segunda-feira, 19 de julho de 2021

O brusco despertar de um povo

Envoltos em um sono profundo 
Dormia uma nação inteira 
E nem mesmo via o caos instalado nas ruas 
E o desespero nas grandes cidades 
O pânico de vidas desoladas 
A carestia e o preço dos alimentos subindo 
O combustível 
O fogo debaixo das cinzas 
E o sangue fora das veias abertas 
Na sociedade perdida em seus pesadelos 
Boletos e impostos sem fim 
Sugando até a última gota de suor 
De um povo que ainda dorme o sono da indiferença. 
 
Cala essa boca! 
Gritavam nas calçadas 
Os velhos insatisfeitos com os jovens 
Escondidos nos matagais e muros caídos 
Ninguém notava a angústia dos trabalhadores 
Varrendo o lixo das vielas 
Nas favelas 
Tiros na madrugada fria 
E os sem tetos cobertos de folhas de jornal 
Parece um mal 
Na sociedade capitalista selvagem. 
 
O brusco despertar de um povo 
É tão aguardado como o sol no inverno 
Para ver se vai para o inferno 
Todos os sanguessugas do mundo hodierno. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

O amor é a essência da vida

A sensação pura de felicidade 
A magia da beleza no olhar 
Sentir pulsar no coração 
A força incrível de sonhar. 
 
O amor é a essência da vida 
A luz que dissipa a escuridão 
Faz o mundo de alguém se transformar 
E apaga o sofrer da solidão. 
 
Abra o seu coração para o amor 
Veja a beleza na força da esperança 
O amor é a essência da vida 
O melhor que fica de uma lembrança. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 18 de julho de 2021

Depois do adeus

Pôde sentir o vento 
Ouvi-lo 
Nas folhas lá fora 
Sentir o coração chorando na madrugada fria 
O silêncio 
O soluço da alma 
Na ausência 
Na saudade de um olhar 
Meigo 
Sedutor 
Que lembrava o sorriso 
A lembrança 
No pensamento 
Um sentimento tão profundo 
Do amor mais puro 
Que tivera na vida
Olha-se no espelho quebrado
Agora sente o frio 
Calafrios 
De uma vida solitária 
Depois do adeus 
De quem disse um dia 
Nunca dizer adeus! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 17 de julho de 2021

A magia do amor eterno que senti ao seu lado

Faz-me sentir o pulsar do seu coração 
Deixe-me descansar em seus braços 
Não quero parecer perdido 
Apesar de saber que estou sem você 
Onde tudo transforma-se em solidão. 
 
Quero ver o brilho dos seus olhos 
A magia intensa nesse olhar que fascina 
O seu sorriso tão lindo e sedutor 
Que preenche o vazio do meu coração 
E, por isso, nunca consigo te esquecer. 
 
Toca-me com seu toque singelo 
Acaricia os meus cabelos como o vento 
Sentir o toque de suas mãos 
Afasta de mim os pesadelos terríveis 
E o medo de ficar sem você aqui comigo. 
 
Permita-me amar-te no amanhecer 
Depois de viver ao seu lado 
Por uma noite inteira de prazer 
Quero apenas sentir a sensação outra vez 
De que você é real em mim. 
 
Há em meu peito um desejo intenso 
Que me faz lembrar a todo momento 
O quanto você é especial para mim 
A magia do amor eterno que senti ao seu lado 
Não pode ser apagado do pensamento. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Vento e pensamento

Sentiu no rosto a sensação do vento 
No coração tinha o mais puro sentimento 
Nem notou ao longe o céu tornar-se cinzento 
Porque só tinha aquele sorriso no pensamento 
Queria afastar de si todo o antigo sofrimento 
As noites em que não tivera nenhum alento 
Não fazia mais parte deste lindo momento. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Bala perdida, chocolates e vacinas

