sexta-feira, 12 de maio de 2023

Versos que arrepiam a pele

No brilho sutil dos olhos que encantam, 
Nas curvas que esculpem desejos, 
Uma dança envolvente, suave e lenta, 
Nasce a sedução, entre risos e ensejos. 

Palavras sussurradas ao pé do ouvido, 
Versos que arrepiam a pele, sem pudor, 
Um convite misterioso, atrevido, 
A sedução se revela, cheia de ardor. 

Os lábios pintados em rubra tentação, 
Um convite para o beijo mais ousado, 
Um jogo de toques, uma provocação, 
Na sedução, um segredo é revelado. 

O perfume que paira no ar, inebriante, 
Desperta sentidos, desperta a paixão, 
Como um ímã, atrai a alma amante, 
A sedução é um convite à rendição. 

E entre olhares intensos, corpo a corpo, 
Na dança dos desejos, um compasso perfeito, 
A sedução se entrelaça, vai se soltar, 
E os corpos se encontram, num abraço estreito. 

Mas cuidado, sedução é uma arte, 
Uma dança de risco, de poder e emoção, 
Pois quem se entrega, abre o peito, 
E mergulhou no mar da mais doce ilusão. 

Que a sedução seja um jogo consentido, 
Entre almas que buscam se encontrar, 
Que a poesia se faça presente, sentido, 
E que o amor possa nascer e prosperar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Que seja eterno o seu sorriso

No brilho dos teus olhos, 
Encontrei um sorriso encantador. 
Tu é uma mulher de beleza infinita, 
Que ilumina meu mundo com muito amor. 

Teu sorriso é um raio de sol, 
Que aquece os corações ao redor. 
Um convite à felicidade, 
Um presente inestimável e de raro valor. 

Em teus lábios repousa a alegria, 
E neles encontro a paz que tanto procurei. 
Eles dançam como pétalas ao vento, 
Despertando emoções que se renovam desde que a encontrei. 

 Teu sorriso é uma sinfonia de encanto, 
Uma melodia que acalma minha alma. 
Ele transforma dias cinzentos em coloridos, 
E faz florescer esperanças que me acalma. 

 O teu sorriso, mulher admirável, 
É a prova viva do poder da serenidade. 
Ele irradia amor e compreensão, 
E nos envolve numa eterna felicidade. 

 Assim, meu poema é dedicado a ti, 
Mulher de sorriso tão especial. 
Que teus dias sejam sempre iluminados, 
E que teu sorriso seja eterno e imortal. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Vou adiante, mesmo sem saber

No mar de continuidades, navego sem rumo, 
Em busca de respostas, em meio ao nevoeiro. 
O futuro se revela um enigma profundo, 
E a cada passo dado, o destino é passageiro. 

As dúvidas são ondas que vêm e que vão, 
Sacudindo a embarcação da minha existência. 
Não sei que caminhos me levarão além, 
Pois o horizonte se perde na imensidão. 

A cada escolha, um universo se desfaz, 
E outros se abrem diante dos meus pés. 
Mas como saber qual o melhor caminho a seguir, 
Quando todas as estradas são tão efêmeras? 

A meditação é uma companheira constante, 
Que sussurra em meus ouvidos a cada momento sentido. 
Mas não posso temê-la, pois é na sua sombra 
Que encontro a coragem de enfrentar o desconhecido. 

E assim, vou adiante, mesmo sem saber, 
Se minhas pegadas se perderão no tempo. 
Pois a vida é feita de intensidades e riscos, 
E é nas suas entranhas que descubro meu alento. 

Então, permita-me dançar na corda bamba da vida, 
Com a certeza de que o medo não me dominará. 
Pois só através das incertezas eu me reinvento, 
E na sua imprevisibilidade, encontro a paz que me acalmará. 

Que as ideias conclusivas sejam meu mote e meu abrigo, 
Enquanto eu navego neste mar turbulento. 
Pois é nas suas águas revoltantes que encontro a verdade, 
E me entrego ao fluxo incerto do tempo. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense (*)

Mãe, guardiã dos sonhos

No vasto oceano da minha existência, 
Há um porto seguro, sublime e sereno. 
És tu, mãe, a essência da minha essência, 
A luz que me guia, o amor mais pleno. 

