sábado, 24 de outubro de 2026

Cáceres além do olhar comum

 Tem uma beleza em Cáceres que poucos sabem enxergar, 
Escondida no silêncio das casas adormecidas, 
Nas águas do Paraguai que conversam com o tempo, 
Nas sombras das árvores que abraçam a memória, 
Nas ruas onde o passado ainda respira, 
Nos sonhos que florescem sem fazer barulho, 
E na alma de uma cidade que aprendeu a ser eterna. 
 
O olhar comum vê apenas paisagens, 
Mas o poeta contempla mundos invisíveis, 
Escuta histórias nas paredes envelhecidas, 
Descobre saudades no vento que passa, 
Encontra poesia no simples caminhar da gente, 
E percebe que cada esquina guarda um segredo, 
Que somente o coração consegue traduzir. 
 
Cáceres não precisa de olhos para ser bonita, 
Precisa de almas dispostas a senti-la, 
De corações que compreendam suas raízes, 
De lembranças que não se rendam ao esquecimento, 
De versos que abracem sua história, 
Pois existe uma beleza que não cabe nas fotografias: 
Aquela que só se revela a quem olha com a alma. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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