Seja uma prisão invisível,
Grades feitas de raciocínios repetidos,
De cálculos sobre o que poderia ser.
Enquanto isso, o sentir, simples e vasto,
Passa diante de nós
Como um rio que não se deixa conter.
Pensamos em como amar,
Em como sorrir,
Em como viver,
Mas o sentir não pede instruções.
Ele acontece.
Ele é.
O coração é mais sábio
Que a mente cansada de hipóteses,
Pois não teme se lançar no abismo da experiência.
Talvez devêssemos pensar menos,
Para que a vida
Não escorresse por entre dedos analíticos.
Sentir mais é a única forma de existir inteiro.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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