domingo, 10 de dezembro de 2023

Sentimento exposto

Eu abro o meu coração 
Deixo o sentimento exposto 
Você precisa saber 
O quanto eu amo você 
O quanto penso em você. 

O sentimento do meu coração 
É mais profundo que o oceano 
E eu só sei pensar em você 
Por isso você precisa saber 
O quanto amo você! 

Você que é tão especial 
A flor mais linda do jardim 
Tomou conta do meu coração 
Dominou os meus sentimentos 
E eu só sei pensar em você! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 9 de dezembro de 2023

A Cultura que criamos

Na teia do tempo, dança a cultura, 
Um manto de cores, trama que perdura. 
Nós, fios entrelaçados, tecemos o viver, 
Absorvendo do mundo, a arte de aprender. 
No alvorecer da história, nasce a semente, 
De tradições ancestrais, raízes da gente. 
Somos esponjas da sabedoria do passado, 
No livro da cultura, capítulos são folheados. 

Em cada gesto, em cada canção, 
A cultura se revela, rica de emoção. 
A dança dos povos, a pintura da fé a nascer, 
No palco da vida, a cultura é o que se pode ver. 
Mas não somos apenas receptáculos inertes, 
Somos artífices ativos, criadores experts. 
No cadinho das ideias, forjamos a expressão, 
Desenhando o amanhã, criando uma nova visão. 

Nas praças da cidade, nos becos do saber, 
Moldamos o barro, fazemos acontecer. 
A linguagem que falamos, o modo de vestir, 
Cada escolha, um ato, a cultura a fluir. 
A culinária, um festim de gostos e cheiros, 
O idioma, um caleidoscópio de versos inteiros. 
Nossas mãos, como pinceis, delineiam o espaço, 
Esculpem o tempo, num eterno abraço. 

Cultura é ponte, é elo, é pontapé inicial, 
Do conhecimento, faz-se o trampolim vital. 
Absorvemos do mundo, mas também contribuímos, 
A cultura é o palco onde todos nós existimos. 
Na dança eterna do ser que sabe criar, 
Nós somos a história, a cultura a pulsar. 
No grande palimpsesto da humanidade, 
Absorvemos e escrevemos, em nossa realidade. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Na poesia dos olhares

Um olhar de pura sedução, mistério se revela, 
Como a lua que dança na noite estrelada. 
É um convite sutil, uma chama que se acende, 
Atraindo corações numa dança apaixonada. 

No brilho dos olhos, um segredo guardado, 
Histórias que se entrelaçam, silenciosas, mas ousadas. 
É um convite ao desconhecido, uma promessa no ar, 
Uma dança de desejos, como ondas delicadas. 

A intensidade desse olhar, como fogo que arde, 
Queimando desejos, desfazendo barreiras. 
Palavras são desnecessárias quando os olhos falam, 
E a linguagem do coração se desfaz nas fronteiras. 

É um jogo de luz e sombra, um baile no pensamento, 
No compasso da paixão, um convite às sensações. 
Cada pestanejar, um capítulo desvendado, 
Na poesia dos olhares, um romance nas emoções. 

Nesse olhar de sedução, o mundo se transforma, 
E o tempo se suspende, como sonhos não descritos. 
É a magia da atração, a poesia dos sentimentos, 
Em um único olhar, mil versos são escritos. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

A arte de pensar

O pensamento, pincel na mão do artista, 
Traça a tela da mente, uma obra nunca vista. 
Cores de dúvida, nuances de certeza, 
No quadro do raciocínio, se cria a beleza. 

Na galeria do pensamento, a mente dança, 
Uma sinfonia de ideias, uma eterna lança. 
A arte de pensar, sublime e profunda, 
Um universo vasto, que a alma inunda. 

No palco do cérebro, se esculpe o sentimento, 
Como um escultor modelando o próprio pensamento. 
Criação de versos em constante ebulição, 
Um fluir de conceitos, revelando emoção. 

Palavras tecidas, como de uma trama, 
No intelecto, lágrimas, uma mente se inflama. 
Poetizando o mundo, com a força do coração, 
O pensamento dança, em uma pura expressão. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Poemas que desisti de rasgar

Entre versos e rimas, um poema oculto, 
Escrito com tintas da alma, sem tumulto. 
Percorri linhas, desvendei segredos, 
Mas, nas entrelinhas, guardei meus medos. 

Poesias que brotavam como flores, 
Cada estrofe, capítulos de amores. 
Mas no íntimo, um dilema persistia, 
Entre revelar uma dor ou uma alegria. 

Rasgar como palavras, como papel frágil, 
Seria um ato de coragem ou desatino ágil? 
Cada sílaba, um fragmento de mim, 
E, ao rasgar, tudo teria um triste fim. 

Desisti do gesto brusco, da ruptura, 
Pois cada verso trazia uma ternura. 
Mesmo nos momentos de desespero, 
Uma poesia sempre foi meu refúgio sincero. 

Então, guardei os poemas de emoção, 
No silêncio, onde descritos os sonhos são. 
Não rasguei as linhas do meu coração, 
Deixei intacta a minha confissão. 

Na gaveta da alma, melodias de amor, 
Como tesouros que o tempo abraça sem dor. 
Desisti de rasgar, optei por guardar, 
Cada palavra, o meu jeito de sonhar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Mil altares

No palco da memória, a cena persiste, 
Um amor que se foi, mas não desiste. 
Na mente, o eco de risos e olhares, 
Como sombras dançando em mil altares. 

A dor se entrelaça em versos sofridos, 
No peito, o eco de suspiros perdidos. 
É difícil romper os laços do passado, 
Quando o coração segue bem amarrado. 

As lágrimas caem como chuva fina, 
A saudade tece uma teia divina. 
A cada lembrança, um suspiro profundo, 
No labirinto do amor, falta-me o mundo. 

 Mas há de vir o tempo, lento e seguro, 
Cicatrizando feridas, trazendo o futuro. 
E nesse palco da vida, novo esplendor, 
Aprendendo esquecer e a recomeçar com amor. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Só penso em ti

Em um misto de pensamentos me desfaço, 
Perco-me nas dobras da mente minha, 
Quando de mim, meu ser se aninha, 
E só teu nome, em mim, ecoa em traço. 

Teu ser, qual luz que ao meu ser devasso, 
Envolve-me em carícias que fascina, 
E eu, preso em tua órbita divina, 
Perco-me em sonhos, em teu doce abraço. 

Não mais me vejo, quando em ti me enleio, 
Nem sei onde termina o meu desvelo, 
Pois, em teu ser, meu eu se desvanece. 

Assim, só penso em ti, meu doce anseio, 
E o que sou se dissolve em teu zelo, 
Na dança eterna do amor que floresce. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

O teu olhar e o teu sorriso

Nos versos que tecem a trama do olhar, 
Em cada centelha, um doce sonhar. 
Teus olhos, estrelas em noites serenas, 
Refletem a luz, suave, amena. 

O encanto que brota do teu sorriso, 
Um sol que aquece o coração indeciso. 
É como a aurora, despertando o dia, 
Desenha-se em curvas de pura alegria. 

Na dança dos lábios, a melodia, 
A beleza se eterniza, se cria. 
Canta a sinfonia de um amor febril, 
Nas entrelinhas desse doce perfil. 

Neste olhar encontro paz para o coração 
No sorriso a alegria que tira a ilusão. 
No singelo soneto que exalta teu ser, 
A poesia se tece, a vida a florescer. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Ardente chama

No crepúsculo do coração, ardente chama, 
Paixão que queima, como fogo sem fim, 
Em versos, declaro um desejo que clama, 
Na sinfonia do amor, um doce motim. 

Teu olhar, centelha que incendeia a alma, 
Na pele, o calor de um toque proibido, 
Em cada suspiro, a promessa que embalsama, 
No silêncio, um segredo, nosso gemido. 

Oh, desejo incontido, feito mar revolto, 
Nossos corpos entrelaçados, dança envolvente, 
Num êxtase que transcende o tempo solto. 

Que nossos beijos sejam poesia encantada, 
E o amor, qual fogueira, nos consuma inteiramente, 
Num soneto que celebra essa paixão declarada. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Batidas do coração

Hoje só resta chorar 
Pela desilusão da vida; 
Nos olhos marejados de lamentar 
A tristeza da despedida. 

Partiste sem dar um aviso 
Do que te fazia sofrer; 
Agora sei que o sorriso 
Era falso e sabias esconder. 

De longe pode se ouvir 
As batidas do meu coração; 
Não sei porque deixei você ir 
Se não suporto essa solidão. 

Vivo a esperança do amor 
De que um dia possas voltar; 
Para aquecer-me com seu calor 
E, outra vez, me amar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Casulos infestados

Se eu sonhar e não acreditar 
De que vale esse sonho? 
Qual pássaro consegue sobreviver sem suas asas? 
A solidão é sempre uma companhia confiável 
Ou apenas mais uma torturadora sem coração? 
Eu faço perguntas que não posso responder 
Eu busco respostas onde não costumo encontrar 
E a vida continua seguindo o seu curso infinito 
Onde vidas são ceifadas diariamente 
No círculo infinito da existência 
Cada buraco de uma rua mal cuidada 
É o reflexo de uma ilusão perdida 
E a desilusão de vidas que ficaram sozinhas 
Na vastidão de cidades vazias 
Prédios abandonados são casulos infestados 
Que não guardam memórias 
Porque os sonhos não podem terminar 
Cada vez que você acorda de manhã. 
Atrás das montanhas o que se esconde? 
De onde veio o vento que tocou o seu rosto? 
Onde estavam as borboletas que voavam ontem? 
E continua as perguntas a martelar 
Inteligência que não é nada artificial 
De um tempo que percorre a minha mente 
Transtorno de noites obscuras 
Mais do que escuras que torturam 
Que destroem qualquer indícios de sobrevivência. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

A lua chorou lágrimas de pranto


No palco da vida, um drama se desenha, 
Um soneto triste de um amor perdido. 
No peito, a dor, como punhal ferido, 
Ecoa a melodia que a alma envenena. 

Era um conto de encanto, doce novena, 
Mas o destino, cruel e destemido, 
Separou nossos caminhos, prevenido 
De um desfecho que o coração encena. 

No céu, as estrelas perderam a cor, 
A lua chorou lágrimas de pranto, 
E o sol se pôs, levando consigo o calor. 

O jardim da paixão murchou no encanto, 
Restando apenas saudade e muita dor, 
Um soneto triste, eterno desencanto. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Teu corpo, poesia esculpida

No jardim da mente, onde os versos acalenta, 
Um poema sobre teu corpo, um lindo sentimento 
Cria, de raízes, do solo faz-se pensamento, 
Como uma melodia que ecoa, suave e lenta. 

Teu corpo, poesia esculpida em formas divinas, 
Versos que dançam, entrelaçam, entorpecem almas. 
Cada curva, uma estrofe, cada toque, uma rima, 
No palco da imaginação, a sensação que acalma. 

Tua pele, um pergaminho onde a tinta se derrama, 
Palavras tatuadas, segredos que a alma proclama. 
Nos recantos do meu ser, o poema se torna canção, 
Como a beleza do teu ser preenche o coração. 

Uma suavidade dos teus lábios, versos silenciosos, 
Não há eco do desejo, apenas desejos de momentos. 
Teu olhar, estrofe que prende, que encanta, 
Um poema eterno, que o coração implanta. 

Em cada carícia, poesia que se revela, 
Um soneto, que a paixão desvela. 
Teu corpo, um livro aberto, em páginas de encanto, 
Nenhum teatro do amor, protagonista do meu pranto. 

O poema floresce, cresce e se entrelaça ao coração, 
Entre os ramos da mente, onde há abraço com emoção. 
A beleza do teu corpo, dona dos versos a persistir, 
Criando raízes no meu ser, para sempre existir. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

A brevidade da vida

Em um instante breve, a vida se desfaz, 
Como a brisa que toca a face sutil. 
O tempo, impiedoso, não se refaz, 
E o curso inexorável é sempre hostil. 

Nas asas do vento, voam os dias, 
Como pássaros livres no firmamento. 
E o relógio, implacável, não cria 
Momentos eternos, voa como o pensamento. 

Oh, efemeridade da existência humana, 
Num palco efêmero, breve é a dança. 
Os anos escorrem como areia branca, 

Cada segundo é uma nova chance, 
Para amar, sorrir, fazer esperança, 
Pois a vida é breve, mas cheia de bonança. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 3 de dezembro de 2023

Mãe querida (In Memoriam)

Na vastidão dos dias, tua ausência ecoa, 
Mãe, estrela que partiu, saudade que magoa. 
No álbum da memória, páginas de afeição, 
Guardo as lembranças, tesouros no coração. 

Oh, doce presença que o tempo levou, 
Teus passos se foram, a saudade ficou. 
No aconchego do lar, tua voz ecoa, 
Nas asas do vento, a lembrança voa. 

As mãos que embalaram sonhos e esperanças, 
Agora repousam, tecendo lembranças. 
No silêncio da noite, sinto tua brisa, 
A carícia do amor que jamais se avisa. 

As lágrimas são versos que o coração descreve, 
Na poesia da saudade, a alma transcreve. 
Na cozinha, teu perfume ainda flutua, 
Receitas de amor que a vida perpetua. 

Na sala vazia, ecoam risadas, 
Momentos de ternura, almas entrelaçadas. 
A cadeira vazia, testemunha silenciosa, 
Da presença eterna que lembra a senhora. 

No retrato amarelado, sorriso guardado, 
Olhos que contam histórias do passado. 
No peito, a saudade é fogo que arde forte, 
A chama do amor não será vencida pela morte. 

Ah, mãe querida, que na eternidade descansa, 
Teu legado é luz que em mim avança. 
Nas estrelas, vejo teu olhar sereno, 
Na saudade, encontro o amor sempre pleno. 

A vida segue, mas a alma suspira, 
Na saudade, a presença nunca expira. 
No coração, um altar de amor sempre arderá, 
Onde tua memória, eternamente, nos seguirá. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Homenagem: Maria José Souza Silva (Mãe) 
(10/05/1956 - 01/12/2023)