita confiança.
E, não raras vezes, descobre tarde demais
Que algumas promessas tinham prazo de validade:
Terminavam no dia seguinte à eleição.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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