Nos teus braços, encontro abrigo e calor, 
No teu sorriso, a força para sorrir. 
És a inspiração, a minha eterna flor, 
A presença divina que nunca há de fugir. 

Com ternura infinita, me ensinaste a viver, 
Caminhaste a meu lado, em cada passo meu. 
Mesmo quando falhei, nunca deixaste de acreditar, 
Que sou capaz de conquistar o que é meu. 

Nos teus olhos, vejo um mar de dedicação, 
Na tua voz, ouço palavras de sabedoria. 
És a defensora incansável do meu coração, 
A guardiã dos sonhos que trago em minha poesia. 

Nas tuas mãos, há um toque de cura e afago, 
No teu colo, descanso minhas dores e medos. 
És o farol que guia, a guerreira que não se abate, 
A musa eterna que enche de orgulho meus versos. 

Mãe, és o milagre que a vida me presenteou, 
Um amor que transcende a própria essência. 
Neste poema, pequeno tributo que ofereço, 
A ti, rainha suprema, fonte de minha existência. 

Obrigado, mãe, por tudo que és e representa, 
Pelas lágrimas e sorrisos que compartilhamos. 
Sei que sou amado, pois me deste asas, 
Para voar livremente, mesmo que nos distanciemos. 

Que os ventos da vida te sejam sempre leves, 
Que a felicidade encontre morada em teu peito. 
Eu te amo além do que as palavras descrevem, 
Mãe, meu eterno amor, meu porto perfeito. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense (*)

Na solidão

Na vastidão silenciosa do meu ser, 
Encontro-me imerso na solidão, 
Um oceano de pensamentos a crescer, 
Um eco solitário em meu coração. 

Nas sombras frias da noite escura, 
Caminho sozinho sem ninguém por perto, 
Os passos ecoam, a alma se mistura, 
Com a tristeza que habita neste deserto. 

No silêncio, sinto-me pequeno e frágil, 
Como uma estrela perdida no céu distante, 
Observando a vida que segue seu afã ágil, 
Enquanto eu permaneço na solidão constante. 

A solidão, como uma companheira fiel, 
Aconchega-se em meus braços com destreza, 
Envolve-me em sua teia de um véu, 
E tece a tristeza em minha tristeza. 

Mas na solidão também encontro abrigo, 
Um espaço de introspecção e reflexão, 
Um tempo precioso para o autoabrigo, 
Onde posso encontrar minha redenção. 

Na solidão, nasce a melodia do meu ser, 
Palavras ganham vida em poesia, 
É nesse encontro solitário que posso ver, 
A beleza que reside em minha fantasia. 

E assim, abraço a solidão como parte de mim, 
Um portal para um mundo interior vasto e profundo, 
Um lugar onde a alma encontra seu fim, 
E se liberta, encontrando paz no mundo. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense (*)

Pode ir

Se não queres mais ficar 
Pode seguir o seu caminho 
Não precisa ficar 
Pode ir para onde quiser 
Deixe apenas a saudade 
Estarei bem com ela de companhia. 

Quando foi 
Que não vi mais o brilho do seu olhar? 
Em que momento 
Deixei de fazer parte dos seus sonhos? 
Eu não percebi nada disso 
E agora diz que quer ir embora. 

Não posso impedir sua partida 
Não posso segurar seu coração 
Mesmo sabendo que sentirei muita falta 
De tudo que você me faz sentir 
Do seu carinho tão bom 
Da sua presença tão aconchegante. 

Comigo vai ficar a saudade 
E lembrarei de ti 
Nas minhas noites solitárias 
Em sonhos te buscarei 
E nos pensamentos 
Sempre terá um espaço só seu. 

Quando você se for 
Ficará em mim a solidão 
E nela poderei pensar melhor 
No que fiz para perdê-la assim 
E me conformarei com as lembranças 
Do seu sorriso tão encantador. 

