quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Filactérios

Falsidades. Hipocrisias. 
Homens amantes de si mesmos 
Lobos em pele de cordeiros 
Usam as tribunas com seus impropérios 
Filactérios 
Profanam o sagrado 
Oferecem porcos em sacrifícios 
Destilam venenos 
Inverdades 
Prosperidade 
Teologia da libertação 
Quando não são libertos 
Oferecem só capim seco em suas mensagens. 
Pela multiplicação da iniquidade 
A fé de muitos esfriaram 
Últimos tempos 
Os que estamos presenciando 
Nos púlpitos 
Nas lives 
Nas redes sociais 
O falso evangelho sendo disseminado 
Prospecto de bênçãos 
Que negam a renúncia 
E comercializam o Cristo 
Crucificando-o outra vez 
Agora por dinheiro. 
Filactérios 
Tantos mistérios 
Com a mercantilização das almas 
Quando o objetivo 
É encher suas contas bancárias. 
Mas 
Chegará o dia 
Da separação 
Do joio do trigo 
E o fogo arderá! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Cáceres, 243 anos de História

O amanhecer de mais um dia 
Às margens do Rio Paraguai 
Silenciosamente a cidade acorda 
Com mais uma primavera. 
243 anos de uma linda história 
De alegrias e conquistas 
Nos corações a felicidade de ver a cidade 
Completando mais um ano de vida. 
Lindas imagens nas redes sociais 
Revela o lado singelo de uma grande história 
Que está no olhar dos mais antigos 
E que aqui aprendeu a sonhar. 
Desejamos paz e prosperidade 
E que o nosso futuro seja espelhado 
Pela grandeza do nosso passado. 
Cáceres, Parabéns! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Fotos: Arquivo pessoal

 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Cáceres - Paixão de Poeta


Cáceres, Princesinha do Rio Paraguai falada 
Cidade de luzes e encanto 
Feita de flores, calor e acalanto 
Pelo sol brilhante sempre iluminada. 
 
Banhada pelo Rio Paraguai caudaloso 
Cercada de florestas pantaneiras; 
Frondosos capins como esteiras, 
Lagoas e animais lindos e formosos. 
 
Capital Internacional da pesca 
Região pantaneira do Turismo; 
Conquistando espaço e patriotismo 
Onde todos participam de festa. 
 
 Cidade de lindas garotas 
D’aquelas que exalam perfume por onde passa; 
Sua beleza encanta e realça 
Por serem belas, meigas e marotas. 
 
Cáceres, por ti tenho imenso amor, 
Pois nesse silêncio que encontro em ti; 
Escrevo minhas poesias, feitas aqui 
E que um dia terá imenso valor. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Cáceres, em ti encontrei minha paz

Olhava o horizonte distante 
O sol em breve se esconderia em seu refúgio 
E a saudade só aumentava em mim 
Por saber que mais um dia estava longe 
Sem poder voltar a minha terra natal. 
 
Lágrimas escorria de meus olhos 
Ao sentir no peito a dor dilacerante 
De uma saudade sem fim 
Da cidade que me viu nascer
E eu queria apenas poder encostar no cais
E ver mais um por do sol. 
 
Em busca de uma vida melhor 
Parti para outro lugar 
Sem saber que em ti eu poderia descansar 
Dos dissabores da vida 
Quando quisesse sonhar. 
 
Em terras distantes eu percebi 
Que a minha paz se encontrava em ti 
E não tinha dinheiro no mundo capaz 
De suprir a alegria que é andar em suas ruas. 
 
Quando a saudade bateu forte 
O destino estava selado e eu voltei 
E não tenho palavras que possam descrever 
A sensação maravilhosa ao te ver 
Surgir diante dos meus olhos 
Depois de longos dias de viagem. 
 
Meus olhos lacrimejantes 
Deixavam transparecer a felicidade 
De poder voltar para casa. 
 
O vento tocando o meu rosto 
Trazia a sensação de nostalgia 
Da alegria que é viver em ti. 
 
Sei que pode haver alguém distante 
Que sentes tua falta como eu 
E não podes voltar neste momento. 
 
Que esta canção chegue até o seu coração 
E lembre-te de que aqui há uma paz 
Para aqueles que amam essa cidade. 
 
Feche os seus olhos e veja na memória 
O por do sol no cais 
E as vozes de alegrias dos que correm 
Pela Praça Barão. 
 
Vislumbres a imagem imponente da Igreja Matriz 
E saiba que nascestes no melhor lugar do mundo 
E um dia hás de voltar ao seu aconchego 
A cidade que amas do fundo do coração. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense
Fotos: Arquivo pessoal 

 

Cáceres, eternamente


Eu falo de uma cidade 
Não uma cidade qualquer 
Uma cidade de rara beleza 
Que encanta quem aqui vier. 
 
 Eu descrevo uma cidade 
Não uma cidade vazia 
Uma cidade de gente boa 
Com sonhos e fantasia. 
 
Eu canto uma cidade 
Não uma cidade sem coração 
Uma cidade de nostalgia 
Muitas histórias e emoção. 
 
