Buscando o fogo de um antigo ardor;
Encontrei só a memória fatigada
Guardando as cinzas de um distante amor.
O tempo, em seu silêncio, não recua,
Nem torna viva a flor que já morreu;
A mesma estrada, agora, não é tua,
Nem o meu peito é o mesmo que sofreu.
Compreendi que insistir é vão combate,
Contra a razão que o próprio tempo ensina;
Nenhum desejo vence o que se abate.
E sendo assim, deixei o ontem na colina,
Pois quem abraça a paz jamais debate
Com a saudade que o passado domina.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:
Postar um comentário