Ele lateja em ruídos vastos demais,
Enquanto em mim há um céu recolhido
Onde constelações nascem em silêncio.
Carrego um universo que não pede mapas,
Feito de versos que não se curvam à métrica,
Palavras que respiram tortas,
Mas vivas como nervos expostos.
O mundo exige respostas.
Meu abismo prefere ecos.
Lá, tudo é ausência que pulsa,
Tudo é sombra que diz.
Há galáxias em mim que não rimam,
E ainda assim orbitam.
Porque nem toda harmonia é som,
Às vezes é apenas permanência.
Já não me pergunto sobre fora.
Demasiado vasto, demasiado estranho.
Aprendi que o infinito mais indomável
Sempre coube silencioso aqui dentro.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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