Eu escrevo sobre uma cidade 
Não uma cidade sem vida 
Um cidade cheia de esperança 
Que de todos é tão querida. 
 
Eu eternizo uma cidade 
Não uma cidade só do presente 
Uma cidade também do passado 
Que viverá eternamente. 
 
Cáceres é essa cidade 
No interior do Mato Grosso 
Que tem uma linda história 
Que esquecer não posso. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 3 de outubro de 2021

Cáceres, Cáceres, Cáceres

Cáceres, Simples e bela e quente 
Do final de tarde emergindo 
A singela beleza do luar 
Fica na memória 
As lembranças do que se fez essa cidade... 
 
Cáceres, Quão doces as descobertas 
Que silenciosamente fazes de ti 
Peregrinações em suas ruas 
E olhares nas janelas 
Dos casarões antigos e centenários... 
 
Cáceres, Que a fascinação do dia não passa 
Mesmo na mais escura das noites 
Onde meus olhos procuram as estrelas 
Silente minh'alma 
Externa o inexaurível frescor da manhã... 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense
Fotos: Arquivo pessoal 


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Cáceres dos meus amores


Quando eu for saudade 
Saudade de um tempo 
Há de existir na memória de alguém 
Uma lembrança 
Do por do sol no cais 
Ou de vislumbrar o Rio Paraguai 
Nos dias de cheia 
Sobre a Ponte Marechal Rondon. 
 
Quando eu for lembrança 
Alguém irá perceber 
O meu grande amor pela cidade 
Que me viu nascer 
Crescer e sonhar. 
 
Verás que tenho todos os motivos 
Para descrever tua beleza singular 
Que tive razão 
E do fundo do meu coração 
Nos meus versos te eternizar. 
 
Cáceres dos meus amores 
Se não foras em ti 
Em qual lugar do mundo 
Poderias ter nascido? 
 
Tu és a minha razão de existir 
E tens em ti a beleza ímpar 
Da natureza exuberante 
Que perpetuamente estará 
Nos corações dos que amam a ti. 
 
Nasci na melhor cidade do mundo 
Na Princesinha do Rio Paraguai 
Onde mora a felicidade 
Nas tardes de verão 
Onde reina a tranquilidade 
De um por do sol 
Pintado pelas mãos do Criador. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

 

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Você olha pela janela

Uma saudade incontida no coração 
O desejo de amar intensamente 
Mais uma vez que seja 
Apenas viver esse momento 
Que o coração sente profundamente 
O sentimento de amor inesquecível. 
 
Você olha pela janela 
E não vê o horizonte que um dia desejou 
O vento toca os cabelos 
E a saudade intensifica-se 
Nostalgicamente 
Dando a impressão de que tudo chegou ao fim. 
 
Mas no fundo da alma 
É possível perceber a fagulha 
De um amor que atravessa o tempo 
Na esperança de outro dia renascer 
Porque o amor nunca termina 
De forma tão trágica assim. 
 
Ao olhar pela janela 
Vê-se a esperança 
Que sempre guardou secretamente no coração 
Acender a chama dessa paixão 
A nostalgia do verdadeiro e único amor 
Que um dia repousou em seu pensamento. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Ando em ruas de paralelepípedos

Os pensamentos são contínuos 
Como os pássaros que voam nas árvores da praça 
Eles voam sem direção certa 
Fazem a dança perto das nuvens 
E cantam a canção de uma saudade qualquer 
No por do sol da cidade bicentenária. 
 
Ando em ruas de paralelepípedos 
Na esperança de encontrar 
Aquele olhar tão misterioso 
Que vi em uma das janelas dos casarões antigos 
Eles pareciam querer me dizer alguma coisa 
Como se eu soubesse o meu caminho. 
 
Sou de um tempo diferente 
Onde os sonhos eram vívidos 
Nas cores vibrantes do por do sol 
Que podiam ser vislumbrados 
No encosto do Cais. 
 
Tudo fazia sentido no tempo 
Ao caminhar pelas ruas estreitas 
Que há muito tempo havia selado o destino 
Dos caminhantes solitários 
Que almejavam a liberdade para voar 
Livremente no horizonte. 
 
Agora vejo os inúmeros carros 
Que se espremem com as pessoas 
Nas ruas de paralelepípedos 
Tirando a paz que envolvia os seus transeuntes 
Nos tempos saudosos de outrora. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Caminhos diferentes

Ao contemplar seus olhos tristes 
Que há muito tempo não os via; 
Notei a diferença de tempos idos 
No qual você sempre sorria. 
 
O tempo que perpassa a angústia da ausência 
Transformou aquele olhar; 
Outrora tão meigo e singelo 
Num espectro difícil de amar. 
 
Peregrinaste durante anos 
Em busca da felicidade; 
Mas esqueceste que a dispensaste 
Preferindo viver de saudade. 
 
 Hoje voltaste ao lar querido 
Na esperança de rever o amor; 
O tempo da espera foi terrível 
Mas, o tempo, ajudou a superar essa dor. 
 
