terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Das estrelas que admirei

Havia uma espécie de encanto no ar 
Algo que era sentido no coração 
Um sentimento que podia romper 
O silêncio do amanhecer 
E dissipar a neblina da solidão. 

 Sozinho no meu canto eu estava 
Sem saber que tudo mudaria 
Das estrelas que admirei 
Com a sua beleza eu sonhei 
E esse amor jamais esqueceria. 

 De todas as verdades escondidas 
Te amar foi o renascer da vida 
Hoje sonho com você acordado 
Quero-a sempre ao meu lado 
Porque você é para mim tão querida. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Ao olhar para o rio

Eu nasci às margens do Rio Paraguai 
Nele brinquei quando criança 
E venho contemplar a sua beleza 
Sempre que posso. 
Ao olhar para o rio 
Eu deixo a minha imaginação voar 
Quantas histórias carregam suas águas 
E quantas vidas vivem em suas memórias. 
O rio tem sua trajetória 
Carrega consigo as lembranças 
De quando era apenas da natureza 
Antes do ser humano o degradar. 
Tristemente observamos 
A destruição que fazem contigo 
Jogam lixo e esgoto 
Manchando suas águas antes tão limpinha. 
Ao olhar para o rio 
Fica o desejo de eternizar-te 
Nos versos do poeta sentado em sua orla 
Para que lembres o quanto és importante. 
Que nós possamos ter mais consideração 
Olhar com mais carinho para o rio 
Que possamos cuidar do que ainda resta 
Do rio que trás tantas belezas para a cidade. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Implacável

Tão forte como um vendaval 
O olhar que invadiu meu coração; 
Não sabia se era bem ou mal 
Só não pude escapar da ilusão. 

 Tomou conta da minha alma 
Um profundo sentimento; 
Que tirou toda minha calma 
E transformou meu pensamento. 

 Esse amor é implacável 
Tão profundo como o mar; 
E por isso é inexplicável 
Descrever o seu lindo olhar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Impávida

Tu que és bela e impávida 
Que tens tantas histórias para contar; 
Majestosa e encantadora 
O que posso fazer a não ser te amar? 
 
Tu que és bicentenária 
Com tantas glórias na sua história; 
Não podemos deixar de ver na sua beleza 
Tantas lembranças em nossa memória. 
 
Cáceres, tu és a Princesinha 
Do Rio Paraguai a coroa de esplendor; 
Em ti encontramos a alegria 
E vidas de pessoas cheias de amor. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Fotos: Arquivo pessoal.
 


Ninguém nota a diferença

A realidade em que você vive 
As lembranças do passado que nem sabe se existiram mesmo 
Ou a busca pelo futuro que nem sabe se chegará um dia 
Por que tudo isso te atormenta?
 
Nem mesmo sabe aproveitar o tempo que tens 
Para fazer alguma coisa produtiva 
O medo da solidão 
Da aceitação incomoda como praga nas lavouras 
Um tormento existencial 
De uma vida que se esvai com o tempo. 
 
Tudo parece mesmo uma loucura indescritível 
E é tão difícil conciliar a realidade sombria 
Ninguém nota a diferença 
As pessoas continuam sua jornada como marionetes 
Bovinos numa esteira mecanizada 
Que os levarão ao triturador 
E caminham cantando a doce vida que tem. 
 
Como pode tudo isso ser assim? 
Por que ninguém nota essa diferença? 
Que realidade é a sua? 
Por que acredita em tudo que te disseram?
 
Olha aterrorizado para o passado 
Vê que não fez nada de interessante 
Nada que se possa orgulhar 
Mas, o brilho no olhar revela a esperança no futuro 
Algo deve dar sentido a essa vida miserável 
E isso está no futuro. 
 
