segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Vencer nem sempre basta

 Não nasce a luz no brilho da aparência, 
Mas no silêncio antigo da razão; 
O tempo vai lapidando a consciência 
Como o rio esculpe a pedra com a mão. 
 
Quem busca apenas glória ou recompensa 
Encontra o pó das ilusões no chão; 
A alma se fortalece na presença 
Da dor que educa o frágil coração. 
 
Aprendi que vencer nem sempre basta, 
Que a paz não mora onde o orgulho impera, 
Nem o destino cede ao nosso intento. 
 
Feliz aquele que de si se afasta 
Para encontrar, na verdade que o espera, 
A eternidade oculta no momento. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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