quarta-feira, 16 de setembro de 2026

O retrato da ignorância

 Há quem veja na pele uma fronteira, 
Um muro erguido pela própria ilusão; 
Mas o sangue que corre nas veias 
Não conhece bandeiras nem cores, 
Apenas o ritmo comum do coração. 
 
O racismo nasce da sombra do medo, 
Da semente amarga da desinformação; 
É um espelho que reflete a pobreza 
De quem confunde diferença com distância 
E transforma a ignorância em convicção. 
 
As flores não perdem sua beleza 
Por nascerem em cores diferentes; 
Assim também são os seres humanos, 
Únicos em suas histórias e rostos, 
Iguais em sua dignidade permanente. 
 
Quem aprende a ouvir o outro 
Descobre mundos além dos próprios olhos; 
Percebe que a humanidade é um rio 
Formado por inúmeras correntes, 
Correndo juntas para o mesmo horizonte. 
 
Que o conhecimento seja a luz acesa 
Nos caminhos ainda cobertos de escuridão; 
Pois o racismo é apenas o retrato antigo 
De uma ignorância que insiste em ficar, 
Mas que a fraternidade pode vencer. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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