Aceito o que o destino me entregou.
Nem toda partida pede explicações.
O coração também aprende pela perda.
E sigo o caminho que ainda me resta.
A saudade bate à porta,
Mas não governa meus passos.
As lembranças existem,
Sem que eu me torne prisioneiro delas.
A serenidade é minha escolha.
Não posso mudar o passado.
Também não posso apressar o amanhã.
Tenho apenas este instante,
Onde cultivo a firmeza da alma
E a paz que nasce da aceitação.
Se o amor foi verdadeiro,
Não preciso apagá-lo.
Basta honrá-lo em silêncio,
Sem exigir o retorno do que partiu,
Nem lamentar o que não depende de mim.
Assim caminho com o tempo.
Levo a memória sem carregar correntes.
A ausência já não é inimiga,
Mas uma mestra que ensina desapego
E fortalece o espírito.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














