terça-feira, 21 de julho de 2026

A vida é curta demais

A vida passa como um rio silencioso, 
Levando consigo dias que não retornam. 
Cada amanhecer oferece uma escolha. 
Cada despedida ensina um novo caminho. 
Nada permanece para sempre. 

Não vale carregar o peso do que nos aprisiona. 
Há portas que precisam ser fechadas. 
Há silêncios que também libertam. 
O coração aprende quando aceita partir. 
A paz nasce dessa coragem. 

Existem pessoas que iluminam a caminhada. 
Outras apenas ocupam espaço na memória. 
O afeto verdadeiro não exige correntes. 
Ele permanece por vontade e respeito. 
É nessa liberdade que o amor respira. 

Também os sonhos pedem honestidade. 
Não fomos feitos para sobreviver apenas. 
Há uma beleza escondida em seguir a própria essência. 
Mesmo quando o horizonte parece distante. 
Cada passo devolve um pouco de nós mesmos. 

No final, restará apenas o tempo vivido. 
As escolhas falarão mais alto que os arrependimentos. 
Que a alma encontre serenidade no que construiu. 
Que os dias sejam preenchidos por sentido. 
E que a vida nunca seja menor que a esperança. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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