Próximo do infinito,
Longe da imaginação,
Onde jaz um amor tão bonito
Que nem o tempo ousa tocar.
Suas fúlgidas memórias
Descem como estrelas antigas,
Ecoando num coração
Que aprende a amar no escuro.
Ali, onde o cálculo falha
E a mente não alcança,
O amor descansa
Como segredo de constelações.
E o coração,
Que é feito de cicatrizes e auroras,
Ergue-se paciente,
Sabendo que certas belezas
Não se explicam — apenas permanecem.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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