Não é possível voltar atrás 
Uma vez que o amor em mim morreu; 
Sigo meu caminho mesmo te amando 
Porque o coração que mais amou foi o meu. 
 
E, por te amar profundamente, 
É preferível que viva a vida que sonhou; 
Pois o caminho que andas 
Nunca foi o que me interessou. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

O preconceito na Sociedade Brasileira

Quem faz a limpeza 
Mesmo depois de abolida a escravidão? 
As mãos negras da nação. 
Lava a roupa suja 
Tira o lixo 
Dirige o carro 
Até nas novelas, aparece 
O trabalho escravo 
Esfrega o chão 
Vida dura é esta do escravo. 
Preconceito racial 
Nas piadas 
Nas expressões corriqueiras 
"A coisa está preta" 
"Nuvem negra" 
Uma triste herança 
De mais de três séculos de escravidão. 
Quando haverá 
A verdadeira emancipação dos negros? 
A luta pela cidadania 
É tarefa gigantesca 
Para todos nós 
Contra o preconceito 
Na sociedade brasileira. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 25 de setembro de 2021

Entrevista com o Poeta Cacerense

    Odair José, Poeta Cacerense, concede uma entrevista na Praça Barão do Rio Branco, um marco da cidade de Cáceres, no Mato Grosso, a Princesinha do Rio Paraguai. 
 
    Assista, comente e compartilhe. Se ainda não é inscrito no canal do YouTube, se inscreva e ajude este artista a viver de sua construção poética!
 
Veja a entrevista

 
 
Link da entrevista
 

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Conseguimos pão arriscando as nossas vidas


Então não quer que eu fale 
Ameaça-me para que me cale 
Diante da fome é impossível 
Pois pode se ouvir o ronco da barriga 
Que há dias não sente o alimento. 
 
Cobram a lenha que deveria acender o fogo 
E arrancam das minhas mãos tremulas 
O pão que consegui com muito suor 
Minha pele gruda nos ossos 
E a boca está seca como o deserto. 
 
Conseguimos um pedaço de pão 
Quando arriscamos a nossa vida 
Por causa do medo constante 
Já não sabemos o que é alegria. 
 
Tudo sobe todos os dias 
Falam em uma tal inflação 
Que não existia 
Um leão que ruge sem parar 
Ameaçando a nossa liberdade. 
 
Tenho fome, grita a criança, 
Enquanto um velho é escorraçado 
E os líderes se reúnem às escondidas 
Em suntuosos resort 
E riem da desgraça alheia 
Onde falta a merenda escolar 
Quem dera fosse apenas mais um pesadelo 
Que seria disperso ao amanhecer. 
 
Até quando clamarei por justiça 
E terei meu grito abafado 
Pelos políticos dessa nação 
Que não cumpre a constituição? 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Aquela velha história sempre tão mal contada

Vacilastes com seus próprios pés 
O leite foi derramado 
Nem adianta chorar lágrimas de crocodilos 
E abrir os olhos na escuridão 
Porque agora já era. 
 
Aquela velha história sempre tão mal contada 
Faz parte de subterfúgios esdrúxulos 
Que nem vale a pena ficar lembrando. 
 
Enganas o incauto, o ingênuo 
Puxa o tapete dos imbecis 
Que vivem a lhe bajular. 
 
Às águas do rio estão a secar 
E os transeuntes tropicam nos paralelepípedos 
Que se soltam com o tempo 
E os ipês estão floridos 
Porque chegou a primavera. 
 
Houve um tempo não tão distante na memória 
Que as mulheres conversavam nas janelas 
E as crianças brincavam de pega-pega nas calçadas 
Os carroceiros meneiam a cabeça 
Como se o mundo pertencesse a eles. 
 
Um homem esbraveja na vendinha da esquina 
E os cachorros latem 
Na captura de um gato que se esconde no jirau 
Encoberto pelas folhas do maracujá 
Nos dias de sol 
Apenas mais uma velha história mal contada 
Que não quero nem saber 
O final. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Se(mente)

Tudo a favor dos amigos dos teus amigos 
Favores sem a moral 
Um veneno que intoxica 
Um mal que assola a nação 
De um povo sem noção 
Da triste realidade que o cerca... 
 
Êxtase político 
Imaginam um mito 
Transformando a sociedade 
Sem lembrar que a juventude 
É subversiva 
E o mundo está tão selvagem 
A sociedade divergente 
Se(mente) 
Descaradamente... 
 
Será que somos tão ingênuos 
Que não sabemos fugir? 
 
Não há mentira que esconda a verdade 
Não há um sorriso que desfaça a nossa dor 
Porque o que procuramos 
Não está escrito nas estrelas 
Nem nas cartas de tarô 
Nunca fui um robô 
E o povo só precisa 
Mudar de direção... 
 
Vivemos em um sistema 
Onde a política 
É a arte de fazer barganhas 
E o diagnóstico revela 
Que não há nenhuma melhora 
O vírus da corrupção 
Não foi erradicado da nação... 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense