sábado, 17 de outubro de 2026

Tecendo a poesia

 Sonhando, vou tecendo a poesia, 
Como quem molda o nada em emoção, 
E encontra, na mais profunda fantasia, 
Um eco oculto do próprio coração. 
 
No véu da noite, a alma principia 
Um canto feito de ilusão e chão, 
E cada verso, em doce alquimia, 
Transforma dor em breve redenção. 
 
Quando a aurora invade o pensamento, 
E rompe o frágil fio da criação, 
Resta em mim um vago sentimento 
 
De ter tocado a própria imensidão, 
Pois mesmo ao fim de todo encantamento, 
O sonho escreve em mim sua canção. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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