Pode ir 
Desejo a sua felicidade 
Que possas encontrar o seu caminho 
Que o sol volte a brilhar em sua vida 
E seu sorriso possa encantar 
Os olhos que fitarem os seus. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Perdido

Busco respostas para perguntas 
Que nem sei de onde surgiram 
Uma angústia sem sentido toma conta da alma 
Como se tentasse alcançar o infinito 
Na esperança de encontrar uma solução 
Algo que respondesse aos anseios 
Que realizasse o desejo tão profundo 
Impregnado no mais secreto do coração. 

Olhares parecem facas afiadas em minha direção 
Querem saber o que se passa no coração 
Como se isso fosse algo importante 
Quando na verdade não passam de tolos desvairados 
Tentando colocar tropeços em meu caminho 
Crendo firmemente que por me encontrar perdido 
Não consigo chegar a lugar algum. 

Estar perdido em si mesmo faz parte da vida 
Ou quem poderia bater no peito 
E dizer que nunca se encontrou sozinho 
Perdido em meio aos pensamentos tolos do coração? 
A busca inquieta de uma alma abatida 
De mãos dadas com a solidão em noites escuras 
Que fazem estremecer todas as memórias. 

Em minha busca silenciosa por respostas 
Caminho devagar observando o tempo que passa 
Os sorrisos falsos e tolos que disfarçam a tristeza 
Os olhares invejosos e ameaçadores 
Que desejam o meu fim 
Entre o céu e a terra há mais perigo 
Do que podemos imaginar 
E viver é tão perigoso quanto inexplicável 
Porque ninguém poderá dizer que nunca esteve sozinho 
E estar sozinho, mesmo que por um momento sequer, 
É aceitar a sua completa ineficácia neste mundo 
Saber que ao estar sozinho você está perdido. 

Busco respostas em mim mesmo 
No olhar mais profundo de quem olha para mim 
No sorriso de uma criança 
Na canção de uma melodia e nos versos da poesia 
Onde a esperança desfila os seus acordes 
E avisa aos perdidos como eu 
Que a vida só tem sentido 
Se não soubermos as respostas 
Porque elas poderiam nos deixar mais tristes ainda. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 9 de maio de 2023

Tédio

Sem esperar que algo de novo aconteça 
Caminha despretensiosamente 
Se olhar para o abismo vai ver 
Bem no profundo de sua alma 
Que ele chama pelo seu nome 
 Até Eco pode confirmar isso ao gritar 
Nas montanhas onde o vento é silencioso 
Onde o sol não toca a terra 
E as borboletas desviam das armadilhas 
Que as aves deixaram plantadas na escuridão. 

Existe uma dor profunda no coração 
Uma angústia na alma que deseja ardentemente 
Fugir das armadilhas invisíveis da paixão 
Que aprisionam as mentes mais indefesas 
Que arrancam os pensamentos com suas armas 
E deixam o sangue escorrer pelos poros 
Na escuridão é que se vê a ilusão 
Quando os olhos começam a se acostumar 
Gritam para que não acendam as luzes. 

No lugar mais profundo da alma 
O silêncio nunca será uma boa companhia 
O tédio gosta mesmo de morar com os solitários 
Porque pode estender suas garras afiadas 
Mesmo que ninguém queira vê-lo por ai 
Não adianta tentar esconder dos seus olhos 
É apenas uma perca de tempo idiota 
Porque o tempo vai e volta com suas artimanhas 
E no outro dia o tédio voltou a fazer companhia. 

Abra os seus olhos e tente contemplar 
Na escuridão do deserto corre a serpente 
Na floresta o lobo está a espreita 
E você acaba sendo vítima dos larápios da cidade 
Dos contadores de histórias miraculosas 
Que enganam até a própria morte com suas ladainhas 
E por mais que você deseje outra vida 
Não haverá nenhum minuto de paz para onde vais 
Porque o infinito não pode segurar em suas mãos. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Caminhos

Ando por uma estrada sem rumo 
Com a solidão a me fazer companhia 
As densas florestas ofuscam o brilho do sol 
E não vejo a luz do dia. 

