Vidas se cruzam sem se tocar.
Olhos carregam mundos inteiros,
Mas o passo é apressado demais
Para que alguém ouse enxergar.
No vai e vem das calçadas,
Cada rosto é um segredo fechado.
Sorrisos breves, silêncios longos,
Histórias gritando por dentro
Numa pressa que cala o passado.
A cidade respira em ruídos,
Motores, vozes, passos, ecos.
E em meio ao fluxo incessante,
Há solidões disfarçadas
Sob a multidão de trajetos.
Quem anda, busca ou foge,
Quem corre, sonha ou se esconde.
Pois toda rua é também espelho
De um coração que caminha
Sem saber bem ao certo para onde.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:
Postar um comentário