sábado, 18 de julho de 2026

A poesia como guia

A poesia caminha ao lado dos que procuram sentido. 
Ela não exige respostas prontas. 
Abre caminhos onde antes havia apenas dúvidas. 
Convida o olhar a atravessar as aparências. 
E faz da inquietação o início da descoberta. 

Há uma geração que corre sem saber para onde. 
Acumula notícias, imagens e ruídos. 
Mas continua com sede de significado. 
É nesse vazio que o poema acende uma pequena luz. 
Sem impor verdades, apenas oferecendo horizonte. 

Cada verso é um encontro com a própria consciência. 
A palavra torna-se espelho e também janela. 
Mostra quem somos e o que ainda podemos ser. 
Recorda que a sensibilidade não é fraqueza. 
É a força silenciosa que transforma pessoas. 

A poesia ensina a escutar o que permanece oculto. 
Reconhece beleza nas coisas mais simples. 
Abraça a memória e acolhe o futuro. 
Resiste ao esquecimento que empobrece o espírito. 
E preserva a humanidade em cada gesto. 

Que nunca faltem poetas entre os inquietos. 
São eles que mantêm viva a esperança da linguagem. 
Plantam perguntas que amadurecem com o tempo. 
Oferecem direção sem aprisionar a liberdade. 
E deixam acesa a chama que conduz cada geração. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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