Tropeço em algumas pedras na jornada 
Pois meus olhos não contemplam o alento 
A caminhada é fria e solitária 
Que nem aos cantos dos pássaros é possível estar atento. 

Meus olhos choram essa triste ilusão 
De acreditar na eterna felicidade 
Pois os caminhos nem sempre são de flores 
E os espinhos revelam uma sinistra saudade. 

Meus passos são indecisos neste caminho 
Porque nele não encontro segurança 
Seus olhos não contemplo na distância 
E perdi do coração toda esperança. 

Caminhos tortuosos e solitários 
São o que restou para os meus passos 
A partir do momento em que foste embora 
E não mais senti o calor dos seus braços. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Paixão além da imaginação

Nos seus olhos a expressão do amor 
Estampado em seu sorriso 
A essência da paixão 
Que não consegue disfarçar 
O desejo que sente no coração 
A sensação de viver intensamente 
O sentimento puro e verdadeiro. 

Deixa-se estender nos braços abertos 
E fecha os olhos com as carícias 
Mais profundas que ultrapassa a pele 
E chega ao coração 
O sentimento de sentir-se tão querida 
É maior do que qualquer coisa sentida um dia 
Então sabe que és amada. 

Um dia o amor chegou de mansinho 
Nos braços e abraços carinhosos 
Que revelava a proteção e sinceridade 
De uma paixão além da imaginação 
O amor em sua verdadeira essência 
Que revela a felicidade 
 Nos mais singelos gestos de afeto. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Estranha forma de querer

No silêncio do amanhecer 
Não encontrei o seu olhar 
Vi em mim desvanecer 
A alegria na forma de te amar. 

Não soube ao certo dizer 
O que escondia no coração 
E eu não soube entender 
O que transformou isso em ilusão. 

Eu sempre quis o seu carinho 
Sempre sonhei em te querer 
Só não soube que o seu caminho 
Não era o mesmo que desejava viver. 

Estranha forma de querer 
Causou em mim essa ilusão 
Eu não sei agora como esquecer 
Essa que preenchia o meu coração. 

No caminho que sigo agora 
Resta em mim uma triste solidão 
Desde o momento em que foi embora 
Não encontro paz no coração. 

A vida tem formas estranhas de dizer 
Quando um amor futuro não tem 
E assim só resta o sentimento esquecer 
Para que possa ainda estar bem. 

Saber que ainda existe vida 
É a melhor forma de sonhar 
Em algum lugar receberá guarida 
Em alguém que vai querer te amar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 7 de maio de 2023

Quem esconde consigo a chave do mundo?

Por acaso poderia eu perguntar alguma coisa? 
Pesadelos imponentes poderiam mudar a situação 
Se não estivéssemos tão distantes do Éden 
E se não vivêssemos em tempos tão utópicos 
Mas quem poderá escapar a essas armadilhas 
Esses embaraços construídos ao longo do caminho 
Que quase ninguém consegue ver? 

Se perguntasse-lhe a verdade mais incômoda 
Por acaso teria a coragem em dizer-me com sinceridade? 
Provavelmente não. 
Com certeza não! 
Quem esconde consigo a chave do mundo? 
Quem escreveu as memórias escondidas nas estrelas? 
Quem incendiou os corações inflamados de desejos? 
Ah! Quem poderia ter tais respostas 
E revelasse aos humanos a sua incapacidade 
Contasse-lhes o quanto são fracos em si mesmos. 

Aprenda uma coisa que não te contaram ainda 
Ninguém pode viver a sua vida 
Nada pode ser mais incoerente do que isso 
Você deve ser o personagem principal da sua história 
E se não for dessa forma não será de outra 
Porque tu és um verme desde que saiu do barro 
Se não consegues vislumbrar a liberdade 
De tornar-te um vaso que possa ter um valor. 