Vidas que passam no silêncio 
Almas desoladas pelo esquecimento 
Ninguém pode viver a vida do outro 
E nada pode impedir esse desfecho final triste 
Se não vivem o presente. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Deus é poeta

Na beleza da flor, o amor 
A imensidão do universo e as estrelas 
No olhar da criança feliz 
E os pássaros voando pela paisagem 
Nas árvores da floresta 
No silêncio do amanhecer com a neblina 
E o sol que logo derreterá a neve 
E a vida segue o seu curso natural 
A chuva cai As nuvens são levadas pelo vento 
O sol brilha 
As borboletas bailam suas cores 
No jardim da existência 
E aqui, no coração, 
A inspiração dos versos 
Da magnitude de um Deus Todo Poderoso 
Criador de tanta beleza 
E do fôlego de vida 
Nos olhos de quem aprecia a simplicidade 
A leveza da poesia 
Nos olhos do onisciente 
O deslumbre que fascina 
E nada pode negar o fato 
De que Deus é poeta. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Soterrados

Lá estão estendidos pelo chão 
Misturados a lama 
Os que puderam ser encontrados 
Foram levados pelo desmoronamento 
Quando dormiam 
A chuva desce pelos morros 
De quem é a culpa por morar nos barrancos? 

Soterrados todas as vezes Início de ano 
Época de chuvas 
Entra ano e sai ano e as notícias são as mesmas 
Nada muda em um mundo caótico como o nosso 
E o pobre sem ter onde morar 
Faz o seu barraco no barranco 
Uma tragédia anunciada. 

Não tem políticas públicas 
Para amenizar a dor de quem não tem outro lugar 
Agora a dor dos que perderam o pouco que tinham 
E a tristeza pelos que se foram na tragédia. 

Até quando isso terá que ser assim? 
Em meio a lama Jaz a vida e a morte 
Tristeza e dor para os que ficam 
Sem ter esperança de poder sair do morro. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Como um tiro certeiro

Agora vem com promessas não cumpridas 
No olhar desculpas descabidas 
E no meu peito os sonhos estão destruídos 
Por ilusões que deixam feridas. 
 
No coração uma flecha foi lançada 
Uma dor que o atingiu como um tiro certeiro 
Eu não vi no seu olhar a mira perfeita 
Que me fez da o suspiro derradeiro! 
 
O que resta gora é um oceano de lágrimas 
Onde os olhos choram a derrota 
O pensamento é como uma grande ferida 
E tudo que resta é uma triste revolta. 
 
Alma queimada pela dor do abandono 
Na manhã silenciosa do tempo perdido 
Nada resta a não ser o triste lamento 
De quem sabe que a vida não faz sentido. 
 
Não posso mais acreditar em falsas promessas 
Nem posso deixar-me ser enganado 
Há um novo caminho a seguir na vida 
Para provar que um dia posso ser amado. 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

O amor aparece do nada

Aquele silêncio parecia tão profundo 
E revelador 
Podia ouvir as batidas do coração 
Como se ele fosse sair do peito 
Por que um simples olhar pudesse causar uma sensação assim? 
 
Por mais que quisesse esconder 
Sabia que estava apaixonado 
Pelo olhar mais sedutor que já vira na vida 
E sentia-se preso em milhões de pensamentos surreais 
Uma viagem sem volta ao reino do amor. 
 
O que mais poderia dizer sobre isso 
E se ela não o tivesse visto 
Como poderia sobreviver a esses sonhos tão reais 
Que sufocava sua alma tão singela? 
 
 O amor aparece do nada 
Como uma tempestade devasta tudo a sua frente 
Não toma ciência de nada 
Simplesmente acontece no coração depois de um olhar 
E para sempre vai ser a razão 
De sonhos profundos de uma alma. 
 
Esse olhar tão singelo 
Um olhar misterioso que a tudo devora 
É a causa de alucinações noturnas 
De um coração que até pouco tempo 
Caminhava tranquilamente pela existência. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Quando o silêncio é necessário

Se tuas palavras são impetuosas 
Magoam os que te cercam 
São como facas afiadas prontas a ferir alguém 
O silêncio é necessário. 

Lembre-se de que é muito melhor pensar e não falar 
Do que falar e tornar-se prisioneiro 
Das loucas palavras que saem do coração 
E como flechas atingem as pessoas. 

O autocontrole é fundamental 
Para uma vida mais abundante 
A palavra branda acalma o furor 
E evita muitos males. 

Quando o silêncio é necessário 
Precisamos cultivar o domínio próprio 
E sempre bom lembrar 
 Que não são os trovões que dão vida às plantas 
E sim a chuva silenciosa. 