Perambula feito ébrio pelas ruas vazias 
Não existe esperança e nem mesmo tristeza 
No fundo nem mesmo sabe o que sente 
Solidão 
Alegria 
Uma sensação de vazio existencial 
Ou o êxtase de ser um ser tão importante. 
Quem poderá dar as respostas que ninguém sabe as perguntas? 
Por que ainda ouve os choros nas casas abandonadas? 
Há sons de cantos e danças nas vilas 
Luzes acesas e fumaças subindo em direção ao céu 
Enquanto uma criança está sozinha em um canto qualquer 
Com a cabeça entre as pernas tremendo de frio. 
Jovens pulam em volta da fogueira 
Parecem possuídos ou sob efeito das drogas 
Uma senhora grávida carrega um pesado balde na cabeça 
Sem direção certa. 
Caminhos de uma sociedade líquida 
Onde os amores não fazem mais sentido algum 
E os sonhos são desfeitos 
Na trajetória de mais uma bala perdida 
Que, na verdade, tinha uma direção certa 
A cabeça de mais um pequeno inocente da favela. 
Lá na Capital Federal eles discutem 
Os sexos dos anjos, as cores do arco-íris 
E desviam milhões de reais em propinas 
Chocolates, vacinas 
Parece mais ser o fim de uma sociedade 
Que não pensam no próximo 
Orgulho 
Egoísmo 
Para de perambular pelas ruas desertas 
E deita sob a frondosa figueira solitária 
Na saída da cidade 
Onde poderia ser a entrada se assim o quisesse definir. 
Tudo é tão confuso como os vaga-lumes que sobrevoam sua cabeça 
E os grilos que cantarolam despreocupados 
Então fecha os olhos e abraça a escuridão. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Sonhei pelas margens do rio

Eu vi o reflexo do sol nas águas do majestoso rio 
Vi o reflexo do céu de verão nas águas 
Senti a brisa no amanhecer 
E observei as lágrimas que escorriam dos olhos 
Na solidão eterna de um tempo que se esvaia das mãos 
Pequenos barcos saiam silenciosamente antes do amanhecer 
E podia ouvir os passos apressados dos trabalhadores 
Transitando pela calçada 
E na praça alguém fazia exercícios 
Eu também andei pelas ruas estreitas feitas de paralelepípedos 
Eu também senti as dúvidas 
Que surgiram curiosas e abruptas agitando-se em mim 
O que me permite estar livre agora? 
Eu andei entre as multidões eufóricas nos festivais 
Sonhei pelas margens do rio 
Que deixava-se deslizar sem pressa nenhuma de ir embora 
E eu vi a escuridão que chegava 
O que pensas de mim agora? 
Vejo as águas secando e contemplo as areias solitárias 
As lembranças são fantasmas de um tempo feliz 
Senti seus braços quando parei para observar tudo isso 
Desce, rio, desce tranquilamente 
Se ainda haverá esperança para ti não posso afirmar 
Apenas sonho com dias melhores 
E alguns casais ainda passeiam pelas margens de mãos dadas 
Porque onde há vida há esperança. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 13 de julho de 2021

O sonho tão real em mim

Provocas em mim a sensação 
O desejo intenso 
De amar-te! 
O brilho do seu olhar 
A meiguice do seu sorriso 
O encanto do amor 
Em seu coração tão singelo. 
Amar você é 
Um sonho tão bonito 
Do qual não quero acordar. 
É viver 
Uma sensação maravilhosa 
Ao sentir o toque de suas mãos 
Macias a acariciar-me. 
Tu és a essência do amor 
A magia sublime do coração 
O sonho tão real em mim 
Que me faz sorrir. 
Desejaria muito ter as palavras certas 
Para expressar esse sentimento 
Abrir o coração ao mundo 
E dizer o quanto amo você! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Não foi fácil mentir para o coração

Quem me dera se pudesse esconder 
Ou mesmo esquecer 
Toda a dor que apertava o coração 
Durante todo o tempo 
Em que não podia mais ver o seu olhar 
E tentava apagar da memória o sorriso 
Que encantava os meus dias 
Quando podia desfrutar esse privilégio. 
 
Não foi fácil mentir para o coração 
E fazê-lo aceitar a despedida 
A sensação de abandono 
De alguém que nunca mais estaria aqui 
Não foi nada fácil 
Tentar apagar todas as lembranças 
De momentos tão maravilhosos 
Inesquecíveis 
Que só poderiam permanecer no coração 
Envolto em sua própria solidão. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

O reino dos loucos amores


Ninguém poderia dizer algo mais profundo 
Do que o sentimento visto naquele olhar 
Uma sensação de êxtase inexplicável 
Que do sonho tão lindo não quisera despertar. 
 
Havia na alma um desejo tão intenso 
De viver o mais puro e lindo amor 
Que sentiu a magia preencher o coração 
Antes frio e agora cheio de calor. 
 
