Dos dias que não pediam explicação,
Do riso solto, quase infinito,
Como se o mundo fosse apenas promessa,
E o amanhã não tivesse peso algum.
Havia um brilho simples nas pequenas coisas,
Um encanto escondido em cada instante,
O vento era canção, o silêncio era abrigo,
E o tempo passava sem ser notado,
Como um rio calmo que não teme o fim.
Carrego essas lembranças como quem guarda luz,
Um eco distante de quem eu fui,
Há uma saudade que não fere, mas insiste,
Feito sombra suave ao entardecer,
Lembrando que a felicidade já teve nome:
Juventude.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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