Escondida no silêncio das casas adormecidas,
Nas águas do Paraguai que conversam com o tempo,
Nas sombras das árvores que abraçam a memória,
Nas ruas onde o passado ainda respira,
Nos sonhos que florescem sem fazer barulho,
E na alma de uma cidade que aprendeu a ser eterna.
O olhar comum vê apenas paisagens,
Mas o poeta contempla mundos invisíveis,
Escuta histórias nas paredes envelhecidas,
Descobre saudades no vento que passa,
Encontra poesia no simples caminhar da gente,
E percebe que cada esquina guarda um segredo,
Que somente o coração consegue traduzir.
Cáceres não precisa de olhos para ser bonita,
Precisa de almas dispostas a senti-la,
De corações que compreendam suas raízes,
De lembranças que não se rendam ao esquecimento,
De versos que abracem sua história,
Pois existe uma beleza que não cabe nas fotografias:
Aquela que só se revela a quem olha com a alma.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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