Mas encontrei o silêncio diante de mim.
Compreendi que nem tudo pertence ao meu querer,
E que a dor também é mestra do caminho.
Não governa o sábio aquilo que perdeu,
Mas a maneira como enfrenta a ausência.
Foi então que comecei a encontrar a mim mesmo.
A lua não prometeu encurtar a noite,
Nem as estrelas desfizeram minha saudade.
Ainda assim, o universo seguiu sua ordem,
Indiferente aos lamentos do coração.
Aprendi a aceitar o que não posso mudar
E a fortalecer aquilo que depende de mim:
Minha razão, minha coragem e minha paz.
Se um dia você voltar, serei grato.
Se nunca voltar, também seguirei em frente.
A felicidade não mora na posse, mas na virtude.
Quem domina a si mesmo jamais caminha sozinho.
As noites continuarão escuras para muitos,
Mas aquele que acende a própria consciência
Leva consigo um amanhecer que ninguém pode apagar.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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