sábado, 17 de outubro de 2026

A felicidade da juventude

 Eu me lembro da felicidade leve da juventude, 
Dos dias que não pediam explicação, 
Do riso solto, quase infinito, 
Como se o mundo fosse apenas promessa, 
E o amanhã não tivesse peso algum. 
 
Havia um brilho simples nas pequenas coisas, 
Um encanto escondido em cada instante, 
O vento era canção, o silêncio era abrigo, 
E o tempo passava sem ser notado, 
Como um rio calmo que não teme o fim. 
 
Carrego essas lembranças como quem guarda luz, 
Um eco distante de quem eu fui, 
Há uma saudade que não fere, mas insiste, 
Feito sombra suave ao entardecer, 
Lembrando que a felicidade já teve nome: 
Juventude. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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