terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Distante, não ausente

 Estou distante, amor, mas não ausente, 
Pois há caminhos que não são de chão; 
A distância é um truque inconsequente, 
Um véu que o mundo estende sobre a mão. 
 
Teu nome em mim persiste, incandescente, 
Como uma chama oculta na amplidão; 
O tempo curva-se, impotente, 
Ao que resiste além da separação. 
 
Se o corpo parte, a essência permanece, 
Tecendo pontes onde nada se vê; 
O longe é só miragem que fenece. 
 
Amar é um modo estranho de vencer: 
Quanto mais o universo nos esquece, 
Mais perto estás, sem nunca me perder. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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