Quisera ser apenas mais um amante 
Daqueles olhos tão meigos e encantadores 
Que deixou-se navegar nos pensamentos 
Em direção ao reino dos loucos amores. 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 10 de julho de 2021

O coração na coisa certa

O que é o coração humano? 
Enganoso, diz a Bíblia 
O coração do ser humano 
É mal desde a sua meninice. 
Há o coração bom? 
Certeza que há 
O coração cheio de virtudes 
Cheio de bondade 
Que ainda assim 
Não se aplica à coisa certa. 
Como ter um coração 
Segundo a vontade de Deus? 
Fazer a coisa certa 
No tempo certo 
Para as pessoas certas. 
No mundo atual 
Existem muitas pessoas de bom coração 
Que por um ideal egoísta 
Fazem coisas ruins 
Torturas físicas em nome de Deus 
Torturas psicológicas em nome da ciência 
Boas intenções 
Que provocam sequelas terríveis 
Nossa oração deve ser 
Para que Deus nos dê um coração sábio 
Que possamos ter 
O coração na coisa certa a se fazer. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Pode até negar-me o seu amor...

O meu sentimento não pode ser escondido 
Podia ver-se no meu olhar 
Na minha forma de admirar-te 
Quando via o seu lindo sorriso. 
Um sentimento assim não poderia ter um fim 
Não poderia simplesmente acabar 
Quando o coração só tinha espaço para você 
Como pode deixar-me assim tão triste? 
A minha alma suspira por ti 
O meu coração palpita pelo seu amor 
O meu sentimento é puro e verdadeiro 
Então, por que se afasta de mim? 
Pode até negar-me o seu amor 
Pode fugir e se esconder do sentimento 
Ou buscar a felicidade em outro lugar 
Mas, eu não deixarei de amar-te profundamente. 
O meu amor é singelo 
Está no fundo da minha alma 
Mas pode ser visto no meu olhar 
Quando vejo você sorrir. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Do fundo da alma

Sentiu o frio da solidão na madrugada fria 
O medo de estar sozinho com seus pensamentos 
E sabia que não poderia fazer mais nada 
Que amenizasse a sua desilusão tão profunda 
O coração parecia não querer obedecer 
A voz silenciosa da sua razão sempre tão alerta 
De que a ilusão dos amores secretos acontecem 
Quando não se espera mais nada do futuro. 
 
Do fundo da alma podia sentir a ausência 
De um amor que sempre estivera em seus pensamentos 
O olhar que o havia enfeitiçado não mais existia 
E nem o sorriso tão sedutor envolto em mistérios 
Poderia agora trazer sua felicidade de volta. 
 
Uma linha tênue havia sido ultrapassada 
O limite entre a dor e a razão que causa estranheza 
Entre o sonho e a realidade encontrava-se perdido 
Sem saber qual era o melhor caminho a seguir. 
 
Em silêncio deixou se cair sobre o chão frio 
Enquanto fechava os olhos para toda essa solidão 
O vazio que sentia na alma era atroz 
Como um barco solitário no meio do oceano
Podia ouvir o som do vento lá fora 
E sentir o frio da solidão em sua alma vazia 
Deixar-se-ia ser levado pela morte cruel 
De um amor que nunca deveria ter sentido no coração. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

É tão bom viver


É tão bom viver 
Sentir a brisa da manhã 
 
É tão bom viver 
Sentir o calor do sol 
E ver o voo das borboletas 
 
Ah! a vida é tão maravilhosa 
Sinta o amor de Deus 
No perfume das flores 
 
Aquele por do sol 
Encantador 
Que arrebata a nossa alma 
 
O deslizar das águas silenciosas 
Do rio 
Os peixes a pular 
E os pássaros a cantar nas suas margens 
 
Viver 
Sonhar 
E acreditar no milagre da vida 
Deus em tudo isso 
 
É tão bom viver 
Sob a proteção das mãos do Criador. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Alma ansiosa

A ansiedade de um dia te encontrar 
No mais profundo do meu coração. 
Pois seus olhos tão distantes 
Me causavam a eterna solidão. 
 
Provocou em mim um estado de nostalgia 
A ponto de me fazer chorar 
Lágrimas de um amor verdadeiro 
Por estar distante do meu olhar. 
 
A tristeza da solidão 
Criou a alma ansiosa 
Que não tem controle da sua razão 
E vive de forma lastimosa. 
 
Falta em mim um lugar para repousar 
E que eu tenha confiança. 
Dessa forma angustiosa não posso ficar 
E nem viver só de lembrança. 
 
A alma ansiosa dá lugar a esperança 
De novos amores encontrar. 
Melhor ter uma alma de criança 
Onde o amor possa se alojar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense