É o sonho que em vão desejamos,
Ou apenas a sombra de um desejo
Que o tempo esqueceu de compreender?
O amanhã esconde suas respostas,
E a esperança, de olhos vendados,
Caminha entre o medo e a ilusão.
O futuro é um abismo sem margens,
Um horizonte que nunca alcançamos,
Um perigo adormecido nas promessas
Que abraçamos sem conhecer.
E o que hoje parece ser destino
Amanhã poderá ser arrependimento,
Pois nada se garante nas mãos do tempo.
Ah, se pudéssemos abrir as mãos
E encontrar nelas alguma certeza,
Um sinal de que não sonhamos em vão,
Uma luz rompendo a noite espessa!
Mas o amanhã não cabe nas palmas,
E a vida, entre mistérios e esperanças,
Ensina-nos a caminhar sem garantias.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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