O mundo não é o que conhecemos 
Porque não sabemos muitas coisas que existem 
Devido a nossa incapacidade de alcançar a sabedoria 
Tolos convivem conosco o tempo todo 
Tomam os espaços e preenche o vazio com tolices 
E nós apenas rimos e nos divertimos com tudo isso 
Sem nos darmos conta de que o tempo passa 
De que a noite breve chegará com sua escuridão. 

Testemunho a verdade mais contundente da natureza humana 
De que as pessoas são os receptáculos de remorso 
Uma imagem que quase ninguém quer ver 
E por isso não se olham no espelho para não se assustarem 
Mesmo sabendo de que nada adianta 
Porque não há lugar em que possam se esconder 
Do que é assustador e obscuro na caminhada humana. 

Uma única conversa com o inatingível 
Pode durar mil anos e nada resolver 
Nem mesmo as profecias implícitas nas poesias 
Serão capazes de abrir os olhos de quem não tem cérebros 
É tudo uma batalha sem sentido 
Uma luta perdida contra o tempo que não para 
Porque as palavras, os segredos e as drogas espalhadas 
Nada podem fazer para mudar o cenário caótico 
Em que estão atolados a maioria dos seres humanos. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Existência de vidas desoladas

Sentado solitário e reflexivo 
No banco da praça 
Observo o que acontece a minha volta 
Para descobrir se a vida tem graça. 

É fácil perceber um grupo de pessoas 
Todos os dias por ali 
Envoltos em seus afazeres rotineiros 
Como se tudo acabasse aqui. 

Corpos esqueléticos e fedorentos 
Fumam maconha e cheiram cocaína 
Sob a luz do sol 
Acabam-se injetando heroína. 

Olhares distantes revelam 
A angústia de almas desoladas 
Que entornam corotinhos de pinga 
Na alegria falsa de suas risadas. 

Pessoas sem nenhuma expectativa 
Na existência dessa caminhada 
Triste vidas de pessoas que não vivem 
A alegria da alvorada. 

Então penso nas oportunidades 
Que recebo a cada alvorecer 
De poder contribuir para a posteridade 
Com a expressão do que é viver. 

Nossa sociedade hipócrita deveria 
À essas pessoas seus olhos voltar 
Pois são almas que necessitam amparo 
De outras que saibam amar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 6 de maio de 2023

Sem mais delírios

Pense um pouco sobre a vida 
Reflita sobre a existência 
O que tens feito? 
Qual é o tamanho do seu sonho? 
Tem algum sentido o seu viver? 
Ao fazermos essas perguntas 
Deixamos de nos acomodar 
Saímos da zona de conforto 
Porque a vida é muito mais do que pensamos 
Viver está além do que um dia imaginamos 
E não podemos nos conformar 
Não podemos ficar navegando só em águas tranquilas 
Se quisermos alcançar novos horizontes 
A jornada é longa e árdua 
Mas as paisagens distantes valem a pena. 
Sem mais delírios 
Devemos seguir os sonhos do coração 
Buscar a plenitude do viver 
A alegria da conquista 
E tudo isso depende de muito esforço 
Muita dedicação 
Quanto maior o sonho, 
Mais difícil é a caminhada 
No entanto, a glória é inexplicável 
Quando sentimos a brisa no alto da montanha 
O toque suave do vento em nosso rosto 
O céu tão perto que quase podemos tocá-lo 
É a sensação mais maravilhosa que existe 
Por isso vale a pena viver 
Sonhar e conquistar os sonhos. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Efeito do caos

Por onde passou a tempestade 
Está tudo bagunçado 
Espalhadas as folhas 
A esperança demolida com o vento 
E os sonhos desfeitos 
Apenas o efeito do caos 
Que causou em mim. 

O coração não deu ouvidos 
Não observou os sinais 
Não entendeu nada 
E tudo se foi com o tempo 
Um furacão de emoções 
Pensamentos desfeitos 
Com a tempestade 
E o efeito do caos provocado. 

Pare de falar sobre isso 
Exclama uma voz na escuridão 
Quando são apenas fantasmas 
Que se escondem no coração 
O sentimento é sufocado 
Porque não deseja mais nada 
Que um dia possa ser lembrado. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense