Agora me enche o coração?
Não é feito de rimas perfeitas,
Nem cabe inteiro no papel.
É um poema que pulsa,
Nasce quando teu nome
Atravessa meus pensamentos
Sem pedir licença,
Quando o silêncio fica mais cheio
Do que qualquer palavra dita.
É um poema de espera e vertigem,
Feito de olhares que não se confessam,
De vontades que aprendem a respirar devagar
Para não se denunciarem.
Agora o amor me ocupa assim:
Como um verso que insiste,
Uma estrofe inacabada
Que não quer fim,
Apenas presença.
E talvez seja isso
O que me enche o coração:
Não o poema escrito,
Mas aquele que acontece
Quando penso em você
E tudo dentro de mim
Se reorganiza em poesia.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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