Mas no silêncio antigo da razão;
O tempo vai lapidando a consciência
Como o rio esculpe a pedra com a mão.
Quem busca apenas glória ou recompensa
Encontra o pó das ilusões no chão;
A alma se fortalece na presença
Da dor que educa o frágil coração.
Aprendi que vencer nem sempre basta,
Que a paz não mora onde o orgulho impera,
Nem o destino cede ao nosso intento.
Feliz aquele que de si se afasta
Para encontrar, na verdade que o espera,
A eternidade oculta no momento.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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