Quem fala muito dá bom dia a cavalo 
Já diz o adágio popular 
Então que evitemos falar palavras que magoam 
E cultivemos o silêncio reflexivo. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Sonhos furiosos

Espinhos espalhados pelo chão 
Espelhos quebrados 
E um sonhador acostumado aos sonhos 
Que o transportava além de sua imaginação. 
Onde está a beleza da flor 
Que fala ao coração em dor 
E expande além do pensamento 
Toda e qualquer forma de sonhar. 
Sonhos furiosos de uma alma 
Se a razão e o amor tem suas asas 
Voam para o horizonte 
Se são livres para isso. 
Não há forma de se ver livre 
Quando fecha os olhos os sonhos aparecem 
No azul do infinito eles estão 
Olhando para as alturas pode se viver. 
Mentem os que disseram 
Que um dia perdi os seus olhos meigos 
Se através dos sonhos eles continuam 
Sendo a razão única do amor. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Sob o encanto desse sublime olhar

Nada poderia ser melhor para mim 
Do que ver a beleza do seu olhar; 
Além da imaginação foi a viagem 
Que me conduziu ao desejo de amar. 

 Olhar tão lindo como a primavera 
A revelar o mais singelo coração; 
E a beleza irradiante do sorriso 
Fez no sentimento nascer a paixão. 

 Sob o encanto desse sublime olhar 
E a meiguice do sorriso encantador 
Nasceu o amor que venho declamar; 

 Nada mais posso fazer contra o amor 
Que cresce nos pensamentos a sonhar 
No jardim que contém a mais linda flor. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

As marcas da vida

O que podemos dizer quando não há palavras 
E o coração chora suas mágoas? 
O que podemos deixar? 
As marcas da vida nas vidas das pessoas. 
Se somos o espelho 
O mundo pode ver as suas imperfeições 
Quando olho para a imensidão do infinito 
Que se perde no fechar dos olhos. 
Permaneço estático 
Quando há um vento nas folhas do tempo 
Não sabemos o futuro 
Mas teremos a vantagem se nos prepararmos 
E menos surpresas 
Que possam tornar o nosso dia ruim. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Podemos não nos encontrar no tempo

Se alguma vez não sentiu na alma 
A liberdade de voar com seus pensamentos 
O mais alto que a imaginação pudesse te conduzir 
Não faz parte do mundo onde vivo 
A maior parte da minha vida. 

 Nascemos em um reino florescente 
O reino onde há liberdade para sonhar 
Qualquer ideia pode expandir além do horizonte 
Onde não acreditamos em limites 
Que possam impedir a imaginação. 

 Pode ser que tenha confiado em tuas mãos 
As chaves das portas fatais 
Que só poderiam se abrir para mim 
E como o coração repousavas no silêncio 
Teus cuidados infatigáveis 
O fizeram vacilar perigosamente. 

 Podemos não nos encontrar no tempo 
Porque não notei que vigias no silêncio da noite 
E não descansas nem mesmo no tumulto do dia 
Como se não pudesse haver refúgio para mim 
Porque tu és o flagelo que desmorona a felicidade. 

 Eu te confiei o que tinha de mais caro 
O bem mais precioso que cercava-me a razão 
O tempo que poderia aproveitar para conhecer o mundo 
Deixei que escapasse de minhas mãos 
Porque esse último beijo não vai durar para sempre. 

 Quantos encantos brilharam em teus olhos 
Como promessas de uma revigorante chuva na primavera 
E tudo não passava de um tempo perdido 
Longas noites de sonhos e tormentas 
Tomaram o lugar do silencioso coração. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

A palavra é uma asa do silêncio

Se eu dissesse que te amo e não te amasse 
O fogo do amor continuaria ardendo em mim 
Qual crepitar das chamas 
E as fagulhas a desaparecer no infinito 
Quando deixasse de falar em amor assim. 

 Tudo é tão metafórico aqui dentro 
Se não há como entender o coração 
O que se pode fazer com a dor 
E quais palavras seriam necessárias 
Para que entendesse a solidão? 

 A palavra é uma asa do silêncio 
Assim como o mistério que há no olhar 
Pode ser que tenhas duas vidas 
E que não estejas tão longe assim 
Mas não posso esquecer que vivo a sonhar. 

 Não se vá nem mesmo por uma hora sequer 
Porque tomaria o seu lugar a saudade 
O sentimento que toma conta do coração 
Não pode ser descrito nos versos 
Porque não há como descrever a felicidade. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense