Sem que tenham decifrado as marcas do caminho,
Sem que conheçam as batalhas que lutei sozinho,
Pois nem todo coração se revela em palavras,
E nem toda verdade encontra ouvidos dispostos.
Quem sabe confundam minha firmeza com orgulho,
Minha solidão com desprezo,
Minha maneira de seguir com indiferença,
Mas somente eu conheço o preço
De permanecer inteiro depois de tantas quedas.
Não quero viver moldado pela opinião alheia,
Nem vestir máscaras para merecer abraços,
Nem abandonar meus princípios por aprovação,
Porque há uma paz que nasce quando somos nós mesmos,
Mesmo quando o mundo prefere outra versão.
Se um dia minha história for mal compreendida,
Que digam o que quiserem sobre meus passos;
Não carregarei comigo a necessidade de convencer ninguém,
Levarei apenas a certeza tranquila
De que não traí minha própria essência.
E quando chegar a hora de partir,
Que eu leve no peito a verdade que escolhi,
A consciência limpa de quem permaneceu fiel,
Porque ser compreendido é um privilégio,
Mas ser fiel a si mesmo é uma escolha.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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